Voluntários: Os Profissionais que Vão Além

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Falar de voluntários é antes de mais nada, referir-se à seres especiais e benevolentes. Pessoas com foco no outro, preocupadas em contribuir de alguma forma para a humanidade. Ser voluntário é doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitária e com isso melhorar a qualidade de vida da comunidade. Trata-se de atividade não remunerada prestada por pessoa física.
Existem diversas formas de voluntariado e escolher aquela que mais se identifica com suas habilidades e objetivos, certamente lhe trará maior prazer e gratificação:
• Se você for um profissional liberal (médico, dentista, advogado, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, etc.) poderá pensar em atender pessoas carentes que precisem desse tipo de serviço. Você pode também oferecer serviços de cabeleireiro, manicure ou mesmo alfabetizar adultos, dar aulas sobre higiene pessoal, artesanato, instrumento musical, esporte, entre outras opções. Ser criativo é importante!
• Uma outra forma é participar de campanhas, como doação de sangue, vacinação, prevenção à dengue, distribuição de livros, brinquedos, roupas e alimentos, além de ajuda às vítimas de catástrofes ambientais. Para isso, você pode se juntar aos grupos comunitários e associações específicas.
• Você pode ainda ser voluntário em hospitais, creches, escolas, ONG’s e organizações sociais. Existem inúmeras opções em instituições que atuam em diferentes causas e oferecem oportunidades. Nesses casos, esteja disposto a aceitar as regras e condições dessas instituições. Ao comprometer-se, contarão com o seu trabalho e você deve ser responsável para cumprir o acordado.
É importante ressaltar que todo tipo de voluntariado vale a pena. Todos são dignos e trazem consequências boas para quem oferece seu tempo e para quem recebe. Percebemos que cada vez mais profissionais atuantes no mercado de trabalho buscam alguma forma de voluntariado no seu tempo livre. Essa atitude os diferencia e os caracteriza como pessoas que vão além de suas obrigações e do seu mundo próprio. Seja um deles!

Luciana Martino


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Diversidade LGBT no Mercado de Trabalho

