Temporários e Terceiros: Discriminados ou não dentro da empresa?

Liis AMOR, Kaja KALLAS
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Antes de falarmos diretamente sobre o assunto proposto para esse artigo, é importante conceituarmos o que seria o trabalho temporário e o terceirizado.
Considera-se trabalho temporário o serviço prestado por pessoa física a uma determinada empresa, para atender à necessidade transitória de substituição de pessoal, regular e permanente, por motivo de férias ou afastamento ou motivado pelo acréscimo extraordinário de serviços.
terceirização é a contratação de serviços por meio de empresa, intermediária (interposta) entre o tomador de serviços e a mão-de-obra, mediante contrato de prestação de serviços. A relação de emprego se faz entre o trabalhador e a empresa prestadora de serviços, e não diretamente com o contratante (tomador) destes. Pode ser por tempo determinado ou indeterminado.
Dessa forma, as empresas podem mesclar no mesmo ambiente de trabalho funcionários próprios, terceirizados ou temporários. Normalmente os temporários possuem os benefícios básicos e os terceirizados podem ter os mesmos benefícios que os efetivos ou os benefícios do empregador.
Agora sim, podemos pensar em como se relacionam no dia a dia esses profissionais com vínculos empregatícios tão diferentes, mas que são cobrados da mesma forma em relação ao resultado e envolvimento com a empresa. O que percebemos na prática é uma discriminação velada em relação aos temporários e terceirizados, que por sua vez, oscilam entre mostrar um bom trabalho na esperança de serem efetivados e, ao mesmo tempo, não se envolver em demasia para não se decepcionar tanto com a dispensa dos seus serviços no término do contrato.
Como desenvolver um bom trabalho sem pertencer de fato à empresa? Como sentir-se integrado e motivado sabendo que sua permanência possui “prazo de validade”? Cabe ao temporário/terceirizado perceber essa fase como uma oportunidade para mostrar seu talento, sua capacidade e o quanto pode contribuir. Esse tipo de contratação não deixa de ser uma “porta de entrada”, portanto, deve ser aproveitada sem qualquer complexo de inferioridade.
Já aos funcionários efetivos, cabe receber esses profissionais com maior receptividade, sabendo que se um dia estamos de um lado, no dia seguinte estamos do outro. As oportunidades existem para todos e, independente da forma pela qual você foi contratado, saiba que permanece apenas os que se diferenciam pelo seu desempenho e comprometimento.

Luciana Martino


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Dia da Consciência Negra (20 de Novembro)

Casal 2
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Mais de mil cidades brasileiras comemoram, em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra que refere-se à morte de Zumbi dos Palmares, o último líder do maior dos quilombos do período colonial, o Quilombo dos Palmares que se localizava na Serra da Barriga, atual estado de Alagoas.
A fama e o símbolo de resistência e força contra a escravidão mostrado pelos palmarinos fizeram com que a data da morte de Zumbi fosse escolhida pelo movimento negro brasileiro para representar o Dia da Consciência Negra.

Comemorada há mais de 30 anos por ativistas do movimento negro, a data foi oficializada pela Lei 12.519 de 2011.

A escolha do dia 20 de novembro serviu também para manter viva a lembrança de que o fim da escravidão foi conseguido pelos próprios escravos, que em nenhum momento durante o período colonial e imperial deixaram de lutar contra a escravidão.

Os quilombos não deixaram de existir quando Palmares foi destruído sob o comando do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Vários outros quilombos foram formados nos duzentos anos após o fim de Palmares.

Mesmo nos anos finais da escravidão a ocorrência de fugas em massa de escravos das fazendas, a ocupação de terras e a realização de rebeliões foram muito importantes para que a Lei Áurea fosse assinada.

O fim da abolição não representou também o fim dos problemas sociais para os escravos libertados.

O racismo e a resistência à inclusão dos negros na sociedade brasileira após a abolição foram também um motivo para se escolher o 20 de novembro como data para se lembrar dessa situação.

Esta resistência não se fez apenas no confronto direto contra os senhores e forças militares, ela também ocorreu no aspecto religioso e cultural, como no candomblé, na capoeira e na música pela busca da liberdade como uma necessidade prioritária para o indivíduo e a coletividade, que, como tudo que é de extrema importância, precisa ser constantemente analisada, a fim de que seus limites não sejam ultrapassados, afinal até mesmo a liberdade tem limites; preconceito e auto preconceito, atitudes e sentimentos que alimentem o medo, a intolerância, o ódio irracional, a autocomiseração precisam ser coibidos.

