Empresas Familiares

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Empresa familiar é aquela em que um membro ou mais fundam, detém o controle acionário e ou financeiro, e estabelecem as diretrizes de gestão. Ë sem duvida o formato de negócio mais antigo de todos os tempos.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e do SEBRAE, mais de 90% das empresas constituídas no país são familiares; e apesar de serem considerado um dos principais pilares da economia, representando por volta de 65% do PIB e 75% da força de trabalho; pesquisas apontam que de cada 100 empresas familiares abertas e ativas, apenas 30 sobrevivem à primeira sucessão e cinco chegam à terceira geração.

Vantagens e desvantagens de uma empresa familiar

Embora muitas vezes empresas familiares são associadas à imagem de pequeno porte, com uma estrutura de decisão rígida e impossibilidade de crescimento profissional para quem não é da família; existem empresas familiares de diversos portes (pequenas, médias e grandes) e muitas vezes, profissionalmente interessantes para seus colaboradores.
Quando bem geridas, as empresas familiares apresentam uma série de vantagens em relação às não familiares:
Relação de confiança e respeito: sendo todos da mesma família, unidos por laços que vão além da mera convivência profissional, os processos decisórios tendem a ser mais simples, transparentes e menos burocráticos. A relação de confiança se estende a todos colaboradores no relacionamento do dia a dia.
Envolvimento com colaboradores: entre os diretores, bem como entre os colaboradores surge uma identidade de missão e valores. Não raro, colaboradores tendem a trabalhar por muitos anos na empresa, adquirindo grande conhecimento no seu segmento de atuação e forte identificação com os objetivos do negócio.
DNA da cultura organizacional: empresas familiares costumam carregar muito da personalidade de seu fundador mesmo após outra geração assumir os negócios. Isso faz com que, em geral, fique claro qual tipo de comportamento cada colaborador pode adotar e de que maneira deve responder às mais diversas situações;
Fortalecimento da marca e do desempenho: pelo fato dos profissionais de diretoria serem todos donos do próprio negócio, a empresa tende a construir fundamentos sólidos para construção de uma marca forte, com permanência sustentável e longevidade no mercado.
Nem tudo são flores, muitas vezes as empresas familiares, podem ser centralizadoras nas decisões, ou seja, o desenvolvimento da empresa depende da postura do principal sócio proprietário em relação ao negócio.

São desvantagens:

Pessoal X Profissional: em certas empresas familiares, que os laços entre a direção e os colaboradores vão além do aspecto profissional. Isso pode ser um complicador quando questões profissionais estão sobre a mesa e variáveis emocionais interferem na gestão do negócio.
Centralização de decisão: empresas familiares podem ter um único gestor forte. Nestes casos, quaisquer problemas que ocorram com ele (doença, acidente, etc.), podem afetar o desempenho da organização como um todo.
Oportunidades de crescimento profissional: em empresas familiares, são raros os casos de profissionais que conseguem chegar à alta diretoria sem pertencer à família. No entanto, pesquisas mostram que o reconhecimento e a promoção de cargos ocorrem com maior frequência.
Ausência de processos de sucessão: em muitas empresas, não existe uma preocupação em preparar a sucessão dos cargos de comando; empresas desse tipo correm sério risco de falir quando há mudança de geração na direção.
Em geral, todas tendem a seguir a cultura do fundador. Isso pode ser uma vantagem competitiva para a empresa ou ser um obstáculo para o crescimento e, até mesmo, continuação dos negócios.

