Corrupção vs. Jeitinho Brasileiro: Quem é o maior vilão?

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Nunca se falou tanto em corrupção como nos últimos tempos, seja nas redes sociais ou nas rodas de amigos, sempre há quem tenha um caso e excelentes argumentos para fundamentá-los. (Será?) Analisemos:
Culturalmente, somos absolvidos de pequenos delitos pelo tal “jeitinho brasileiro”, nos isentando de qualquer repreensão maior sobre nossos pequenos atos falhos, afinal de contas há muitas pessoas que fazem coisa bem mais graves do que nós.
Culpa-se os governantes por tudo, tudo envolve corrupção e as diversas formas de se levar vantagens em ações que envolvam interesses próprios, na maior parte das vezes colocados acima dos direitos do povo.
Grave situação, mas qual nossa atitude diária em relação a todos os interesses que nos cercam?
Agimos sempre corretamente e transferimos os valores éticos aos nossos filhos e entes queridos?
Quantas vezes nos pegamos agindo de forma errada e tentamos justificar que nossas pequenas falhas não são tão graves assim?
Poxa vida. Não há problema em parar na vaga de deficientes ou idosos apenas por um instante, afinal de contas a maior parte dessas vagas, geralmente estão desocupadas.
Colar na prova para obter um melhor resultado não é algo grave, porque além do fato de ser apenas uma prova, todo mundo faz, não serei o primeiro e nem o último.
Com base na análise desse nosso comportamento, podemos realmente dizer que os erros estão somente nas mais altas esferas governamentais?
Buscamos um país melhor, temos a esperança (afinal ela é a última que morre) de vivermos em um mundo melhor e mais justo, mas estamos fazendo a coisa certa?
Não é porque todos fazem errado, que o errado se torna certo. E não é porque poucos fazem o certo que o certo é impossível!
Para alcançarmos um resultado maior, precisamos, definitivamente, mudar a base, rever conceitos, quebrar paradigmas, policiar pequenas falhas, mesmo que ninguém esteja vendo, para que o certo seja feito não por que beneficia alguém, mas por que é certo agir de maneira correta.

Ricardo Lopes