“Acima de sermos negros, brancos, árabes, judeus, americanos, somos uma única espécie. Quem almeja ver dias felizes, precisa aprender a amar a sua espécie (…) Se você amar profundamente a espécie humana, estará contribuindo para provocar a maior revolução social da história.”
Augusto Cury

Flávia Avancini


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Relembrar um pouco da história brasileira não faz mal para ninguém

Solenidades. Homenagens - Dia da Bandeira
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A era republicana teve início em 1889, com a proclamação da República pelo Marechal Deodoro da Fonseca, e vigora até os dias de hoje.
O Brasil República pode ser dividido em cinco fases:

República Velha (1889 – 1930)

O período começa com a Proclamação da República em 1889, em 1891 (ano da promulgação da primeira constituição republicana).

1889-1891: Marechal Manuel Deodoro da Fonseca;
1891-1894: Floriano Vieira Peixoto;
1894-1898: Prudente José de Morais e Barros;
1898-1902: Manuel Ferraz de Campos Sales;
1902-1906: Francisco de Paula Rodrigues Alves;
1906-1909: Afonso Augusto Moreira Pena (morreu durante o mandato)
1909-1910: Nilo Procópio Peçanha (vice de Afonso Pena, assumiu em seu lugar);
1910-1914: Marechal Hermes da Fonseca;
1914-1918: Venceslau Brás Pereira Gomes;
1918-1919: Francisco de Paula Rodrigues Alves (eleito, morreu de gripe espanhola, sem ter assumido o cargo);
1919: Delfim Moreira da Costa Ribeiro (vice de Rodrigues Alves assumiu em seu lugar);
1919-1922: Epitácio da Silva Pessoa;
1922-1926: Artur da Silva Bernardes;
1926-1930: Washington Luís Pereira de Sousa (deposto pela revolução de 1930);
1930: Júlio Prestes de Albuquerque (eleito presidente em 1930, não tomou posse, impedido pela Revolução de 1930);
1930: Getúlio Vargas

Era Vargas (1930-1945)

 No estado de São Paulo era grande a insatisfação com o governo de Vargas. Os paulistas exigiam do governo a elaboração de uma nova Constituição e a convocação de eleições para presidentes. Criticavam muito a forma autoritária com que Vargas vinha conduzindo o governo.
Em maio de 1932 começaram uma série de manifestações populares e elitistas, numa delas, houve forte reação policial, ocasionando a morte de quatro estudantes (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo). As iniciais dos nomes destes estudantes (MMDC) transformaram-se no símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932.
Getúlio foi deposto pelo exército somente em 1945.

República Populista (1945-1964)

Após a queda de Getúlio, o general Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente. A Assembleia Constituinte criou a quinta constituição brasileira, que estabeleceu os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Em 1950, Getúlio reaparece no cenário político e vence as eleições presidenciais; governa por mais quatro anos. Enquanto isso, a oposição se organiza contra o governo. Em 23 de agosto de 1954, 27 generais exigem publicamente a renúncia de Vargas. Na manhã de 24 de agosto, Vargas comete suicídio.
Juscelino Kubitschek (criador da sede do governo em Brasília) assume a presidência em janeiro de 1955. A rejeição popular ao governo de JK. , manifesta-se com a eleição do populista Jânio Quadros, que renunciou ao mandato no ano seguinte.

Ditadura Militar (1964-1985)

Após a renúncia de Jânio Quadros, Jango assume a presidência em 07 de setembro de 1961. Seu governo foi precocemente conflitante e tendencioso ao regime comunista (há controvérsias). O movimento que ocorreu em 31 de março de 1964 ficou conhecido como o Golpe Militar de 64, esse teve forças para derrubar João Goulart do poder. Em 10 de abril Jango teve seus direitos políticos cassados e se exilou na Argentina.
Inicialmente, o regime militar foi instituído com um caráter provisório, alegando conter o avanço do comunismo e da corrupção. Porém, tornou-se um governo de mais de duas décadas, marcadas pela sucessão de militares no poder:

Marechal Humberto de Alencar Castello Branco
Marechal Arthur da Costa e Silva
General Emílio Garrastazu Médici
General Ernesto Geisel
General João Batista Figueiredo – decreta então, a Lei da Anistia e restabelece o pluripartidarismo.

Principais características do regime militar no Brasil:

– Cassação de direitos políticos de opositores;
– Repressão aos movimentos sociais e manifestações de oposição;
– Censura aos meios de comunicação; – Censura aos artistas (músicos, atores, artistas plásticos);
– Aproximação dos Estados Unidos; – Controle dos sindicatos;
– Implantação do bipartidarismo: ARENA (governo) e MDB (oposição controlada);
– Enfrentamento militar dos movimentos de guerrilha contrários ao regime militar;
– Uso de métodos violentos, inclusive tortura, contra os opositores ao regime;

Nova República (1985 até os dias de hoje)

