O Ano Bissexto

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O ano bissexto existe para corrigir a diferença entre o calendário convencional (gregoriano) de 365 dias e o tempo que a Terra leva para dar a volta em torno do Sol (translação): 365 dias e 6 horas. De quatro em quatro anos, teremos seis horas extras de cada ano; resultando em aproximadamente 24 horas (um dia) que é este dia adicionado ao final de Fevereiro. Por isso, os anos bissextos Fevereiro 366 dias.
Esta correção é especialmente importante para atividades atreladas às estações, como a agricultura e até mesmo as festas religiosas.
Se não existisse o ano bissexto, o inverno começaria no outono e o verão estaria começando no inverno.
O ano bissexto foi criado no ano 45 AC por um astrônomo grego, durante o Império Romano de Júlio Cesar.
A maioria das pessoas não acredita que o ano bissexto possa evocar situações de azar, no entanto outras mais místicas acreditam que o ano bissexto é de mau agouro. Uma das explicações toma como base a numerologia e as cartas do Tarô, ou seja, a soma dos números do ano não bissexto; 3+6+5=14
que representa nas cartas do Tarô “A Temperança” (tranquilidade), enquanto que o resultado obtido pela soma dos números 366 é o 15, que simboliza “O Diabo” (amigos ocultos, dificuldade de comunicação, mas também representa a aquisição de dinheiro).
Dia 29 de Fevereiro só ocorre de quatro em quatro anos e por este motivo é associado à algumas crendices; há quem acredite que é um dia de sorte para iniciarmos novos projetos, obteremos excelentes resultados. Por outro lado, muitas pessoas não casariam neste dia por nada neste mundo, acreditam que casar num ano bissexto dá azar.
A tradição mais curiosa vem da Irlanda, no Século V Sta. Brígida queixou-se ao St. Patrick sobre como as mulheres tinham que esperar demasiado tempo para os homens as pedirem em casamento. Para remediar a situação, St. Patrick resolveu que no dia 29 de Fevereiro os costumes seriam invertidos, sendo as mulheres a pedir aos homens em casamento.
É bastante estranho para as pessoas que nascem no dia 29 de Fevereiro. Só completam mais um ano de vida e comemoram seu aniversário de quatro em quatro anos?!
Este ano, o um dia a mais será uma segunda-feira. Pode parecer um ponto negativo, mas você pode ler isto como um recado do turbulento 2016 para todos nós. A segunda-feira, é o dia de retomar os projetos pausados na semana anterior e dia de iniciar novos projetos. Apesar de toda a atmosfera triste em torno dela, em teoria, este é o dia onde estamos psicologicamente mais descansados para enfrentar a semana. E dessa forma podemos encarar o restante do ano. Um ano de seguir em frente a todo vapor, um ano de renovação e de trabalho árduo para atingir o sucesso.