P. Gratz


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O Desafio de Ser Professor no Brasil

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Professor, uma das profissões mais antigas do mundo! Professor ou docente é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outros conhecimentos. Para o exercício dessa profissão requer-se qualificações acadêmicas e pedagógicas, para que consiga transmitir/ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno.
Quem não se lembra de algum professor que tenha marcado sua vida? Quem nunca pensa com carinho e admiração em alguém que se empenhou em transmitir conhecimento e contribuir para sua formação? O professor está em toda parte. É o elemento incentivador, realizador e aperfeiçoador de todas as profissões e atividades. Os mestres são pessoas vitais para a vida da família, da sociedade, religiosa e política.
Apesar da importância enorme do professor, pouco ou nada se faz por eles, deveriam ser profissionais bem preparados e bem pagos para que possam dar e propagar o acesso ao saber. A profissão de professor é a mais importante de todas, nenhuma atividade é tão essencial a uma sociedade como a educação. É por isso também que o professor tem de ser cada vez mais valorizado e respeitado como um mestre, ou pelo menos, deveria.
O que de fato vemos são profissionais pouco valorizados e ouvidos, são pessoas ameaçadas e pouco respeitadas, seja no ensino público ou no particular. Vemos grades escolares sendo alteradas sem que de fato os professores sejam convidados a opinar, vemos profissionais mal remunerados pelo estado e prefeitura, vemos uma das mais antigas profissões ser degradada e fadada ao insucesso.
Essa realidade precisa mudar! Podemos começar essa mudança dentro de casa, de nós mesmos e de nossos filhos. Temos que nos conscientizar e transferir aos outros nossa crença e valorização dos nossos professores, devemos incentivar as pessoas que possuam interesse e tenham aptidão para essa profissão. Devemos acima de tudo acreditar que o futuro desse país sempre passará pelas mãos dos mestres. A eles, nosso respeito, admiração e força!

Luciana Martino


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A Escolha da Carreira Profissional

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Nos dias atuais, a sociedade vê as pessoas não pelo o que elas fazem, mas sim pelo tamanho de sua remuneração. A grande parte dos jovens que estão na fase da escolha da carreira profissional se deparam com um dilema, ter sucesso financeiro, ou trabalhar com o que gosta mesmo não tendo um grande retorno de dinheiro?
Nessa época o jovem está definindo sua identidade e, principalmente, querendo estabelecer o que quer ser na idade adulta.
Para isso será necessário que conheça suas capacidades, seus interesses e sua motivação.
Os interesses motivam o que orienta a escolha, mas é preciso considerar que os interesses vão mudando à medida que o jovem entra em contato com uma grande diversidade de profissões que existem atualmente.
Os traços de personalidade, a cultura, as influências das pessoas que vivem ao seu redor. Todos esses fatores irão interferir quando o jovem precisa tomar a decisão sobre o curso que irá frequentar. Para que o jovem possa ser orientado e auxiliado na escolha da futura profissão é de grande importância ter maior número possível de informações sobre as diferentes ocupações, quais são seus requisitos, e, principalmente, quais os deveres que se esperam deste profissional.
Fazer uma análise de suas tendências, de suas aptidões e de seus interesses, além também de ser informado sobre as características do mercado de trabalho.

A importância da orientação profissional/vocacional

A Orientação Profissional auxilia as pessoas no momento da escolha ou redefinição da profissão. Ela não serve apenas aos jovens do Ensino Fundamental e Médio. Serve também para adultos que não estão satisfeitos com a profissão e pretendem investir numa nova carreira ou, mesmo satisfeitos, querem progredir na carreira. Existem reorientações até mesmo na aposentadoria.
Isso se torna importante já que dados do Censo de Educação Superior revelam que houve 3.632.373 de matrículas, 1.243.670 de ingresso e 522.928 de concluintes no ensino superior no referido ano. Isso confirma que o número de matrículas e ingresso é muito superior ao número de concluintes. Entre as diversas variáveis que poderiam explicar essa diferença, estão pessoas que desistiram do curso por insatisfação com a escolha que fizeram.
A Orientação Profissional serve não apenas para se ter um norte sobre o campo profissional a seguir, mas também como uma oportunidade de autoconhecimento, de alinhamento entre habilidades/características pessoais e profissão, do sentido/significado do trabalho para o ser humano, da relação trabalho e projeto de vida.
Talvez escolher a carreira seja um dos momentos mais difíceis da vida. A escolha tem que ser feita numa idade na qual ainda não temos experiência de vida nem autoconhecimento suficientes para fazer uma escolha certeira e definitiva. Segue algumas dicas:

Pesquisa:
Ler sobre diversas áreas, sobre as universidades que interessam, incluindo visitas a este ambiente acadêmico traz uma proximidade maior sobre os cursos que cada uma oferece, e sobre o que cada curso faz. Às vezes forma-se uma noção muito superficial de determinada profissão. É importante estudar as grades curriculares, caso ainda não optou nem a área – ciências humanas, exatas ou biológicas – o processo da pesquisa poderá auxiliar.

