Dia da Consciência Negra (20 de Novembro)

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Mais de mil cidades brasileiras comemoram, em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra que refere-se à morte de Zumbi dos Palmares, o último líder do maior dos quilombos do período colonial, o Quilombo dos Palmares que se localizava na Serra da Barriga, atual estado de Alagoas.
A fama e o símbolo de resistência e força contra a escravidão mostrado pelos palmarinos fizeram com que a data da morte de Zumbi fosse escolhida pelo movimento negro brasileiro para representar o Dia da Consciência Negra.

Comemorada há mais de 30 anos por ativistas do movimento negro, a data foi oficializada pela Lei 12.519 de 2011.

A escolha do dia 20 de novembro serviu também para manter viva a lembrança de que o fim da escravidão foi conseguido pelos próprios escravos, que em nenhum momento durante o período colonial e imperial deixaram de lutar contra a escravidão.

Os quilombos não deixaram de existir quando Palmares foi destruído sob o comando do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Vários outros quilombos foram formados nos duzentos anos após o fim de Palmares.

Mesmo nos anos finais da escravidão a ocorrência de fugas em massa de escravos das fazendas, a ocupação de terras e a realização de rebeliões foram muito importantes para que a Lei Áurea fosse assinada.

O fim da abolição não representou também o fim dos problemas sociais para os escravos libertados.

O racismo e a resistência à inclusão dos negros na sociedade brasileira após a abolição foram também um motivo para se escolher o 20 de novembro como data para se lembrar dessa situação.

Esta resistência não se fez apenas no confronto direto contra os senhores e forças militares, ela também ocorreu no aspecto religioso e cultural, como no candomblé, na capoeira e na música pela busca da liberdade como uma necessidade prioritária para o indivíduo e a coletividade, que, como tudo que é de extrema importância, precisa ser constantemente analisada, a fim de que seus limites não sejam ultrapassados, afinal até mesmo a liberdade tem limites; preconceito e auto preconceito, atitudes e sentimentos que alimentem o medo, a intolerância, o ódio irracional, a autocomiseração precisam ser coibidos.

“Acima de sermos negros, brancos, árabes, judeus, americanos, somos uma única espécie. Quem almeja ver dias felizes, precisa aprender a amar a sua espécie (…) Se você amar profundamente a espécie humana, estará contribuindo para provocar a maior revolução social da história.”
Augusto Cury

Flávia Avancini


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