O Desafio de Ser Professor no Brasil

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Professor, uma das profissões mais antigas do mundo! Professor ou docente é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outros conhecimentos. Para o exercício dessa profissão requer-se qualificações acadêmicas e pedagógicas, para que consiga transmitir/ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno.
Quem não se lembra de algum professor que tenha marcado sua vida? Quem nunca pensa com carinho e admiração em alguém que se empenhou em transmitir conhecimento e contribuir para sua formação? O professor está em toda parte. É o elemento incentivador, realizador e aperfeiçoador de todas as profissões e atividades. Os mestres são pessoas vitais para a vida da família, da sociedade, religiosa e política.
Apesar da importância enorme do professor, pouco ou nada se faz por eles, deveriam ser profissionais bem preparados e bem pagos para que possam dar e propagar o acesso ao saber. A profissão de professor é a mais importante de todas, nenhuma atividade é tão essencial a uma sociedade como a educação. É por isso também que o professor tem de ser cada vez mais valorizado e respeitado como um mestre, ou pelo menos, deveria.
O que de fato vemos são profissionais pouco valorizados e ouvidos, são pessoas ameaçadas e pouco respeitadas, seja no ensino público ou no particular. Vemos grades escolares sendo alteradas sem que de fato os professores sejam convidados a opinar, vemos profissionais mal remunerados pelo estado e prefeitura, vemos uma das mais antigas profissões ser degradada e fadada ao insucesso.
Essa realidade precisa mudar! Podemos começar essa mudança dentro de casa, de nós mesmos e de nossos filhos. Temos que nos conscientizar e transferir aos outros nossa crença e valorização dos nossos professores, devemos incentivar as pessoas que possuam interesse e tenham aptidão para essa profissão. Devemos acima de tudo acreditar que o futuro desse país sempre passará pelas mãos dos mestres. A eles, nosso respeito, admiração e força!

Luciana Martino


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A Escolha da Carreira Profissional

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Nos dias atuais, a sociedade vê as pessoas não pelo o que elas fazem, mas sim pelo tamanho de sua remuneração. A grande parte dos jovens que estão na fase da escolha da carreira profissional se deparam com um dilema, ter sucesso financeiro, ou trabalhar com o que gosta mesmo não tendo um grande retorno de dinheiro?
Nessa época o jovem está definindo sua identidade e, principalmente, querendo estabelecer o que quer ser na idade adulta.
Para isso será necessário que conheça suas capacidades, seus interesses e sua motivação.
Os interesses motivam o que orienta a escolha, mas é preciso considerar que os interesses vão mudando à medida que o jovem entra em contato com uma grande diversidade de profissões que existem atualmente.
Os traços de personalidade, a cultura, as influências das pessoas que vivem ao seu redor. Todos esses fatores irão interferir quando o jovem precisa tomar a decisão sobre o curso que irá frequentar. Para que o jovem possa ser orientado e auxiliado na escolha da futura profissão é de grande importância ter maior número possível de informações sobre as diferentes ocupações, quais são seus requisitos, e, principalmente, quais os deveres que se esperam deste profissional.
Fazer uma análise de suas tendências, de suas aptidões e de seus interesses, além também de ser informado sobre as características do mercado de trabalho.

A importância da orientação profissional/vocacional

A Orientação Profissional auxilia as pessoas no momento da escolha ou redefinição da profissão. Ela não serve apenas aos jovens do Ensino Fundamental e Médio. Serve também para adultos que não estão satisfeitos com a profissão e pretendem investir numa nova carreira ou, mesmo satisfeitos, querem progredir na carreira. Existem reorientações até mesmo na aposentadoria.
Isso se torna importante já que dados do Censo de Educação Superior revelam que houve 3.632.373 de matrículas, 1.243.670 de ingresso e 522.928 de concluintes no ensino superior no referido ano. Isso confirma que o número de matrículas e ingresso é muito superior ao número de concluintes. Entre as diversas variáveis que poderiam explicar essa diferença, estão pessoas que desistiram do curso por insatisfação com a escolha que fizeram.
A Orientação Profissional serve não apenas para se ter um norte sobre o campo profissional a seguir, mas também como uma oportunidade de autoconhecimento, de alinhamento entre habilidades/características pessoais e profissão, do sentido/significado do trabalho para o ser humano, da relação trabalho e projeto de vida.
Talvez escolher a carreira seja um dos momentos mais difíceis da vida. A escolha tem que ser feita numa idade na qual ainda não temos experiência de vida nem autoconhecimento suficientes para fazer uma escolha certeira e definitiva. Segue algumas dicas:

Pesquisa:
Ler sobre diversas áreas, sobre as universidades que interessam, incluindo visitas a este ambiente acadêmico traz uma proximidade maior sobre os cursos que cada uma oferece, e sobre o que cada curso faz. Às vezes forma-se uma noção muito superficial de determinada profissão. É importante estudar as grades curriculares, caso ainda não optou nem a área – ciências humanas, exatas ou biológicas – o processo da pesquisa poderá auxiliar.

Cursos de orientação profissional:
Diversas instituições oferecem cursos de orientação profissional. Os cursos de orientação profissional em geral facilitam a escolha do indivíduo, deixando ele perceber por si só as áreas com as quais mais se identifica.

Investigar sobre carreira e mercado:
Ler é sempre importante. Pesquise matérias sobre plano de carreira de cada área, possibilidade de crescimento de cada profissão, concorrência de mercado, média salarial, entre outras peculiaridades. É importante também saber o momento do mercado, as profissões do futuro e aquelas que estão ficando obsoletas.
Conversar com profissionais que já estão no mercado, saber da realidade da profissão, isso evita frustrações futuras. Conhecer o dia a dia da profissão, quais são os problemas, as possibilidades de crescimento dentro das empresas.