Cursos de orientação profissional:
Diversas instituições oferecem cursos de orientação profissional. Os cursos de orientação profissional em geral facilitam a escolha do indivíduo, deixando ele perceber por si só as áreas com as quais mais se identifica.

Investigar sobre carreira e mercado:
Ler é sempre importante. Pesquise matérias sobre plano de carreira de cada área, possibilidade de crescimento de cada profissão, concorrência de mercado, média salarial, entre outras peculiaridades. É importante também saber o momento do mercado, as profissões do futuro e aquelas que estão ficando obsoletas.
Conversar com profissionais que já estão no mercado, saber da realidade da profissão, isso evita frustrações futuras. Conhecer o dia a dia da profissão, quais são os problemas, as possibilidades de crescimento dentro das empresas.

Intercâmbio:
Caso seja possível, viaje, estude fora. Conhecendo pessoas e culturas diferentes você amplia sua noção de mundo, e consequentemente suas possibilidades.

Exercitar o autoconhecimento:
Talvez este seja o ponto mais importante para escolher uma carreira de sucesso. É preciso se conhecer, saber no que é bom, conhecer os próprios talentos, o que gosta de fazer e aquilo que não gosta. É importante saber da sua resiliência com pressão, ou a preferência por um trabalho com maior planejamento, se quer viver na cidade grande ou no interior. Todas as variáveis da sua vida interferem na sua escolha.

A escolha da profissão certa só cabe a você. A carreira é sua, o sonho é seu!

A verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos mesmo quando todos dizem que ele é impossível
Cora Coralina (1889-1985)

 Flávia Avancini


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Não Seja um Porquê no Seu Trabalho

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A série 13 Reasons Why, baseada no livro “Os 13 Porquês” de Jay Asher, estreou na semana passada agitando a web com uma discussão sobre bullying, misoginia, abuso e, consequentemente, sobre depressão e prevenção ao suicídio. Ambientada em uma escola, a história também aborda a dificuldade de comunicação entre pais e filhos. Hannah Baker, a protagonista da série, comete suicídio deixando como legado sete fitas cassetes apontando os treze motivos de ter tirado a própria vida. Os fatos abordados no seriado também podem ser facilmente projetados em outros ambientes, como o trabalho.

