Muito além dos incêndios-BOMBEIROS

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Em 1856, mais exatamente, no dia 02 de Julho de 1856, o Imperador Dom Pedro 2º, vendo a necessidade de ter homens “especiais” para combater o fogo, assinou o decreto 1.775, que regulamentava o “Serviço de Extinção de Incêndio”. Nascia assim o “embrião” do Corpo de Bombeiros no Brasil.
Com o passar do tempo, o crescimento do Brasil e de sua população e a divisão por Estados, o Corpo de Bombeiros passou a ser uma necessidade e foram criados em todos os Estados do país.

O primeiro serviço contra incêndios era responsável por orientar medidas de socorro, cabendo a equipe técnica a supervisão dos trabalhos de salvamento e extinção do fogo.

Em 1880, a Corporação passou a ter organização militar e, foram concedidos postos e insígnias aos seus componentes. Com o passar dos anos, equipamentos mais sofisticados foram fornecidos e viaturas mecânicas.

A partir de 1954, por decreto presidencial, o dia 02 de Julho passou a ser o Dia do Bombeiro, que ao longo do tempo teve suas funções largamente ampliadas de modo a atender praticamente todas as áreas de proteção à vida.

* Combate a incêndios florestais;

* Salvamento aquático;

* Resgate em altura;

* Resgate em montanha;

* Intervenção em incidentes com produtos perigosos; tais    como: gases, inflamáveis, substâncias tóxicas, etc.;

* Vistorias técnicas das condições de segurança em edificações, estádios, ou qualquer outro local de grande concentração de público;

* Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar.

O atendimento pré-hospitalar é atualmente uma das principais atividades do corpo de bombeiros.

Ele objetiva atender às vítimas de acidentes, procurando dar socorro imediato adequado e condições ideais de transporte aos hospitais; a fim de evitar o agravamento das lesões e melhorar as condições de sobrevivência do acidentado.

O atendimento é voltado exclusivamente ao trauma (as demais emergências médicas são atendidas pelo SAMU, serviço que atende urgências e emergências de quaisquer natureza, sejam clínicas ou traumáticas); tais como: acidentes de trânsito, atropelamentos, ferimentos por arma de fogo ou arma branca, queimaduras, soterramentos, acidentes de trabalho, ou ainda problemas clínicos com risco iminente de vida.

As equipes são formadas por médicos e bombeiros socorristas.

 

Flávia Avancini

As carreiras curtas e o planejamento para o futuro

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A grande maioria dos profissionais tem a renda crescente conforme vão adquirindo graduações e experiências. É assim que acontece com médicos, advogados e professores, para citar alguns. No entanto, existe uma minoria que ganha uma quantia significativa em alguns anos de carreira. Neste grupo destacamos os atletas, modelos, manequins e celebridades, em geral.

A segunda opção de carreira e aposentadoria são duas palavras que parecem não fazer sentido algum quando se está no auge da carreira com altos ganhos e prestígio. Mas é nessa fase que toda pessoa deveria começar a planejar seu futuro.

Cientes de que terão uma aposentadoria precoce (30-40 anos), estes profissionais costumam ter um panorama bastante realista e pragmático da própria situação. Em geral, pensam com frequência sobre as alternativas profissionais e de renda que terão no futuro envolvendo possivelmente com ganhos menores e uma nova estrutura financeira para transição tão precoce.

Raros profissionais se dão conta, mas essa postura previdente, típica de profissionais com carreiras rápidas, tem mais a ensinar à média dos trabalhadores do que parece. Isso porque os ciclos de carreira estão muito mais curtos em todas as profissões. Atualmente, não é incomum encontrar histórias de profissionais que chegam a um posto de alta liderança por volta de 40 anos, e que, quando perdem o emprego, têm imensa dificuldade de se recolocar ou de conseguir outra posição com a mesma remuneração

Poupar e ter uma estratégia de investimentos é atitude obrigatória para os profissionais que atuam em profissões com atuação de curta duração – e também para aqueles que veem a possibilidade de sofrer uma queda na renda.

Os especialistas financeiros indicam reservar mensalmente ao menos 30% do salário.

As carreiras de duração curta são úteis para ilustrar que ter um plano B é importante independentemente do ramo de atuação. Imprevistos existem e podem forçar qualquer um a mudar de rumo, afinal a carreira é um conceito muito mais abrangente que envolve os diferentes papéis que desempenhamos em nossas vida e suas conexões com a família, sociedade e individualidade independente.

Flávia Avancini

Fair Play

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A ação do jogador do São Paulo F. C., Rodrigo Caio, ao livrar o adversário Jô de um cartão amarelo, assumindo para o árbitro a responsabilidade de ter atingido o goleiro Renan Ribeiro, foi um dos grandes momentos das semifinais do Campeonato Paulista. O chamado fair play é um termo esportivo que abrange, para além da ética, o respeito às regras e ao adversário. Na semana em que ocorreu, a atitude do zagueiro repercutiu com força na mídia e introduziu a ética às rodas de conversa onde normalmente se discutem as táticas e técnicas. A expressão ganhou destaque e fervilharam as opiniões a favor ou contrárias.