P. Gratz


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Pessoas que vivem do lixo

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Muitas pessoas no Brasil tiram do lixo seu sustento com um trabalho muito árduo, insalubre e com vários riscos.
Seja através da prática da coleta seletiva junto a alguns parceiros que doam seus recicláveis; seja caçando recicláveis pelas ruas e lixões ou ainda garimpando os recicláveis do lixo misturado que o gerador que não separou.
Há catadores de todo tipo:
• Trecheiros: que vivem no trecho entre uma cidade e outra, catam lata para comprar comida.
• Catadores do lixão: catam diuturnamente, fazem seu horário, catam há muito tempo ou só quando estão sem serviço de obra, pintura etc.
• Catadores individuais: catam por si, preferem trabalhar independentes, puxam carrinhos muitas vezes emprestados pelo comprador que é o sucateiro.
• Catadores organizados: em grupos auto gestionários onde todos são dono do empreendimento, legalizados ou em fase de legalização como cooperativas, associações, ONGs ou OSCIPs.
A categoria profissional de Catador de Material Reciclável foi reconhecida, em 2002, no Código Brasileiro de Ocupações (CBO). Entretanto, essa classificação ainda não foi totalmente internalizada nas pesquisas domiciliares e de mercado de trabalho no Brasil. As diferenças de nomenclaturas utilizadas nos últimos Censos (IBGE), dificultam uma comparação temporal dos dados sobre esses trabalhadores, impossibilitando analisar a evolução de sua condição social ao longo do tempo.
Este trabalhadores incansáveis, fornecem um benefício a toda população já que esses materiais coletados pelos catadores evitarão o consumo de matéria prima virgem, recursos naturais esgotáveis além da economia com coleta e disposição final, uma vez que a companhia de limpeza urbana deixa de pagar toneladas que seriam coletadas e dispostas em aterros ou lixões.
O setor da reciclagem brasileira movimenta mais de R$ 12 bilhões ao ano, contra R$ 8 bilhões que são perdidos pelo encaminhamento de materiais recicláveis a aterros e lixões, destacando que este serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros (Portal do Brasil).
Esta atividade tem conexão direta com ocorrência de problemas de saúde destes profissionais com estudos que apontam doenças osteomusculares, ocasionadas pelas descargas físicas excessivas que os catadores transportam por horas ao longo do dia e ainda os impactos emocionais como a ansiedade e estresse, por conta das inseguranças trabalhistas e sociais às quais estão submetidos.
Existe a responsabilidade da sociedade, como um todo, na solução deste tipo de problema dos catadores, tanto do ponto de vista legal quanto de saúde pública. Ressalta-se os direitos do trabalhador, a solução para exigências dos catadores, autônomos ou filiados em cooperativas, é a contrapartida social para o benefício ambiental que esta atividade nos traz.

Vilões Urbanos – Nossa Vida é Muito Melhor Sem Eles

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Nunca se falou tanto em saúde e prevenção a doenças, como nos últimos tempos. Com a propagação da Chikungunya e do Zika vírus, também transmitidos pelo Aedes aegypti, as atenções gerais se voltaram para a responsabilidade da população na eliminação dos vetores de diversas doenças presentes no cenário urbano.
A falta de manutenção de resíduos, organização e acúmulo de sujeira podem contribuir muito para a infestação de pragas que, aos olhos de muitos, são inofensivas, porém se observarmos atentamente, veremos que podemos estar dormindo com o inimigo.
Podemos elencar algumas pragas urbanas, comuns em qualquer cidade, para alertar quanto aos riscos que elas proporcionam:

Formiga

Formigas
Pequenas e, aparentemente inofensivas, das mais de duas mil espécies de formigas existentes no Brasil, aproximadamente 30 são consideradas pragas urbanas. Além de causar danos nas estruturas das casas e até mesmo nos equipamentos elétricos e eletrônicos, esses insetos podem transmitir doenças patogênicas (que causam a infecção hospitalar), amebíase, giardíase, além de transportar protozoários, vírus, bactérias e fungos.

Mosquito

Mosquitos
Pernilongos, muriçocas, piuns e borrachudos são alguns dos inúmeros mosquitos presentes em todo o país. Ao picarem as pessoas, além da coceira e irritação que causam na pele também podem causar doenças graves. Malária, leishmaniose, febre amarela, himenolepíase, filariose (elefantíase), difteria, febre paratifoide, chikungunya e as temíveis dengue e zika.

Barata

Baratas
As temíveis cascudas com asas não são apenas nojentas, mas também são responsáveis pela transmissão de diversas doenças, como hanseníase (lepra), hepatite, tifo, além de doenças gastroenterites, como a amebíase e a giardíase. Esses agentes patogênicos são carregados em seus corpos, patas e fezes e depositados nos locais onde ela passa.

Mosquex

Moscas
Comuns em muitas casas, as moscas se alimentam de matéria orgânica, como o lixo da sua casa e a comida em sua mesa. Ao fazer isso, elas não apenas aborrecem quem está por perto, como também transportam micro-organismos causadores de doenças sérias. Febre tifoide e paratifoide, giardíase, amebíase, salmonela, disenteria, cólera, poliomielite e tuberculose são algumas delas.

Rato

Ratos e camundongos
Os roedores, como ratos e camundongos, são conhecidos como sendo transmissores de agentes causadores de doenças. Dentre elas estão algumas famosas, como a peste negra e a peste bubônica, além da salmonela, leptospirose, tifo, hantavirose, amebíase, e outras.