Hannah Baker, protagonista de 13 Reasons Why, da Netflix

Hannah Baker, protagonista de 13 Reasons Why, da Netflix

A escola é a nossa primeira experiência social independente com o mundo exterior. O Ensino Médio crava o último período dessa experiência, o fim de um ciclo que nos lança em queda livre para um novo e desconhecido universo. Nestes últimos anos de escola, onde tudo acontece de forma mais intensa, é comum ter vivenciado momentos de tensão social como intimidação ou violência física e moral. Algo que se mostra tão cotidiano que alguns nem reconhecem o ato como maltrato mas, que no fundo, faz toda a diferença.
Então os anos se passam, o Ensino Médio acaba e vem uma vida inteira de responsabilidades: a necessidade de um emprego, os boletos, a cobrança da continuidade nos estudos, dos relacionamentos, da independência, do sucesso profissional… E a gente se dá conta de que muito do que ficou para trás, na verdade permaneceu conosco, só que com uma cara nova. No trabalho, nós continuamos saindo para o intervalo do almoço com quem temos mais afinidade, as conversas de corredor só ficaram mais complexas e as equipes, tal como numa sala de aula, são compostas por pessoas que gostamos ou não. Assim, não fica difícil de imaginar que porquês semelhantes aos que aconteceram com Hannah Baker possam estar acontecendo também no nosso ambiente de trabalho.
Os atos de bullying no trabalho geralmente estão ligados a uma relação hierárquica, onde o superior pratica o abuso ou faz mal uso do poder, intimidando, ofendendo ou humilhando o trabalhador, normalmente na frente de outras pessoas. Mas, é importante não deixar de fora o impacto da conduta dos colegas com o próximo. A integração total da equipe é importante, indivíduos bem socializados formam um grupo menos hostil. Mas, podem haver discordâncias e antipatias na equipe. São nesses casos que a rivalidade pode agravar-se gerando boatos, deboches e troca de farpas, muitas vezes de forma velada. Esse é o ambiente perfeito para o nascimento do porquê de uma depressão, do stress e de fobias, entre outros. Tanto para um oponente, quanto até para ambos.ii2Cabe ao gestor ser inteirado com sua equipe, saber observar e tomar atitudes imparciais sobre o caso, mediar a situação, buscando um ponto consensual entre as partes para fazer com que situações como esta não prejudiquem todo o time.
É fácil se enxergar como a vítima de atitudes estúpidas, mas é difícil se enxergar como o produtor da estupidez. Isso faz jus àquela frase popular “quem bate não se lembra, mas quem apanha jamais esquece”. E muita gente se vê distante de ser o agressor por ter cometido uma ação insignificante, do próprio ponto de vista. Mas, para o agredido pode fazer toda a diferença. Basicamente, isso é fruto da falta de empatia, da importância que é dada mais a ser ouvido do que ouvir.
Mesmo não se enxergando no papel de agressor ou agredido, é importante ter consciência de que isso existe. Pode haver uma Hannah Baker ao seu lado no trabalho, silenciosamente pedindo ajuda. É imprescindível prestar atenção ao seu redor mas, não apenas observar. Por vezes é necessário tomar atitudes, defender, oferecer ajuda ou apenas ouvir. Ser passivo nessa situação te torna tão responsável quanto o agressor.
O Centro de Valorização da Vida, de prevenção ao suicídio, recebe por mês uma média de 1,2 mil ligações. Em pesquisa do mesmo instituto, 25 brasileiros morrem diariamente vítimas de suicídio; 17% dos brasileiros, em algum momento, já pensaram em dar fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. 90% dos suicídios podem ser prevenidos. Não espere alguém acumular tantos porquês para chegar a esse ponto. Atente-se para não contribuir com um porquê para o próximo.
Depressão não é frescura. Tentativas de suicídio não são futilidades para chamar a atenção. Um ambiente de trabalho harmonioso e aberto contribui para a saúde mental de todos. Vamos todos colaborar com nossas atitudes #NãoSejaUmPorquê no seu trabalho.

Reinaldo Araujo

Caso precise de ajuda, ligue gratuitamente para 141
Se preferir conversar por outros meios acesse o site:
www.cvv.org.br


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Voluntários: Os Profissionais que Vão Além

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Falar de voluntários é antes de mais nada, referir-se à seres especiais e benevolentes. Pessoas com foco no outro, preocupadas em contribuir de alguma forma para a humanidade. Ser voluntário é doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitária e com isso melhorar a qualidade de vida da comunidade. Trata-se de atividade não remunerada prestada por pessoa física.
Existem diversas formas de voluntariado e escolher aquela que mais se identifica com suas habilidades e objetivos, certamente lhe trará maior prazer e gratificação:
• Se você for um profissional liberal (médico, dentista, advogado, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, etc.) poderá pensar em atender pessoas carentes que precisem desse tipo de serviço. Você pode também oferecer serviços de cabeleireiro, manicure ou mesmo alfabetizar adultos, dar aulas sobre higiene pessoal, artesanato, instrumento musical, esporte, entre outras opções. Ser criativo é importante!
• Uma outra forma é participar de campanhas, como doação de sangue, vacinação, prevenção à dengue, distribuição de livros, brinquedos, roupas e alimentos, além de ajuda às vítimas de catástrofes ambientais. Para isso, você pode se juntar aos grupos comunitários e associações específicas.
• Você pode ainda ser voluntário em hospitais, creches, escolas, ONG’s e organizações sociais. Existem inúmeras opções em instituições que atuam em diferentes causas e oferecem oportunidades. Nesses casos, esteja disposto a aceitar as regras e condições dessas instituições. Ao comprometer-se, contarão com o seu trabalho e você deve ser responsável para cumprir o acordado.
É importante ressaltar que todo tipo de voluntariado vale a pena. Todos são dignos e trazem consequências boas para quem oferece seu tempo e para quem recebe. Percebemos que cada vez mais profissionais atuantes no mercado de trabalho buscam alguma forma de voluntariado no seu tempo livre. Essa atitude os diferencia e os caracteriza como pessoas que vão além de suas obrigações e do seu mundo próprio. Seja um deles!

