Os impactos da crise no Carnaval

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O carnaval deste ano foi cancelado por falta de recursos financeiros em pelo menos 70 cidades brasileiras.
O número equivale ao de municípios que já decretaram estado de calamidade financeira: 73, segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN).
O corte envolve desde grandes capitais com forte tradição na folia até pequenos municípios.
O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, recebeu a missão da prefeitura de cortar 10% dos custos totais do carnaval da capital baiana, um dos maiores do País.
Segundo dados da entidade, a captação de recursos das escolas do RJ caiu 40% na comparação com 2015.
A crise também impediu muitos blocos de ir para a rua, incluindo os dois carnavais mais famosos do País:

Rio de Janeiro
Cerca de 55 blocos, de 451 confirmados, não sairão às ruas por falta de patrocínio. Entre eles, o Bloco da Segunda, que completaria 30 anos neste ano

Salvador
Os gastos públicos, em torno de R$ 50 milhões, serão cortados em 10%. Entre os blocos que cancelaram a festa está o Cheiro de Amor, fundado em 1985. Muitos reduziram a participação, como o Cocobambu, que sairá apenas em um dia em vez de três
O suspiro de otimismo vem de fora: os turistas estrangeiros reservaram boa parte dos cerca de 60% dos quartos da rede hoteleira da cidade, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ). Com isso, pelo menos uma parte da ocupação do Sambódromo está garantida com cerca de 80% dos camarotes cariocas já foram negociados. Há ingressos por R$ 1,8 mil, no estreante Número Um, e R$ 5,2 mil, no superespaço Rio Samba.

Algumas das cidades que cancelaram o Carnaval:
SP: Campinas, Piracicaba, São Luiz do Paraitinga e São José dos Campos
MG: Poços de Caldas, Ouro Branco, Nova Lima e Patos de Minas
RS: Passo Fundo
RO: Ariquemes
AP: Macapá

A programação oficial dos blocos de rua do Carnaval 2017 em São Paulo inclui aproximadamente 380 blocos, distribuídos entre os dias 17 de fevereiro e 5 de março.
Os horários, datas e locais estão sujeitos a alterações.

Consulte o site da Prefeitura de São Paulo para atualizações: http://carnavalderua.prefeitura.sp.gov.br/

Flávia Avancini


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Alcoolismo no trabalho

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O alcoolismo é uma doença crônica que pode ocasionar não somente prejuízos pessoais e familiares, mas também profissionais. No âmbito pessoal, as consequências são sempre desastrosas e impactam fortemente no convívio com os familiares, entretanto, normalmente os parentes e amigos apresentam disposição para ajudar e possuem um limiar alto para lidar com essa situação. Mas se essa paciência tem limite até para as pessoas mais próximas, imagine o convívio com os colegas de trabalho.
O uso abusivo de álcool leva a algumas situações que impactam diretamente no dia a dia desse trabalhador. São elas:
– Diminuição da produtividade em função da falta de concentração e retardo na resposta e reação;
– Aumento do absenteísmo impactando na entrega de suas atividades e sobrecarregando os demais;
– Maior probabilidade de acidentes pela falta de atenção e sonolência;
– Dificuldade no convívio com os colegas, pelo prejuízo de julgamento e crítica, percepção, memória e compreensão.
Diante disso, a preocupação por parte das empresas com esses colaboradores deve ser constante. O encaminhamento dos trabalhadores com uso abusivo de álcool aos serviços de saúde é de grande importância, assim como os programas preventivos. O problema deve ser tratado às claras! Há uma proposta tramitando no Senado para que os trabalhadores dependente de álcool tenham direito à proteção do Estado, ou seja, só poderão ser demitidos se não aceitarem se submeter ao tratamento médico ou psicológico para sua recuperação.
Nos momentos de crise essa doença crônica se agrava, sustentada pela tríade estresse × desemprego × álcool. O elevado consumo de álcool leva ao desemprego e o desemprego leva ao elevado consumo de álcool, gerando estresse e agravamento da situação. Cabe às empresas, às famílias, à saúde pública e principalmente ao próprio dependente quebrar essa corrente com otimismo e perseverança.

