Dia Nacional da Educação de Surdos

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O Dia Nacional de Educação de Surdos é celebrado em 23 de abril.

Este dia, também conhecido como Dia Nacional do Deficiente Auditivo, tem como finalidade sensibilizar as pessoas para a situação das pessoas surdas e da sua linguagem em específico, sublinhando a necessidade de lutar por condições de vida, trabalho e educação mais apropriadas.

As atividades desse dia consistem em fóruns comemorativos, exposições, encontros de adultos e jovens surdos com partilha de experiências, entre outras. As atividades visam a inclusão e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência auditiva e ainda a afirmação da linguagem gestual.

A história da nossa língua de sinais se mistura com a história dos surdos no Brasil.

Até o século XV os surdos eram mundialmente considerados como ineducáveis.

A partir do século XVI, com mudanças nessa visão acontecendo na Europa, essa ideia foi sendo deixada de lado. Teve início a luta pela educação dos surdos, na qual ficou marcada a atuação de um surdo francês, chamado Eduard Huet.

Em 1857, Huet veio ao Brasil a convite de D. Pedro II para fundar a primeira escola para surdos do país, chamada na época de Imperial Instituto de Surdos Mudos. Com o passar do tempo, o termo “surdo-mudo” saiu de uso por ser incorreto, mas a escola seguiu forte e funciona até hoje, com o nome de Instituto Nacional de Educação de Surdos – o famoso INES que promove fóruns, publicações, seminários, pesquisas e assessorias em todos os estados e no Distrito Federal.

Em sua sede, no Rio de Janeiro, além das aulas para o níveis fundamental e médio, o INES forma profissionais surdos e ouvintes no curso bilíngue de pedagogia, experiência pioneira na América Latina.

A Libras foi criada, então, junto com o INES, a partir de uma mistura entre a Língua Francesa de Sinais e de gestos já utilizados pelos surdos brasileiros. Ela foi ganhando espaço pouco a pouco, mas sofreu uma grande derrota em 1880. Um congresso sobre surdez em Milão proibiu o uso das línguas de sinais no mundo, acreditando que a leitura labial era a melhor forma de comunicação para os surdos. Isso não fez com que eles parassem de se comunicar por sinais, mas atrasou a difusão da língua no país.

Com a persistência do uso e uma crescente busca por legitimidade da língua de sinais, a Libras voltou a ser aceita. A luta pelo reconhecimento da língua, no entanto, não parou. Em 1993 uma nova batalha começou, com um projeto de lei que buscava regulamentar o idioma no país. Quase dez anos depois, em 2002, a Língua Brasileira de Sinais foi finalmente reconhecida como uma língua oficial do Brasil.

  • 2004: Lei que determina o uso de recursos visuais e legendas nas propagandas oficiais do governo;
  • 2008: Instituído o Dia Nacional do Surdo, comemorado em 26 de Setembro, considerado o mês dos surdos;
  • 2010: Foi regulamentada a profissão de Tradutor e Intérprete de Libras;
  • 2015: Publicação da Lei Brasileira de Inclusão (ou Estatuto da Pessoa com Deficiência), que trata da acessibilidade em áreas como educação, saúde, lazer, cultura, trabalho etc.;
  • 2016: Anatel publica resolução com as regras para o atendimento das pessoas com deficiência por parte das empresas de telecomunicações;

A linguagem é essencial para a vida em sociedade e é através dela que partilhamos nossas emoções, ideias e experiências.

Alfabeto em Libras

Alfabeto e Numerais em Libras

A utilização da Libras deve ser cada vez mais incentivada na sociedade e não utilizada apenas nas instituições escolares, pois esta, possibilita o surdo a interagir em sociedade, construir sua identidade, colaborando ainda para a melhoria da qualidade de vida da população surda, além de assegurar os direitos como cidadão e o respeito às diferenças.

 

 

Flávia Avancini

Dia do Hino Nacional

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O Dia do Hino Nacional Brasileiro é celebrado em 13 de abril. A escolha dessa data deve-se ao fato de que, na noite do dia 13 de abril de 1831, a música do nosso hino foi tocada pela primeira vez no Teatro São Pedro de Alcântara, na cidade do Rio de Janeiro.

O responsável pela criação da música do hino, isto é, da parte instrumental, foi o maestro Francisco Manuel da Silva (1795-1865), cofundador da Imperial Academia de Música e do Instituto Nacional de Música. A música do hino teria sido composta logo após os acontecimentos que marcaram o dia 7 de abril de 1831. Nesse dia, o então imperador D. Pedro I abdicou do trono a favor de seu filho, D. Pedro de Alcântara – futuro D. Pedro II. Muitos brasileiros, contrários a D. Pedro I, vibraram com a sua abdicação. Francisco Manuel era um deles e compôs o hino para saudar o futuro que viria com o novo imperador, este, sim, nascido no Brasil.

Quando houve a Proclamação da República, em novembro de 1889, os republicanos desejaram a composição de um novo hino para celebrar o novo regime político. Para tanto, foi realizado um concurso. Entretanto, a nova música selecionada não agradou ao então presidente Deodoro da Fonseca, que optou pela permanência da música de Francisco Manuel da Silva. O hino permaneceu por algum tempo sem uma letra, até que, em 1906, um membro do Instituto Nacional de Música, chamado Alberto Nepomuceno, propôs ao presidente da República Afonso Pena uma reforma do Hino Nacional Brasileiro. Essa reforma alteraria alguns elementos da parte instrumental e acrescentaria também uma nova letra.

Tão logo a reforma foi autorizada, um novo concurso foi feito para eleger a nova letra, em 1909. O vencedor do concurso foi o professor e poeta Osório Duque-Estrada (1870-1927). O Hino Nacional Brasileiro se tornou oficial durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil, em 1922. No entanto, a letra e música que é conhecida atualmente, só foi oficializada em 1º de setembro de 1971, através da lei nº 5.700.

O Hino Nacional é um dos símbolos da República Federativa do Brasil, e desde 2009 é obrigatório que seja cantado pelo menos uma vez por semana em todas as escolas públicas e particulares do país.

Com toda a crise política que o Brasil tem enfrentado, o Hino Nacional passou a ser símbolo de uma luta contra a corrupção. Um país como o Brasil “gigante pela própria natureza”, merece esse hino, considerado um dos mais belos do mundo.

 

Luciana Martino