Luciana Martino


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Diversidade LGBT no Mercado de Trabalho

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Imagine trabalhar numa equipe onde todos os seus colegas são iguais a você, onde todos têm a mesma opinião sobre tudo, mesmas ideias e mesmos hábitos… Há quem diga que personalidades muito parecidas podem gerar mais atrito do que personalidades diferentes. Um bom diálogo só é motivado por pontos de vista, opiniões e vivências diferentes. No nosso trabalho convivemos com pessoas de posições políticas opostas, com apaixonados por seus times de futebol, com fervorosos fiéis de diversas crenças, entre tantas outras diferenças. Mas, por quê para muita gente ainda é difícil aceitar ter colegas com a orientação sexual diferente? E por quê esta intolerância se agrava ainda mais quando se trata de transexuais?
Lamentavelmente, não há como separar a vida profissional da vida pessoal. O que acontece de um lado influencia diretamente o outro. “Com quem você mora?”, “É casada?”, “Vamos fazer algo fora do trabalho?”, “Você anda meio triste, quer conversar?”. Estar presente de corpo e alma no trabalho é essencial para um resultado positivo no desempenho e no relacionamento. Muitas vezes durante o expediente os assuntos irão esbarrar em momentos como este. É decisão do colega abrir-se ou não.
É muito difícil encontrar um ou uma colega de trabalho transexual, principalmente nas áreas mais tradicionais. Poucos transexuais que hoje estão em idade adulta conseguiram terminar os estudos durante sua juventude. Na época, devido ao bullying, a falta de diálogo e de auxílio, era comum que pessoas nessa situação desistissem dos estudos, ficassem à margem da sociedade e abandonados até mesmo pela família, recorriam a subempregos ou ao único sustento disponível: a prostituição. Hoje, com um pouco mais de abertura conquistada, travestis e transexuais persistem nos estudos. Mas, além da comum grande dificuldade para se colocar no mercado de trabalho, há ainda vários outros obstáculos para concorrentes transgênero.
O profissional de Recrutamento & Seleção, ás vezes esbarra na hesitação por parte de um ou outro empregador quando o candidato perfeito para a vaga é homossexual com a expressão de gênero acentuada (ou seja, um gay que se expressa de forma feminina ou uma lésbica que se expressa de forma masculina). Essa hesitação do contratante se atém muito sobre como será a recepção do indivíduo na empresa ou a relação dessa expressão de gênero com a rotina de trabalho. E nós temos o dever de explicar ao empregador que o comportamento do candidato não interferem na qualidade do trabalho. Afinal, qualquer objeção no perfil pessoal ou técnico já seria apontada nos testes e na entrevista.
O mercado da moda e da beleza, há muito tempo, tem recebido muitos profissionais LGBTs, de uma forma que grandes nomes de referência na área pertencem a esta comunidade. E isso não é resultado apenas do talento, mas também da receptividade deste setor, da chance de empreender e não necessitar passar por olhares e crivos morais para ter seu sustento. Da mesma forma que se relevaram grandes nomes LGBTs na moda e na beleza, em outras áreas se destacam Tim Cook (CEO da Apple), Hellen DeGeneres (apresentadora de TV), Adriana Calcanhoto (cantora) e Peter Thiel (cofundador do PayPal), entre outros. Um talento se destaca por si mesmo, mas sem oportunidades não há chances de sucesso.
Uma pesquisa conduzida pelo portal Planet Romeo aponta que 22 milhões de pessoas em todo o mundo afirmam ter perdido o emprego ou que foram prejudicados no local de trabalho por serem homossexuais ou bissexuais. E de acordo com uma pesquisa conduzida pela ANTRA, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, apenas 10% desse grupo trabalha com registro em carteira.
Como sempre ressaltamos aqui no blog, o emprego tem uma função que vai muito além da troca de trabalho por salário, mas também da interação social, da contribuição do indivíduo como membro da sociedade, da troca de experiências, da empatia e do crescimento pessoal. A integração dos LGBTs no mercado de trabalho tem acontecido a passos lentos, de forma orgânica, acompanhando a medida em que a sociedade os compreende e respeita.
Dia 25 de Março é Dia Nacional do Orgulho LGBT, dia de valorizar a luta dessas pessoas por respeito e reconhecimento. Isso não é sobre tirar os empregos de um grupo para entrega-los a outro grupo porquê são vítimas disso e daquilo, mas, sim de dar oportunidades a todos. É estar aberto para buscar o melhor talento contemplando suas capacidades técnicas e emocionais, sem preconceitos, sem medo do diferente, do desconhecido. Seja transexual, homossexual, mulher, homem, cristão, ateu, negro, branco, corinthiano, gremista, nordestino, refugiado… Afinal, as diferenças tratadas com respeito e diálogo são o combustível que impulsiona a sociedade para o desenvolvimento contínuo.

