A Árvore de Natal

ÁRVORE MENOR
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A grande maioria das famílias brasileiras montam suas árvores de Natal bem antes do dia 25 de Dezembro e normalmente desmontam em 06 de Janeiro (dia dos três reis magos que presentearam Jesus pelo seu nascimento).
É uma tradição muito antiga em quase todos os países do mundo. A mim me parece que sem a árvore, as comemorações de final de ano, especialmente o Natal, não brilham como deveriam brilhar.
Acredita-se que esta tradição começou por volta de 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero (monge protestante). Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, ele ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve (são as poucas árvores que permanecem verdes durante o rigoroso inverno da Europa), o brilho da lua e das estrelas compuseram uma linda imagem que Lutero reproduziu com alguns galhos em sua casa; recortou papeis de várias cores em formato de estrela e acendeu pequenas velas; seus familiares e vizinhos ficaram encantados com a beleza do enfeite de Natal.
Acredita-se que a partir daí, as pessoas, então, passaram a montar a árvore de Natal em suas casas, enfeitando-as cada vez mais: as velas (simbolizando a luz de Cristo), estrelas (alusão à estrela de Belém) e outros enfeites que simbolizavam frutas e flores (homenageando a natureza).
Ninguém sabe realmente ao certo quando os pinheiros foram utilizados pela primeira vez como árvore de Natal. O que realmente acreditamos é que a arvore de Natal é uma tradição maravilhosa e que deverá permanecer em nossos costumes por quanto houver amor no coração das pessoas, fé e vontade de construir um mundo solidário, onde não haja espaço para o preconceito, a guerra e a miséria.

Paula Gratz


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O Melhor Presente de Natal…

ALEX RISTEA crop
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As luzes piscam nas casas, iluminações nas fachadas dos edifícios, decorações nas vitrines e ruas anunciam a chegada do Natal.
Alguns começam a pensar nos presentes comemorativos e nos cálculos para fazê-los caber nas intenções e orçamento, já outros, em contraponto, se aborrecem e abominam o hábito de trocar presentes.
Um mesmo ato, o de presentear, é dito e vivido de diferentes formas por inúmeras pessoas.
Não se pode afirmar ao certo quando surgiu essa tradição de trocas, especula-se muito a respeito no entanto, sabe-se que ela foi largamente inspirada pelos três Reis Magos ao presentearem Jesus em seu nascimento e, que foi o Papa Libério que a oficializou em 354 d.c.
Muitos discriminam a troca de presentes natalinos, alegando que existe nisso apenas uma intenção comercial. Não há nada de mau em ser contra datas comemorativas, o desperdício maior é se privar de ofertar aos demais uma palavra amiga, um abraço sincero, olhar solidário e afetuoso.
Presenteie com o seu melhor, seja através de algo feito por você, por meio de uma poesia suave declamada, cartão que exalte o valor desta pessoa ou até mesmo através de um presente comprado com carinho. Assim, não haverá erro ou desconcerto algum.
Não importa se você é do time que torce contra ou a favor das trocas de presentes no final de ano, o que importa de verdade é a sua disposição para amar.
Que a noite seja iluminada a nossa volta e a claridade seja proveniente das pessoas ao nosso redor e certamente serão essenciais para iluminar nossos passos durante o novo ano.
Que transborde fartura de verdade, AMOR, equilíbrio e afinidades nas relações que deixam qualquer coisa mais saborosa e atrativa.
Que os presentes mais valiosos sejam: Família, verdadeiros amigos, as grandes oportunidades de realizações e até mesmo algumas dificuldades e frustrações, para que nada se transforme em monotonia e nos motive a superar.
Que o Natal se torne uma ocasião real, palpável e inesquecível, o qual códigos de barras não possam ser lidos e apenas o AMOR consiga adquirir.

Flávia Avancini


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Dezembro Vermelho: Mês de Combate à AIDS

Sham Hardy
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O dia 1° de Dezembro, como Dia Mundial de Luta Contra a Aids, foi instituído com o intuito de reforçar a solidariedade, a tolerância e a conscientização acerca dos assuntos que permeiam as pessoas infectadas pelo HIV, retrovírus causador da doença.
Após mais de 30 anos do primeiro caso registrado no mundo, um dos fatores mais preocupantes é a falta de informação.
Antes de qualquer coisa, vamos entender um pouco mais sobre o assunto.
HIV, sigla em inglês do vírus da Imunodeficiência Humana, é um retrovírus causador da Aids.
Exatamente isso, ter o HIV não significa ter Aids. O retrovírus, ao entrar no organismo, destrói as células de defesa Linfócitos CD4+, o que faz com que ele se torne suscetível às chamadas doenças oportunistas. Com base nesse mecanismo, podemos dizer que pessoas com o sistema imunológico debilitado em função da infecção pelo HIV se tornam portadoras da Aids.
Sendo assim, é importante salientar que o que mata não é a Aids em si, mas doenças desenvolvidas em um organismo imunologicamente debilitado.
Outro fator de extrema importância e que vale ser enfatizado é que, nos dias atuais, ser portador do vírus não é mais uma sentença de morte. Devido à grande diversidade de combinações possíveis de antirretrovirais há um controle sobre a multiplicação viral no organismo e assim a preservação das células de defesa do sistema imunológico.