Intercâmbio:
Caso seja possível, viaje, estude fora. Conhecendo pessoas e culturas diferentes você amplia sua noção de mundo, e consequentemente suas possibilidades.

Exercitar o autoconhecimento:
Talvez este seja o ponto mais importante para escolher uma carreira de sucesso. É preciso se conhecer, saber no que é bom, conhecer os próprios talentos, o que gosta de fazer e aquilo que não gosta. É importante saber da sua resiliência com pressão, ou a preferência por um trabalho com maior planejamento, se quer viver na cidade grande ou no interior. Todas as variáveis da sua vida interferem na sua escolha.

A escolha da profissão certa só cabe a você. A carreira é sua, o sonho é seu!

A verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos mesmo quando todos dizem que ele é impossível
Cora Coralina (1889-1985)

 Flávia Avancini


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Não Seja um Porquê no Seu Trabalho

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A série 13 Reasons Why, baseada no livro “Os 13 Porquês” de Jay Asher, estreou na semana passada agitando a web com uma discussão sobre bullying, misoginia, abuso e, consequentemente, sobre depressão e prevenção ao suicídio. Ambientada em uma escola, a história também aborda a dificuldade de comunicação entre pais e filhos. Hannah Baker, a protagonista da série, comete suicídio deixando como legado sete fitas cassetes apontando os treze motivos de ter tirado a própria vida. Os fatos abordados no seriado também podem ser facilmente projetados em outros ambientes, como o trabalho.

Hannah Baker, protagonista de 13 Reasons Why, da Netflix

Hannah Baker, protagonista de 13 Reasons Why, da Netflix

A escola é a nossa primeira experiência social independente com o mundo exterior. O Ensino Médio crava o último período dessa experiência, o fim de um ciclo que nos lança em queda livre para um novo e desconhecido universo. Nestes últimos anos de escola, onde tudo acontece de forma mais intensa, é comum ter vivenciado momentos de tensão social como intimidação ou violência física e moral. Algo que se mostra tão cotidiano que alguns nem reconhecem o ato como maltrato mas, que no fundo, faz toda a diferença.
Então os anos se passam, o Ensino Médio acaba e vem uma vida inteira de responsabilidades: a necessidade de um emprego, os boletos, a cobrança da continuidade nos estudos, dos relacionamentos, da independência, do sucesso profissional… E a gente se dá conta de que muito do que ficou para trás, na verdade permaneceu conosco, só que com uma cara nova. No trabalho, nós continuamos saindo para o intervalo do almoço com quem temos mais afinidade, as conversas de corredor só ficaram mais complexas e as equipes, tal como numa sala de aula, são compostas por pessoas que gostamos ou não. Assim, não fica difícil de imaginar que porquês semelhantes aos que aconteceram com Hannah Baker possam estar acontecendo também no nosso ambiente de trabalho.
Os atos de bullying no trabalho geralmente estão ligados a uma relação hierárquica, onde o superior pratica o abuso ou faz mal uso do poder, intimidando, ofendendo ou humilhando o trabalhador, normalmente na frente de outras pessoas. Mas, é importante não deixar de fora o impacto da conduta dos colegas com o próximo. A integração total da equipe é importante, indivíduos bem socializados formam um grupo menos hostil. Mas, podem haver discordâncias e antipatias na equipe. São nesses casos que a rivalidade pode agravar-se gerando boatos, deboches e troca de farpas, muitas vezes de forma velada. Esse é o ambiente perfeito para o nascimento do porquê de uma depressão, do stress e de fobias, entre outros. Tanto para um oponente, quanto até para ambos.ii2Cabe ao gestor ser inteirado com sua equipe, saber observar e tomar atitudes imparciais sobre o caso, mediar a situação, buscando um ponto consensual entre as partes para fazer com que situações como esta não prejudiquem todo o time.
É fácil se enxergar como a vítima de atitudes estúpidas, mas é difícil se enxergar como o produtor da estupidez. Isso faz jus àquela frase popular “quem bate não se lembra, mas quem apanha jamais esquece”. E muita gente se vê distante de ser o agressor por ter cometido uma ação insignificante, do próprio ponto de vista. Mas, para o agredido pode fazer toda a diferença. Basicamente, isso é fruto da falta de empatia, da importância que é dada mais a ser ouvido do que ouvir.
Mesmo não se enxergando no papel de agressor ou agredido, é importante ter consciência de que isso existe. Pode haver uma Hannah Baker ao seu lado no trabalho, silenciosamente pedindo ajuda. É imprescindível prestar atenção ao seu redor mas, não apenas observar. Por vezes é necessário tomar atitudes, defender, oferecer ajuda ou apenas ouvir. Ser passivo nessa situação te torna tão responsável quanto o agressor.
O Centro de Valorização da Vida, de prevenção ao suicídio, recebe por mês uma média de 1,2 mil ligações. Em pesquisa do mesmo instituto, 25 brasileiros morrem diariamente vítimas de suicídio; 17% dos brasileiros, em algum momento, já pensaram em dar fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. 90% dos suicídios podem ser prevenidos. Não espere alguém acumular tantos porquês para chegar a esse ponto. Atente-se para não contribuir com um porquê para o próximo.
Depressão não é frescura. Tentativas de suicídio não são futilidades para chamar a atenção. Um ambiente de trabalho harmonioso e aberto contribui para a saúde mental de todos. Vamos todos colaborar com nossas atitudes #NãoSejaUmPorquê no seu trabalho.

Reinaldo Araujo

Caso precise de ajuda, ligue gratuitamente para 141
Se preferir conversar por outros meios acesse o site:
www.cvv.org.br


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