Num ambiente como o esporte, que é movimentado pela competitividade, a emoção e a ambição pela vitória são predominantes e necessárias para que sejam cumpridos os objetivos. Mas, esses mesmos fatores de propulsão podem desafiar os limites da ética e do respeito num momento decisivo para o sucesso. Fora dos campos e quadras, no trabalho, driblar regras ou prejudicar pessoas se apresenta como uma chance de facilitar o nosso trabalho ou de atingir alguma meta. Mas, qual é o preço disso? É uma atitude profissional?

No trabalho, podemos relacionar o fair play ao cumprimento das regras e aos valores morais. Os colaboradores e as empresas devem seguir normas. A empresa cumprindo as regras estabelecidas pela sociedade e os trabalhadores agindo conforme as orientações dos empregadores. Além disso, esse espírito esportivo, por englobar a ética e o respeito ao próximo, na realidade do trabalho pode ser entendido como o espírito de equipe.

A prática do fair play no ambiente profissional é capaz de expandir a fronteira dos regulamentos, dos acordos coletivos e das leis, estimulando a manifestação de deferências e valorizando a dimensão humana do trabalho.

O mercado procura e valoriza profissionais com o fair play incorporado em seu conjunto de qualificações, aqueles que buscam ser os melhores, porém, que entendam que ser competitivo não é ser desleal, e tenham como base para o desenvolvimento de suas atividades profissionais os princípios éticos.

A ética é um conceito difícil de ser mensurada porque muitos querem sempre levar vantagem e não entendem que num jogo você também perde,

A liderança, deve atuar como vetor de mudança deste cenário, e estabelecer em sua gestão a capacidade de colocar a ética como alicerce para qualquer ação e desenvolvimento de atividades, obtenção de metas e conquista de resultados expressivos.

Como nas partidas esportivas existem regras claras e outras subentendidas, estabelecidas pela cultura e relação entre as pessoas que formam códigos de éticas implícitos a rotina seja do esporte ou das organizações afinal firmeza de caráter gera ética e moral.

 Flávia Avancini & Reinaldo Araújo

Empresas Familiares

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Empresa familiar é aquela em que um membro ou mais fundam, detém o controle acionário e ou financeiro, e estabelecem as diretrizes de gestão. Ë sem duvida o formato de negócio mais antigo de todos os tempos.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e do SEBRAE, mais de 90% das empresas constituídas no país são familiares; e apesar de serem considerado um dos principais pilares da economia, representando por volta de 65% do PIB e 75% da força de trabalho; pesquisas apontam que de cada 100 empresas familiares abertas e ativas, apenas 30 sobrevivem à primeira sucessão e cinco chegam à terceira geração.

Vantagens e desvantagens de uma empresa familiar

Embora muitas vezes empresas familiares são associadas à imagem de pequeno porte, com uma estrutura de decisão rígida e impossibilidade de crescimento profissional para quem não é da família; existem empresas familiares de diversos portes (pequenas, médias e grandes) e muitas vezes, profissionalmente interessantes para seus colaboradores.
Quando bem geridas, as empresas familiares apresentam uma série de vantagens em relação às não familiares:
Relação de confiança e respeito: sendo todos da mesma família, unidos por laços que vão além da mera convivência profissional, os processos decisórios tendem a ser mais simples, transparentes e menos burocráticos. A relação de confiança se estende a todos colaboradores no relacionamento do dia a dia.
Envolvimento com colaboradores: entre os diretores, bem como entre os colaboradores surge uma identidade de missão e valores. Não raro, colaboradores tendem a trabalhar por muitos anos na empresa, adquirindo grande conhecimento no seu segmento de atuação e forte identificação com os objetivos do negócio.
DNA da cultura organizacional: empresas familiares costumam carregar muito da personalidade de seu fundador mesmo após outra geração assumir os negócios. Isso faz com que, em geral, fique claro qual tipo de comportamento cada colaborador pode adotar e de que maneira deve responder às mais diversas situações;
Fortalecimento da marca e do desempenho: pelo fato dos profissionais de diretoria serem todos donos do próprio negócio, a empresa tende a construir fundamentos sólidos para construção de uma marca forte, com permanência sustentável e longevidade no mercado.
Nem tudo são flores, muitas vezes as empresas familiares, podem ser centralizadoras nas decisões, ou seja, o desenvolvimento da empresa depende da postura do principal sócio proprietário em relação ao negócio.

São desvantagens:

Pessoal X Profissional: em certas empresas familiares, que os laços entre a direção e os colaboradores vão além do aspecto profissional. Isso pode ser um complicador quando questões profissionais estão sobre a mesa e variáveis emocionais interferem na gestão do negócio.
Centralização de decisão: empresas familiares podem ter um único gestor forte. Nestes casos, quaisquer problemas que ocorram com ele (doença, acidente, etc.), podem afetar o desempenho da organização como um todo.
Oportunidades de crescimento profissional: em empresas familiares, são raros os casos de profissionais que conseguem chegar à alta diretoria sem pertencer à família. No entanto, pesquisas mostram que o reconhecimento e a promoção de cargos ocorrem com maior frequência.
Ausência de processos de sucessão: em muitas empresas, não existe uma preocupação em preparar a sucessão dos cargos de comando; empresas desse tipo correm sério risco de falir quando há mudança de geração na direção.
Em geral, todas tendem a seguir a cultura do fundador. Isso pode ser uma vantagem competitiva para a empresa ou ser um obstáculo para o crescimento e, até mesmo, continuação dos negócios.

P. Gratz


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