Luciana Martino


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Coworking Spaces, uma alternativa inovadora

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Há não muito tempo, os grandes computadores brancos diminuíram de tamanho e ficaram mais leves. Os cabos azuis que conectavam nossas máquinas à Internet deram lugar ao Wi-Fi. Os arquivos foram para a nuvem e podem ser acessados e editados por qualquer pessoa autorizada. O trabalho de quem muito depende dessas ferramentas foi e está sendo facilitado cada vez mais. Valendo-se desses avanços, muitas empresas encontraram a oportunidade de iniciar sem um alto capital para investir em estrutura ou reduzir seus custos com suas instalações, inserindo em diversas de suas áreas o home-office.
Trabalhar de casa traz uma série de vantagens ao colaborador como a flexibilidade, a melhora na qualidade de vida e a economia. Entretanto, ela pode ser prejudicial ao trabalho, podendo haver distrações, diminuição na produtividade e principalmente a falta de interação social. Dessa forma, o coworking se apresenta como um ambiente propício para o trabalho e com custo reduzido.
Os espaços de coworking são escritórios compartilhados, onde profissionais de diversas áreas, de várias empresas ou até autônomos podem se instalar utilizando dos mais variados serviços oferecidos. Os serviços vão desde a locação do espaço físico (que podem dispor de áreas de trabalho com Internet, salas de reunião, auditórios e etc.) até o atendimento de ligações em nome do locatário.
Além de ser uma alternativa inovadora, eles se tornaram uma incubadora de grandes negócios, muitas startups ainda sem grandes fundos para manter-se numa instalação própria, usam os escritórios de coworking. Um local compartilhado por diversas empresas das mais variadas propostas é um ambiente perfeito para construção de um sólido networking, tanto no nível profissional quanto para contatos comerciais.
Por outro lado, um espaço compartilhado pode deixar a desejar num momento em que o negócio recebe a visita de um cliente. Também como, um ambiente comunitário, mesmo que profissional, pode gerar dispersão, caso não haja um trabalho contínuo de entrosamento da equipe. Entretanto, estes problemas podem ser evitados com a estruturação de um bom grupo de trabalho. Assim como a identidade da empresa estar expressamente alinhada com seu formato de trabalho e suas instalações.
A tecnologia nos proporcionou ferramentas de trabalho mais práticas e eficientes, aliados a isso, os espaços de coworking trazem a oportunidade de autônomos terem seu espaço de trabalho, de profissionais se conectarem e de novas ideias se tornarem grandes negócios.

Reinaldo Araujo


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Inteligência Emocional no Trabalho

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Entende-se por Inteligência Emocional, a habilidade das pessoas em compreender e lidar com suas próprias emoções e das pessoas a sua volta.
O autoconhecimento das nossas emoções e a percepção da maneira como elas afetam positiva ou negativamente nosso desempenho e o desempenho dos nossos colegas de trabalho, são habilidades essenciais para o sucesso dos profissionais.
Os psicólogos que atuam em Seleção avaliam o desenvolvimento da inteligência emocional através de técnicas específicas de entrevista e dinâmicas que analisam as competências comportamentais: Comunicação; Relacionamento com Superiores e ou Subordinados; Iniciativa; Tomada de Decisão; Resiliência entre muitas outras.
A capacidade de “trabalho em equipe”, competência comportamental essencial na avaliação de entrevista ou dinâmica de grupo no processo seletivo, demonstra a maneira que o profissional interage com o grupo na busca de objetivos comuns.
O psicólogo Daniel Goleman revolucionou o entendimento de “Inteligência”; em seu livro “Inteligência Emocional”, ele demonstra magnificamente que a inteligência revela-se na dimensão cognitiva, ou seja, através dos raciocínios lógico e analítico e, na capacidade entender e gerenciar emoções.
Nosso pensamento não é puramente racional, segundo Goleman, a lógica e as emoções funcionam de forma harmoniosa, porém, em algumas situações há uma clara e expressa divergência entre as duas. Por exemplo, quando somos tomados por paixões e agimos por impulso.
Essa separação entre nossas duas mentes pode ser entendida como a distinção que fazemos entre cabeça e coração, sendo o primeiro guiado pelas emoções e o segundo por um processo estritamente racional.
Ter um controle sobre o fluxo das emoções e a capacidade de refrear impulsos é qualidade essencial para conseguir ter sucesso e um bom relacionamento interpessoal com todos a sua volta.

P. Gratz


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