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Imagine trabalhar numa equipe onde todos os seus colegas são iguais a você, onde todos têm a mesma opinião sobre tudo, mesmas ideias e mesmos hábitos… Há quem diga que personalidades muito parecidas podem gerar mais atrito do que personalidades diferentes. Um bom diálogo só é motivado por pontos de vista, opiniões e vivências diferentes. No nosso trabalho convivemos com pessoas de posições políticas opostas, com apaixonados por seus times de futebol, com fervorosos fiéis de diversas crenças, entre tantas outras diferenças. Mas, por quê para muita gente ainda é difícil aceitar ter colegas com a orientação sexual diferente? E por quê esta intolerância se agrava ainda mais quando se trata de transexuais?
Lamentavelmente, não há como separar a vida profissional da vida pessoal. O que acontece de um lado influencia diretamente o outro. “Com quem você mora?”, “É casada?”, “Vamos fazer algo fora do trabalho?”, “Você anda meio triste, quer conversar?”. Estar presente de corpo e alma no trabalho é essencial para um resultado positivo no desempenho e no relacionamento. Muitas vezes durante o expediente os assuntos irão esbarrar em momentos como este. É decisão do colega abrir-se ou não.
É muito difícil encontrar um ou uma colega de trabalho transexual, principalmente nas áreas mais tradicionais. Poucos transexuais que hoje estão em idade adulta conseguiram terminar os estudos durante sua juventude. Na época, devido ao bullying, a falta de diálogo e de auxílio, era comum que pessoas nessa situação desistissem dos estudos, ficassem à margem da sociedade e abandonados até mesmo pela família, recorriam a subempregos ou ao único sustento disponível: a prostituição. Hoje, com um pouco mais de abertura conquistada, travestis e transexuais persistem nos estudos. Mas, além da comum grande dificuldade para se colocar no mercado de trabalho, há ainda vários outros obstáculos para concorrentes transgênero.
O profissional de Recrutamento & Seleção, ás vezes esbarra na hesitação por parte de um ou outro empregador quando o candidato perfeito para a vaga é homossexual com a expressão de gênero acentuada (ou seja, um gay que se expressa de forma feminina ou uma lésbica que se expressa de forma masculina). Essa hesitação do contratante se atém muito sobre como será a recepção do indivíduo na empresa ou a relação dessa expressão de gênero com a rotina de trabalho. E nós temos o dever de explicar ao empregador que o comportamento do candidato não interferem na qualidade do trabalho. Afinal, qualquer objeção no perfil pessoal ou técnico já seria apontada nos testes e na entrevista.
O mercado da moda e da beleza, há muito tempo, tem recebido muitos profissionais LGBTs, de uma forma que grandes nomes de referência na área pertencem a esta comunidade. E isso não é resultado apenas do talento, mas também da receptividade deste setor, da chance de empreender e não necessitar passar por olhares e crivos morais para ter seu sustento. Da mesma forma que se relevaram grandes nomes LGBTs na moda e na beleza, em outras áreas se destacam Tim Cook (CEO da Apple), Hellen DeGeneres (apresentadora de TV), Adriana Calcanhoto (cantora) e Peter Thiel (cofundador do PayPal), entre outros. Um talento se destaca por si mesmo, mas sem oportunidades não há chances de sucesso.
Uma pesquisa conduzida pelo portal Planet Romeo aponta que 22 milhões de pessoas em todo o mundo afirmam ter perdido o emprego ou que foram prejudicados no local de trabalho por serem homossexuais ou bissexuais. E de acordo com uma pesquisa conduzida pela ANTRA, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, apenas 10% desse grupo trabalha com registro em carteira.
Como sempre ressaltamos aqui no blog, o emprego tem uma função que vai muito além da troca de trabalho por salário, mas também da interação social, da contribuição do indivíduo como membro da sociedade, da troca de experiências, da empatia e do crescimento pessoal. A integração dos LGBTs no mercado de trabalho tem acontecido a passos lentos, de forma orgânica, acompanhando a medida em que a sociedade os compreende e respeita.
Dia 25 de Março é Dia Nacional do Orgulho LGBT, dia de valorizar a luta dessas pessoas por respeito e reconhecimento. Isso não é sobre tirar os empregos de um grupo para entrega-los a outro grupo porquê são vítimas disso e daquilo, mas, sim de dar oportunidades a todos. É estar aberto para buscar o melhor talento contemplando suas capacidades técnicas e emocionais, sem preconceitos, sem medo do diferente, do desconhecido. Seja transexual, homossexual, mulher, homem, cristão, ateu, negro, branco, corinthiano, gremista, nordestino, refugiado… Afinal, as diferenças tratadas com respeito e diálogo são o combustível que impulsiona a sociedade para o desenvolvimento contínuo.

Reinaldo Araujo


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CIPA: Unidos pela Prevenção de Acidentes

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CIPA é a sigla para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes que visa à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, buscando conciliar o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde de todos.
A presença desta comissão é obrigatória nas empresas brasileiras deste tipo desde 1944, mas sua denominação e conceito surgiram em 1921 como uma opção para que as empresas tivessem pessoas dentro dela engajadas em desenvolver táticas para evitar acidentes internos na operação dos trabalhadores.
As CIPAs devem ser formadas e mantidas de acordo com o artigo 163 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Norma Regulamentadora-5
(NR-5), aprovada pela Portaria nº 08/99
Independente do tipo de risco que a empresa possa oferecer ao trabalhador, ela é obrigada a ter uma comissão de prevenção de acidentes quando atinge o número de trabalhadores determinados pela lei.
Dentro de qualquer organização, a CIPA precisa ser composta por representantes do empregador e da classe trabalhadora. Todos os responsáveis pela comissão devem ser escolhidos por eleições convocadas por um edital que deve permanecer fixado no quadro de avisos da empresa por, pelo menos, 15 dias.
As eleições da CIPA têm voto secreto, e todos os empregados da empresa podem votar. Todo o processo de eleição deve ser levado ao conhecimento do Ministério do Trabalho por meio de cópias das atas de eleição e Posse.
A CIPA quem organiza a SIPAT dentro das empresas.
A SIPAT é uma semana separada pela empresa em que a CIPA desenvolve atividades diferentes para que os funcionários possam aprender mais sobre a prevenção de acidentes dentro da empresa.
O desenvolvimento das ações preventivas por parte da CIPA, consiste, basicamente, em observar e relatar as condições de riscos nos ambientes de trabalho; solicitar medidas para reduzir e eliminar os riscos existentes ou até mesmo neutralizá-los; discutir os acidentes ocorridos, solicitando medidas que previnam acidentes semelhantes e ainda, orientar aos demais trabalhadores quanto à prevenção de futuros acidentes na SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes).
A nova NR-05 dispõe que, compete ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao efetivo desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas de cipeiros constantes do plano de trabalho prevencionista.
Conforme a NR-05, compete aos empregados:
a) Participar da eleição de seus representantes;
b) Colaborar com a gestão da CIPA;
c) Indicar a CIPA, ao SESMT e ao empregador situação de riscos e apresentação sugestões para melhoria das condições de trabalho;
d) Observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto à prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho:
e) Participar das reuniões mensais registradas em atas.