A Nova República é o período que se seguiu ao governo militar caracterizado pela democratização política e pela estabilização econômica.
Em 1984, o movimento das “Diretas Já” mobilizou milhões de brasileiros que pediam eleições diretas para presidente. A Câmara dos Deputados, no entanto, não aprova e o Colégio Eleitoral elege o deputado oposicionista Tancredo Neves que concorria com Paulo Maluf.
Tancredo falece e não chega a tomar posse, o vice José Sarney assume e, no seu governo, é promulgada a Constituição de 1988. Em 1989, Fernando Collor de Mello vence a primeira eleição popular direta e secreta para presidente.
Após dois anos de governo, o Congresso Nacional instaura uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) cujas conclusões levam ao pedido de afastamento do presidente (impeachment), mas Collor renunciou antes de ter seu impedimento aprovado.
O vice-presidente Itamar Franco assume o cargo. Em sua administração, é implantado o Plano Real. O projeto foi executado pela equipe do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que se elegeu presidente em 1994, reeleito em 1998.
Luiz Inácio Lula da Silva é eleito presidente da República em 2002 e reeleito em 2006. Dilma Rousseff é eleita presidente em 2010 e reeleita em 2014.
Atualmente a reprovação ao governo Dilma Rousseff atinge seu índice de (65%), patamar próximo ao enfrentado por Fernando Collor em setembro de 1992 (68%).

Relembrando nossa história, 126 anos após da proclamação da república, concluo que a historia avançou nos aspectos democráticos, porém a corrupção é uma herança “maldita” desde o Brasil Colonial. Os protagonistas mudam, o momento histórico e os valores sociais mudam, mas “as regras do jogo político” são sempre as mesmas: quem tem “o poder dita as regras”, o poder das forças militares, o poder dinheiro, o poder do povo em manifestações legítimas de apoio ou de rejeição ao governo, neste ambiente político criminoso em que vivemos.

Paula Gratz

Dê chance à prevenção. Faça o exame já!

NOVEMBRO AZUL
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A despeito do que dizem, a campanha “Novembro Azul” não é uma campanha dedicada diretamente à conscientização para o exame da próstata, mas como essa é uma questão de muito destaque, voltaremos o foco de nosso texto a ela.

Ainda nos dias de hoje percebemos o quanto é grande o tabu sobre o exame de toque, umas das formas utilizadas para a detecção de anomalias na glândula responsável por parte da produção do sêmen.

A maioria dos homens acredita que o exame de próstata é algo vexatório e, arrisco dizer, que em alguns casos coloca a masculinidade do “indivíduo” em xeque.

Asseguro: Bobagem.

Hoje, com o avanço da medicina, há outras formas de detectar possíveis alterações na glândula, além do famigerado e temido exame de toque, mas sim, em alguns casos ele é extremamente necessário e pode nos salvar de complicações gravíssimas.

A partir dos quarenta e cinco anos, todos deveremos passar por exames anualmente, principalmente se tivermos casos de históricos da doença em familiares.

Abaixo, alguns exames que podem nos ajudar a evitar esse mal e nos tirar de uma grande enrascada:

1. PSA – Exame de sangue para avaliar a próstata

Exame laboratorial que visa identificar alterações na próstata através do Antígeno Prostático Específico, proteína que demonstra alterações em casos de anomalias na glândula.

2. Toque retal – Palpação da próstata

O médico, através do toque retal, pode avaliar o tamanho da próstata que pode apresentar alterações quanto ao tamanho e dureza, caso haja alguma inflamação prostática.

3. Ultrassonografia para próstata

A ultrassonografia é feita para avaliar o tamanho da próstata e, quando ocorre alterações da próstata esta fica aumentada.

4. Medição do jato de urina

A fluxometria é um exame feito pelo médico para avaliar o jato de urina quando se está urinando e medir a quantidade de urina em cada micção.

5. Exame de urina de laboratório

O urologista pode indicar um exame de urina, sendo necessário coletar uma pequena quantidade de urina para avaliar a presença de micro-organismo que podem estar presentes.

6. Biópsia da próstata

Para confirmar o diagnóstico, o urologista poderá solicitar exames complementares, como biópsia da próstata, sendo necessária a retirada de um pedacinho deste órgão e enviar para análise laboratorial

Sinais e Sintomas do Câncer de Próstata

O câncer de próstata em estágio inicial geralmente não causa sintomas, enquanto em estágio avançado pode causar alguns, por exemplo:

– Micção frequente.

– Fluxo urinário fraco ou interrompido.

– Impotência.

– Vontade de urinar frequentemente à noite.

– Sangue no líquido seminal.

– Dor ou ardor durante a micção.

– Fraqueza ou dormência nas pernas ou pés.

– Perda do controle da bexiga ou intestino devido a pressão do tumor sobre a medula espinhal.

Pois é meus caros, a situação é séria e merece o máximo de atenção possível. Não vamos vacilar.

Assim como em várias outras doenças graves, a prevenção é a arma do negócio.

 

Ricardo Lopes