Dia da Secretária

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Imagine-se conduzindo uma empresa inteira ou um grande setor e ter que buscar os resultados de performance, organizar sua própria agenda, resolver situações administrativas, atender ligações, responder as mensagens… você até faria tudo isso mas pouco conseguiria gerir, de fato, tudo o que precisa ser gerenciado. Para isso, existem as profissionais as quais muitos dirigentes não viveriam sem: as secretárias!
O Dia da Secretária é comemorado no dia 30 de setembro. A origem desta data faz referência ao aniversário de Lílian Sholes, filha de Christopher Sholes, criador de um tipo de máquina de escrever. Ao testar publicamente a invenção do pai, ela tornou-se a primeira mulher a escrever numa máquina em público. Empresas fabricantes de máquinas de escrever aproveitaram o centenário do nascimento de Lílian para fazer comemorações, incluindo concursos de datilografia. O sucesso das competições fez com que eventos semelhantes se repetissem anualmente, atraindo diversas secretárias, tornando a data conhecida como o “Dia das Secretárias”.
Mas, a profissão de secretária é mais antiga do que isso. Muito antes da Revolução Industrial, época em que o secretariado começou a tomar suas formas atuais, essa função era realizada desde o império dos faraós, por escribas exclusivamente do sexo masculino. Após as duas grandes guerras mundiais, por falta de mão-de-obra masculina, a figura feminina tomou conta da área. No Brasil, cursos voltados para a área como a datilografia e o técnico em secretariado foram implantados na década de 50.
Há muita diferença do atual trabalho de secretária para o que se fazia em seu início. A tomada de decisões para filtrar aquilo que pode ser resolvido sem precisar chegar na mesa do chefe e o que realmente tem a necessidade passar por seu crivo é apenas um exemplo do cotidiano de quem, há algumas décadas, só teria como ocupação fazer exatamente o que era determinado. As tecnologias absorveram muitas das funções básicas que tomavam conta das atribuições das secretárias, dando espaço para que elas se ocupem com responsabilidades mais estratégicas.
Tal como sugere a construção da palavra, “secretária” vem daquilo que é secreto, derivando dos termos secretum e secreta, que significam respectivamente lugar retirado e segredo. Que manifesta a característica mais legítima do secretariado: a confiança, a discrição e o sigilo.
A modernização tem disponibilizado ferramentas que, com poucos cliques, exercem todo o trabalho complexo de uma secretária mas, engana-se aquele que imagina que, por este motivo, a profissão tem seus dias contados. É indispensável a presença de uma pessoa capacitada, em que se pode confiar sua agenda profissional e pessoal; criteriosa o suficiente para lidar com as mais diversas situações e profundamente idônea para não prejudicar a vida de seu líder com disparates relacionados a informações privadas. Neste dia especial, parabenizamos estas grandes profissionais e desejamos muitos outros progressos em sua área!

Reinaldo Araujo


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Floresça com a Primavera

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O Início da Primavera 2016 começa às 11h21 (sem horário de verão) do dia 22 de setembro de 2016; e termina dia 21 de dezembro de 2016.
A primavera já está no ar. Não importa em qual hemisfério do planeta, a nova estação se expande em belas imagens.
Assim como o outono, a primavera é uma estação de transição.
Ela representa o tempo da despedida das frias paisagens e do preparo para entrar no tons quentes do verão. As flores estampam a primavera e a natureza desabrocha e se enfeita para nos mostrar que um novo ciclo se abre.
O cinza se despede com o tempo de recolhimento e a natureza se revela multicolorida.
Celebra-se a resistência aos tempos secos e frios, à hibernação, mostrando que a vida permaneceu latente e agora se refaz.
A nova estação chega assim, com promessa da luz, brilho, aromas renovados, cantos de pássaros, vento conduzindo pólen para fertilizar os campos com infinitas flores para borboletas pousarem.
A primavera se assemelha ao momento de lançar nossas ideias, de deixar ventilar nossas mentes e corações, de abrir espaço para que o novo brote.
É a oportunidade de nos abrirmos, de acreditarmos em novas possibilidades, de nos encantarmos com a beleza dos pequenos detalhes que passaram batidos nos dias cinzentos.
Pense nos sonhos adormecidos, nas habilidades contidas e deixe que tudo isso desabroche.
Seja “jardineiro(a)” do seu jardim. Renove, abra, sinta e permita-se florescer.