Flávia Avancini


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Sustentabilidade Empresarial – Carreira Promissora

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A Responsabilidade Social e Ambiental das corporações está cada vez mais abrangente e até mesmo, determinante para o sucesso das empresas de expressão.
As formações compatíveis com sustentabilidade* vão de biologia a arquitetura, passando por engenharia, logística e design entre outras.
Estes profissionais entendem sustentabilidade como partes do negócio das empresas desenvolvem e integram políticas, normas, e procedimentos de responsabilidade social e ambiental ao cotidiano, sem perder o foco do retorno financeiro.
O biólogo estuda os diversos ecossistemas e seus seres vivos para identificar os possíveis impactos das ações do homem e a gravidade sobre a vida dessas espécies e ambientes.
O engenheiro ambiental igualmente estuda os impactos das operações sobre os ecossistemas e desenvolve projetos de solução que eliminem ou que pelo menos reduzam os resultados danosos destes impactos. Os engenheiros também podem atuar no planejamento e na administração de estações de tratamento de esgoto, redes de distribuição da água e descarte do lixo. As empresas buscam esses profissionais, pois estão sendo pressionadas a reduzir a geração de resíduos e o consumo descontrolado de matérias-primas.
A abrangência funcional do engenheiro químico com foco em sustentabilidade é bastante ampla. Podem atuar no desenvolvimento do sistema de tratamento de gases e líquidos; na supervisão da produção de medicamentos ou no planejamento da construção de usina de mineração, entre outras. De forma resumida, ele pode definir normas e procedimentos de preservação ambiental na cadeia produtiva das empresas. Há um grande interesse das indústrias em reaproveitar matérias-primas, para obter mais eficiência e, ao mesmo tempo, eliminar a poluição…
O engenheiro agrônomo ou florestal entre diversas outras atividades atuam na recuperação de áreas degradadas; na orientação da produção agropecuária e no planejamento da aplicação de recursos naturais de forma sustentável.
Leed ap (Leed Accredited Professional) estes profissionais Desenvolvem projetos de edificações candidatas à certificação ambiental LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Reconhecido internacionalmente, o documento valida as construções “verdes”. A escassez de mão de obra nesta área, aliada à explosão de empreendimentos com selo LEED no país nos últimos anos, torna o mercado promissor, considerando também, o incremento de políticas públicas e leis de incentivo fiscal para construções sustentáveis.
Designer de Produtos Sustentáveis desenvolve produtos ecoeficientes, isto é, com o mínimo impacto ambiental possível. As empresas estão sendo desafiadas a diminuir o seu impacto ambiental, repensando o uso de matérias-primas e a geração de resíduos. Designers de bens cuja produção, distribuição e descarte sejam sustentáveis são essenciais nesse processo.
O mapeamento e o monitoramento de riscos e oportunidades socioambientais na cadeia de fornecedores, transformaram-se numa questão relevante; a reputação de uma empresa pode ser muito comprometida por uma prática inadequada de um fornecedor.
Profissionais que atuam na área de investimento social coordenam a aplicação dos recursos de uma empresa em uma questão relevante para a comunidade em que atua. Praticar filantropia tornou-se uma questão ultrapassada para as empresas mais modernas; atualmente está em evidência a atuação de um profissional que ajude a organização a trazer resultados e impactos relevantes para a sociedade.
O atual modelo econômico global só é viável com base na exploração sustentável dos recursos naturais. Nesse contexto, é natural que ganhem visibilidade os profissionais capazes de garantir a sustentabilidade corporativa.

P. Gratz

* Sustentabilidade Empresarial é um conjunto de ações que uma empresa assume, visando o respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da sociedade. Logo, para que uma empresa seja considerada sustentável ambientalmente e socialmente, ela deve adotar atitudes éticas, práticas que visem seu crescimento econômico (sem isso ela não sobrevive) sem agredir o meio ambiente e também colaborar para o desenvolvimento da sociedade. 

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