Reinaldo Araujo


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CIPA: Unidos pela Prevenção de Acidentes

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CIPA é a sigla para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes que visa à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, buscando conciliar o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde de todos.
A presença desta comissão é obrigatória nas empresas brasileiras deste tipo desde 1944, mas sua denominação e conceito surgiram em 1921 como uma opção para que as empresas tivessem pessoas dentro dela engajadas em desenvolver táticas para evitar acidentes internos na operação dos trabalhadores.
As CIPAs devem ser formadas e mantidas de acordo com o artigo 163 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Norma Regulamentadora-5
(NR-5), aprovada pela Portaria nº 08/99
Independente do tipo de risco que a empresa possa oferecer ao trabalhador, ela é obrigada a ter uma comissão de prevenção de acidentes quando atinge o número de trabalhadores determinados pela lei.
Dentro de qualquer organização, a CIPA precisa ser composta por representantes do empregador e da classe trabalhadora. Todos os responsáveis pela comissão devem ser escolhidos por eleições convocadas por um edital que deve permanecer fixado no quadro de avisos da empresa por, pelo menos, 15 dias.
As eleições da CIPA têm voto secreto, e todos os empregados da empresa podem votar. Todo o processo de eleição deve ser levado ao conhecimento do Ministério do Trabalho por meio de cópias das atas de eleição e Posse.
A CIPA quem organiza a SIPAT dentro das empresas.
A SIPAT é uma semana separada pela empresa em que a CIPA desenvolve atividades diferentes para que os funcionários possam aprender mais sobre a prevenção de acidentes dentro da empresa.
O desenvolvimento das ações preventivas por parte da CIPA, consiste, basicamente, em observar e relatar as condições de riscos nos ambientes de trabalho; solicitar medidas para reduzir e eliminar os riscos existentes ou até mesmo neutralizá-los; discutir os acidentes ocorridos, solicitando medidas que previnam acidentes semelhantes e ainda, orientar aos demais trabalhadores quanto à prevenção de futuros acidentes na SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes).
A nova NR-05 dispõe que, compete ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao efetivo desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas de cipeiros constantes do plano de trabalho prevencionista.
Conforme a NR-05, compete aos empregados:
a) Participar da eleição de seus representantes;
b) Colaborar com a gestão da CIPA;
c) Indicar a CIPA, ao SESMT e ao empregador situação de riscos e apresentação sugestões para melhoria das condições de trabalho;
d) Observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto à prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho:
e) Participar das reuniões mensais registradas em atas.