Pombas

Pombos
Quem alimenta os pombos nas ruas e praças das cidades brasileiras pode não saber, mas está contribuindo com a disseminação de um dos maiores transmissores de doenças urbanas do mundo. Em suas fezes estão presentes fungos e bactérias que podem causar doenças como a criptococose, que compromete o pulmão e pode afetar o sistema nervoso central, além de salmonela, ornitose, alergias respiratórias, dermatites, histoplasmose e blastomicose.

Escorpanex

Escorpião
A proliferação desse aracnídeo, cuja picada causa dor intensa e pode levar à morte, está relacionada ao impacto ambiental causado por desmatamentos, crescimento de matos em terrenos baldios, lixos doméstico acumulados e baixo saneamento básico. Com o aumento das chuvas, eles fogem dos esgotos e vão se abrigar em residências, procuram área seca e alimentação, principalmente as baratas. Geralmente ficam escondidos em sapatos, toalhas e roupas de cama. Têm hábitos noturnos e se escondem da luz.

Agora que conhecemos algumas das principais pragas urbanas, precisamos colocar as mãos na massa e eliminar a proliferação desses intrusos que convivem tão proximamente a nós, lembrando que, a melhor forma de impedir que eles se multipliquem é não contribuir para que eles tenham alimento e abrigo para se reproduzirem.

Ricardo Lopes


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Ô abre alas, eu quero passar. Vem aí o carnaval!

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Passado o ano novo, o brasileiro já começa a pensar no carnaval. Trata-se da maior festa popular, com forte apelo emocional e financeiro. Nossa intenção não é falar sobre a história do carnaval, mas sim fazer uma reflexão sobre o que ele significa, principalmente para nós brasileiros. Vale ressaltar que somos internacionalmente conhecidos pelo futebol e pelo carnaval. Os sentimentos em relação ao carnaval são intensos e extremos: ou você ama, ou odeia. Para os que odeiam, a sensação é de tempo perdido e de impaciência em relação à programação da TV, que insiste em passar bailes e desfiles por todo o Brasil, de uma forma quase absoluta. Resta a eles “curtir” o feriadão descansando, passeando, lendo e procurando ignorar a folia a sua volta. Os que gostam, podem acreditar, gostam mesmo! São dias aguardados com ansiedade para que que possam extravasar, dançar, cantar e “repor as energias”. São aqueles que esticam os dias e noites o máximo que podem e que aproveitam cada marchinha, cada samba enredo, cada confete e serpentina. Mas existem também os carnavalescos profissionais. É para esse grupo que vamos voltar nessa atenção nesse momento de crise. São pessoas que pensam no carnaval o ano todo, que terminada a apuração, já estão planejando o desfile do próximo ano. Vivem e respiram carnaval os 365 dias do ano. Você já observou como os desfiles são organizados? Podemos dizer que cada escola de samba é uma empresa em diferentes aspectos e competências. São eles: – Possuem um objetivo claro e definido: vencer. – Todos dão o seu melhor para manter o foco no resultado e no cliente, que os estará avaliando (jurados e público). – Existe por parte dos dirigentes a preocupação com o planejamento, prazos e cronograma. Apresentam uma visão do todo. Devem desfilar no tempo certo, as alas devem estar harmoniosas, o tema claro e bem cantado. – Cada ala funciona como um departamento, onde existe o responsável, que dita o ritmo e a organização. Toda ala tem sua importância no contexto geral e contribui para o sucesso do todo. – Cada elemento deve saber trabalhar em equipe e estar motivado. Todos dão o seu melhor! Para finalizar, pensemos nos empregos indiretos, mesmo que informais que o carnaval gera. São inúmeros vendedores ambulantes servindo bebidas, comidas, guarnecendo os foliões de todas as suas necessidades, são costureiras, marceneiros, eletricistas. Fora as pessoas diretamente envolvidas com o carnaval que fazem dele, sua fonte de renda o ano todo. É ou não uma empresa de sucesso? Cabe lembrar que a maioria dos foliões se dedicam por acreditar na escola e se motivam apenas pelo prazer de desfilar e de pertencer. Não é um sonho para qualquer empregador? Sem dúvida, temos muito o que aprender com essa festa que desafia o tempo e as crises, sem perder o seu brilho e o seu glamour.

Luciana Martino

E aqui na Proativa, na sexta-feira a galera já estava toda em no clima!

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