DIAGNÓSTICO RÁPIDO E SEGURO
A ampliação do acesso ao diagnóstico de uma sorologia positiva para o HIV é um desafio da saúde pública. A utilização dos testes rápidos permite atender à crescente demanda e aumenta a agilidade da resposta aos infectados, permitindo seu rápido encaminhamento para assistência médica e início de tratamento.
Descobrir-se soropositivo precocemente permite ao paciente iniciar o tratamento no momento certo e ter uma melhor qualidade de vida.
Não só o diagnóstico, mas também o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo SUS.
Diferente de décadas atrás, hoje não há mais um “Grupo de Risco” definido, mas sim pessoas expostas a “Situações de Risco”, portanto devem fazer o teste todos que tenham passado por tais situações.
O HIV pode ser transmitido das seguintes formas:
• Por relações sexuais desprotegidas (sem o uso do preservativo), anais, vaginais e orais;
• Pelo compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas;
• De mãe para filho durante a gestação, o parto e a amamentação;
• Por transfusão de sangue.
Após a infecção pelo HIV, o sistema imunológico demora cerca de um mês para produzir anticorpos em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Por conta disso, o mais aconselhável é que se faça o exame após esse período, porém, caso tenha se exposto a algum risco, procure uma Unidade de Saúde em até 48h para um tratamento de Profilaxia Pós Exposição.
Esse tratamento, antes oferecido apenas às vítimas de violência sexual, hoje é oferecido gratuitamente pelo SUS e visa reduzir o número de infectados pelo HIV.

INÍCIO DA TERAPIA ANTIRRETROVIRAL
O tratamento com a terapia antirretroviral tem o intuito de reduzir a mortalidade e os problemas causados pela infecção do HIV e não o de erradicar a doença.
Diferente de práticas anteriores, em que o a terapia só era iniciada quando o sistema imunológico já se encontrava em uma zona limítrofe de risco, hoje, estudos comprovam que quanto antes a adoção do tratamento, maior a longevidade do paciente, pois com índices indetectáveis do vírus no organismo, aumentam-se as chances de elevar a níveis normais o nível das células CD4+.
O início do tratamento é um dos momentos mais difíceis para o soropositivo, pois além da nova rotina que deverá ser incorporada em sua vida, os remédios podem lembrá-lo a cada momento de sua condição. Por isso, é de grande importância que o paciente seja devidamente acompanhado por profissionais da saúde
Para a eficácia do tratamento é preciso tomar os remédios corretamente, mesmo com possíveis problemas de horário e efeitos colaterais e a adesão é um dos maiores desafios para os pacientes.
Hoje, o Brasil é referência mundial em políticas de combate e tratamento do HIV/Aids.
Seja consciente, cuide de você e de quem você ama. Previna-se, pois como dizia o antigo ditado: Quem vê cara não vê Aids.
Se passou por alguma situação de risco, faça o teste.
É gratuito, rápido, seguro e sigiloso.
E não se esqueça, a ignorância, hoje e sempre, será a principal causa de morte pela Aids.

Ricardo Lopes


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Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Imagem Especial
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O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência foi instituído pela ONU há 17 anos com o intuito de promover e mobilizar todas as pessoas em defesa da dignidade e dos direitos das pessoas com deficiência. A cada ano é definido um tema para ser debatido. O deste ano é “Inclusão significa: acesso e capacitação para pessoas de todas as habilidades”.
Dados do IBGE, apontam que 45,6 milhões de brasileiros declararam ter ao menos um tipo de deficiência, seja ela visual, motora, auditiva ou psíquica: o que corresponde a 22% da população. Isso quer dizer que dois de cada dez brasileiros tem algum tipo de dificuldade de acesso à produtos, serviços e informações.
A lei de cotas facilitou o acesso das pessoas com deficiência a se integrarem às empresas. Quando o percentual de cotas é utilizado com sabedoria, acompanhamento e planejamento pelo empregador, este se torna um novo canal de conscientização e inclusão para seus colaboradores. Em espaços públicos como shoppings e prédios comerciais é possível encontrar espaços acessíveis com certa facilidade, mas se vê apenas o que é imposto pela lei. Para que haja uma verdadeira inclusão o ideal é que os espaços sejam acessíveis para todos, que pessoas com todos os tipos de deficiência possam se locomover e conviver junto com as pessoas sem deficiência, e não em lugares separados, pré-determinados.
O advento das redes sociais possibilitou que todos se unissem pela causa para divulgar o assunto de forma mais massificada, além de denunciar atos de discriminação e falta de acessibilidade em diversos lugares. O que antes era discutido online em fóruns de público restrito e off-line em reuniões de ONGs e gabinetes de autoridades públicas, hoje pode ser compartilhado por qualquer usuário na internet. Dessa forma a pessoa com deficiência e os assuntos relacionados a acessibilidade passaram a ter maior destaque.
Há muito o que se lutar em relação à conscientização e inclusão. Hoje as leis auxiliam na integração das pessoas na educação, no mercado de trabalho e nos espaços públicos, mas tendem a se engessarem no limite de sua obrigação. O preconceito enfraquece na medida em que todas as pessoas convivem entre si, num mesmo espaço, criando laços de amizade, coleguismo e empatia. Por isso é necessário difundir o tema para todos. Para que a inclusão e a acessibilidade não sejam apenas obrigações, ou que seja tomada como boa ação, mas que seja algo indispensável para todos.

Reinaldo Araujo


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