Flavia Avancini

Flor


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Paralimpíadas, uma reflexão

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Desde a abertura das Paralimpíadas sabíamos que tudo seria diferente. Diferente no bom e no mau sentido. Vimos uma abertura espetacular, com uma sensibilidade admirável e digna de um país que sabe lutar na sua essência e que por esse motivo, identifica-se com tantas histórias de superação. Essa foi, sem dúvida, uma boa surpresa! Por outro lado, vimos logo de cara, o descaso da mídia com esse tão grande evento esportivo, ao termos que optar por assistir nos canais fechados, já que nenhuma emissora aberta teve a civilidade de transmitir.
As competições são exemplares, mas pouco divulgadas e tratadas com foco na deficiência. Dificilmente o esportista é lembrado pelos índices atingidos, mas sim pela sua história de vida, pelas dificuldades, pelas lutas diárias e pela “volta por cima” que está sempre presente na narrativa desses heróis do esporte. São histórias com final feliz, onde o ouro, a prata e o bronze vêm coroar esses atletas guerreiros, vêm mostrar ao mundo sua conquista. Sem dúvida, o esporte é um dos responsáveis por reverter o impacto da deficiência na vida de quem nasceu com ela ou a adquiriu durante a vida.
Enxergar o deficiente além da sua deficiência é um exercício que nós da Proativa, estamos acostumados a fazer, já que são profissionais que fazem parte do nosso dia a dia e que estamos habituados a avaliar por suas competências e talentos. Sempre dizemos aos nossos clientes que a “deficiência deve ser apenas um detalhe”. Mas não podemos dizer que é fácil, o ser humano tende sempre a se compadecer com essas histórias e a aplaudir as superações. Quero crer que vai chegar o dia em que conseguiremos encarar as Paralimpíadas com a mesma naturalidade, interesse e entusiasmo que assistimos e torcemos pelos atletas olímpicos.
Acredito que o Brasil conseguirá manter o 5º lugar no número de medalhas, já que era essa a expectativa dos organizadores. Parece que tudo caminha para isso. O Brasil ficará atrás apenas de 4 grandes potências mundiais e à frente de inúmeras outras que deveriam, pela sua estrutura, estarem melhor posicionadas. Vamos conseguir e devemos ter orgulho do nosso desempenho!
Resta-nos assistir ao fechamento sabendo que o Brasil cumpriu seu papel de receber de braços abertos os atletas paralímpicos, que o público soube respeitar e valorizar suas conquistas. Que façamos um belo espetáculo, à altura desses seres humanos guerreiros. Que o Brasil fique na memória de cada um deles, como o país da diversidade e do povo que é tão alegre, apesar de tudo!

Luciana Martino


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Independência ou Morte!