Flávia Avancini


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Sustentabilidade Empresarial – Carreira Promissora

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A Responsabilidade Social e Ambiental das corporações está cada vez mais abrangente e até mesmo, determinante para o sucesso das empresas de expressão.
As formações compatíveis com sustentabilidade* vão de biologia a arquitetura, passando por engenharia, logística e design entre outras.
Estes profissionais entendem sustentabilidade como partes do negócio das empresas desenvolvem e integram políticas, normas, e procedimentos de responsabilidade social e ambiental ao cotidiano, sem perder o foco do retorno financeiro.
O biólogo estuda os diversos ecossistemas e seus seres vivos para identificar os possíveis impactos das ações do homem e a gravidade sobre a vida dessas espécies e ambientes.
O engenheiro ambiental igualmente estuda os impactos das operações sobre os ecossistemas e desenvolve projetos de solução que eliminem ou que pelo menos reduzam os resultados danosos destes impactos. Os engenheiros também podem atuar no planejamento e na administração de estações de tratamento de esgoto, redes de distribuição da água e descarte do lixo. As empresas buscam esses profissionais, pois estão sendo pressionadas a reduzir a geração de resíduos e o consumo descontrolado de matérias-primas.
A abrangência funcional do engenheiro químico com foco em sustentabilidade é bastante ampla. Podem atuar no desenvolvimento do sistema de tratamento de gases e líquidos; na supervisão da produção de medicamentos ou no planejamento da construção de usina de mineração, entre outras. De forma resumida, ele pode definir normas e procedimentos de preservação ambiental na cadeia produtiva das empresas. Há um grande interesse das indústrias em reaproveitar matérias-primas, para obter mais eficiência e, ao mesmo tempo, eliminar a poluição…
O engenheiro agrônomo ou florestal entre diversas outras atividades atuam na recuperação de áreas degradadas; na orientação da produção agropecuária e no planejamento da aplicação de recursos naturais de forma sustentável.
Leed ap (Leed Accredited Professional) estes profissionais Desenvolvem projetos de edificações candidatas à certificação ambiental LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Reconhecido internacionalmente, o documento valida as construções “verdes”. A escassez de mão de obra nesta área, aliada à explosão de empreendimentos com selo LEED no país nos últimos anos, torna o mercado promissor, considerando também, o incremento de políticas públicas e leis de incentivo fiscal para construções sustentáveis.
Designer de Produtos Sustentáveis desenvolve produtos ecoeficientes, isto é, com o mínimo impacto ambiental possível. As empresas estão sendo desafiadas a diminuir o seu impacto ambiental, repensando o uso de matérias-primas e a geração de resíduos. Designers de bens cuja produção, distribuição e descarte sejam sustentáveis são essenciais nesse processo.
O mapeamento e o monitoramento de riscos e oportunidades socioambientais na cadeia de fornecedores, transformaram-se numa questão relevante; a reputação de uma empresa pode ser muito comprometida por uma prática inadequada de um fornecedor.
Profissionais que atuam na área de investimento social coordenam a aplicação dos recursos de uma empresa em uma questão relevante para a comunidade em que atua. Praticar filantropia tornou-se uma questão ultrapassada para as empresas mais modernas; atualmente está em evidência a atuação de um profissional que ajude a organização a trazer resultados e impactos relevantes para a sociedade.
O atual modelo econômico global só é viável com base na exploração sustentável dos recursos naturais. Nesse contexto, é natural que ganhem visibilidade os profissionais capazes de garantir a sustentabilidade corporativa.

P. Gratz

* Sustentabilidade Empresarial é um conjunto de ações que uma empresa assume, visando o respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da sociedade. Logo, para que uma empresa seja considerada sustentável ambientalmente e socialmente, ela deve adotar atitudes éticas, práticas que visem seu crescimento econômico (sem isso ela não sobrevive) sem agredir o meio ambiente e também colaborar para o desenvolvimento da sociedade. 

