Motorista de Uber

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Lamentavelmente o Brasil vive uma crise política e econômica que provocou a redução de pessoal de muitas empresas, gerando mais de 12 milhões de desempregados; destes muitos buscam a difícil recolocação, alguns desistem e passam a fazer “bicos” e outros decidem equilibrar as finanças em atividades alternativas.

Motorista da UBER é uma alternativa frequente para homens e mulheres desempregadas.

UBER é uma empresa digital que disponibiliza um aplicativo para dispositivos móveis que “fazem uma ponte” entre passageiro e o “carro para passageiros com motorista”.

É uma empresa californiana que foi introduzida no Brasil em 2014, causando muito entusiasmo e várias controvérsias na época, sobretudo com os taxistas. A Uber tem como grande diferencial a utilização da geolocalização do smartphone para encontrar seus passageiros, bem como disponibiliza conforto ao passageiro a um preço mais acessível.

Para ser considerado um motorista da UBER;

  • É necessário ter no mínimo 21 anos, tanto homem quanto mulher;
  • É necessário possuir carteira de habilitação definitiva;
  • É necessário ter a observação “Exerce Atividade Remunerada” no verso da CNH;
  • Não podem existir registros no seu Atestado de Antecedentes Criminais.

O profissional pode trabalhar com o carro próprio ou alugado; daí faz a opção da categoria para efetuar seu cadastro:

  • Na Uberx, o carro tem que ter sido fabricado até no mínimo ano/2008 ou, se estiver em São Paulo, 2010;
  • Na Uberselect, são aceitos somente carros de marcas especificas, com ano de fabricação 2012, 2014 ou superior;
  • No Uberblack, alguns modelos de carros com ano 2012 são aceitos, porém a maioria é de fabricação 2014 em diante.

O rendimento financeiro é satisfatório para uma carga horaria de 44 horas de segunda-feira a sexta-feira e, mais 4 horas no sábado, porém é necessário ressaltar que esse valor é atingido em grandes centros, como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Fortaleza e algumas cidades consideradas metrópoles.

Quando o profissional, frente à situação de desemprego, considera a possibilidade de mudar de função com características bem diferentes da função anterior, precisa pensar prudentemente nas novas condições de trabalho; por que não se trata de:” Eu dirijo há tanto tempo não terei dificuldades nesta função” ou “Nem precisa conhecer bairros e ruas, agora tem o WAZE”; trata-se de atuar com pessoas diretamente prestando-lhes serviços, o que implica em preocupar-se com várias habilidades de atendimento”. Outro aspecto fundamental é compartilhar com sua família todas as compensações e todos os riscos da nova função, a decisão deve ser uma escolha em consenso.

 

Paula Gratz