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A história nos conta que Dom Pedro gritou às margens do rio Ipiranga: “Independência ou Morte!”.
O imperador montava um cavalo inquieto, espada em punho, bem posto, indignado ao ler a carta que lhe retirava os poderes de regente do Brasil. No entanto, há controvérsias sobre o acontecido. Alguns pesquisadores defendem a ideia de um episódio menos glorioso; contam que Dom Pedro estava muito doente e acamado no dia 07 de setembro de 1822, portanto não houve cavalo, farda e nem grito. Todavia se não foi ele, quem teria sido!? Nós brasileiros precisamos de um imperador para chamar de nosso, que grite bem alto e em bom som a nossa liberdade.
Dois grandes personagens da história brasileira tiveram uma significativa e real importância nos movimentos políticos que antecederam e sucederam a independência do nosso país.
Vamos juntos resgatar alguns momentos da nossa história… No final do século XVIII, muitas rebeliões ocorreram, como a Inconfidência Mineira, com objetivo de combater a dominação portuguesa.
Na ocasião, Napoleão Bonaparte invadiu Portugal em resposta a desobediência do governo português em estabelecer relações comerciais com a Inglaterra, arqui-inimigo do poderoso francês. Dom João VI e sua corte foram obrigados a fugir para o Brasil em Janeiro de 1808, escoltados por navios ingleses.
A Inglaterra trocou a escolta oferecida aos portugueses pela abertura dos portos e o início das relações comerciais com o país europeu. O comércio brasileiro era, até então, restrito a Portugal.
IL1 dom-joaoUm mês depois da chegada da família real, Dom João VI organizou a estrutura administrativa do governo: nomeou ministros de Estado, criou órgãos públicos, instalou tribunais de justiça e criou o Banco do Brasil, Dom João deu um grande impulso à cultura no Brasil, trouxe a missão artística francesa, com artistas e técnicos, em 1816.
Essas medidas e outras, culturais e econômicas, contribuíram para a emancipação política brasileira.
O Brasil estava em avançado processo de emancipação, nosso país foi elevado à categoria de sede administrativa das relações com Portugal, pelo nobre Dom João VI.
Mas, como nem tudo são rosas, na politica não poderia ter sido diferente… Altos impostos, a fome causada pela grande seca de 1816 e o luxo da corte portuguesa provocaram indignação em grande parte da população brasileira e de grupos de interesses diversos, o que provocou uma sequência de movimentos e até mesmo revolução contra a coroa portuguesa.
Líderes da Revolução Liberal, em Portugal, obrigaram Dom João VI e a sua corte retornar no ano de 1821. O herdeiro, Dom Pedro I, assumiu o governo brasileiro.
Pouco tempo depois, a burguesia portuguesa tomou medidas que limitavam a autonomia brasileira e enfraqueciam a autoridade do governo, além disso, exigia também, o retorno de Dom Pedro a Portugal.
Comerciantes e donos de terras brasileiras sentiram que as medidas ameaçavam seus negócios; resolveram apoiar Dom Pedro e incentivá-lo a desobedecer às ordens que chegavam de Lisboa.
IL2 jose-bonifacioO paulista José Bonifácio – Patriarca da Independência foi um conselheiro e incentivador decisivo na independência do Brasil; Dom Pedro muito jovem (23 anos) na época e José Bonifácio (60 anos) mais maduro e experiente.
José Bonifácio de Andrada e Silva foi e é um dos orgulhos de Portugal e do Brasil. Um dos homens mais instruídos do seu tempo. Foi chefe do governo de São Paulo e na ocasião do processo da independência, Ministro do Interior e dos Negócios Estrangeiros. (primeiro ministro do Brasil).
Em 9 de Janeiro de 1822, incentivados por seus conselheiros Dom Pedro tomou a decisão sobre as ordens da corte para que retornasse a Portugal, declarou definitivamente: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico”.
Em 7 de setembro de 1822, foi proclamada, oficialmente, a independência do Brasil, em São Paulo. Quando regressou ao Rio de Janeiro, Dom Pedro foi aclamado imperador e coroado com o título de Dom Pedro I, em dezembro de 1822. Quase um ano depois da proclamação da Independência, José Bonifácio alcança sua grande meta no governo: a preservação da unidade territorial do Brasil, o país independente que conhecemos hoje.
No tempo em que o Brasil de Portugal se tornou o Brasil dos brasileiros, José Bonifácio foi um importante construtor da nossa história de liberdade. A frase celebre que faz referência a nossa bandeira: “a brisa do Brasil a beija e balança” foi idealizada por este nobre brasileiro.

P. Gratz


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