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Os impactos da crise no Carnaval

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O carnaval deste ano foi cancelado por falta de recursos financeiros em pelo menos 70 cidades brasileiras.
O número equivale ao de municípios que já decretaram estado de calamidade financeira: 73, segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN).
O corte envolve desde grandes capitais com forte tradição na folia até pequenos municípios.
O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, recebeu a missão da prefeitura de cortar 10% dos custos totais do carnaval da capital baiana, um dos maiores do País.
Segundo dados da entidade, a captação de recursos das escolas do RJ caiu 40% na comparação com 2015.
A crise também impediu muitos blocos de ir para a rua, incluindo os dois carnavais mais famosos do País:

Rio de Janeiro
Cerca de 55 blocos, de 451 confirmados, não sairão às ruas por falta de patrocínio. Entre eles, o Bloco da Segunda, que completaria 30 anos neste ano

Salvador
Os gastos públicos, em torno de R$ 50 milhões, serão cortados em 10%. Entre os blocos que cancelaram a festa está o Cheiro de Amor, fundado em 1985. Muitos reduziram a participação, como o Cocobambu, que sairá apenas em um dia em vez de três
O suspiro de otimismo vem de fora: os turistas estrangeiros reservaram boa parte dos cerca de 60% dos quartos da rede hoteleira da cidade, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ). Com isso, pelo menos uma parte da ocupação do Sambódromo está garantida com cerca de 80% dos camarotes cariocas já foram negociados. Há ingressos por R$ 1,8 mil, no estreante Número Um, e R$ 5,2 mil, no superespaço Rio Samba.

Algumas das cidades que cancelaram o Carnaval:
SP: Campinas, Piracicaba, São Luiz do Paraitinga e São José dos Campos
MG: Poços de Caldas, Ouro Branco, Nova Lima e Patos de Minas
RS: Passo Fundo
RO: Ariquemes
AP: Macapá

A programação oficial dos blocos de rua do Carnaval 2017 em São Paulo inclui aproximadamente 380 blocos, distribuídos entre os dias 17 de fevereiro e 5 de março.
Os horários, datas e locais estão sujeitos a alterações.

Consulte o site da Prefeitura de São Paulo para atualizações: http://carnavalderua.prefeitura.sp.gov.br/

Flávia Avancini


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Alcoolismo no trabalho

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O alcoolismo é uma doença crônica que pode ocasionar não somente prejuízos pessoais e familiares, mas também profissionais. No âmbito pessoal, as consequências são sempre desastrosas e impactam fortemente no convívio com os familiares, entretanto, normalmente os parentes e amigos apresentam disposição para ajudar e possuem um limiar alto para lidar com essa situação. Mas se essa paciência tem limite até para as pessoas mais próximas, imagine o convívio com os colegas de trabalho.
O uso abusivo de álcool leva a algumas situações que impactam diretamente no dia a dia desse trabalhador. São elas:
– Diminuição da produtividade em função da falta de concentração e retardo na resposta e reação;
– Aumento do absenteísmo impactando na entrega de suas atividades e sobrecarregando os demais;
– Maior probabilidade de acidentes pela falta de atenção e sonolência;
– Dificuldade no convívio com os colegas, pelo prejuízo de julgamento e crítica, percepção, memória e compreensão.
Diante disso, a preocupação por parte das empresas com esses colaboradores deve ser constante. O encaminhamento dos trabalhadores com uso abusivo de álcool aos serviços de saúde é de grande importância, assim como os programas preventivos. O problema deve ser tratado às claras! Há uma proposta tramitando no Senado para que os trabalhadores dependente de álcool tenham direito à proteção do Estado, ou seja, só poderão ser demitidos se não aceitarem se submeter ao tratamento médico ou psicológico para sua recuperação.
Nos momentos de crise essa doença crônica se agrava, sustentada pela tríade estresse × desemprego × álcool. O elevado consumo de álcool leva ao desemprego e o desemprego leva ao elevado consumo de álcool, gerando estresse e agravamento da situação. Cabe às empresas, às famílias, à saúde pública e principalmente ao próprio dependente quebrar essa corrente com otimismo e perseverança.

Luciana Martino


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