Ô abre alas, eu quero passar. Vem aí o carnaval!

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Passado o ano novo, o brasileiro já começa a pensar no carnaval. Trata-se da maior festa popular, com forte apelo emocional e financeiro. Nossa intenção não é falar sobre a história do carnaval, mas sim fazer uma reflexão sobre o que ele significa, principalmente para nós brasileiros. Vale ressaltar que somos internacionalmente conhecidos pelo futebol e pelo carnaval. Os sentimentos em relação ao carnaval são intensos e extremos: ou você ama, ou odeia. Para os que odeiam, a sensação é de tempo perdido e de impaciência em relação à programação da TV, que insiste em passar bailes e desfiles por todo o Brasil, de uma forma quase absoluta. Resta a eles “curtir” o feriadão descansando, passeando, lendo e procurando ignorar a folia a sua volta. Os que gostam, podem acreditar, gostam mesmo! São dias aguardados com ansiedade para que que possam extravasar, dançar, cantar e “repor as energias”. São aqueles que esticam os dias e noites o máximo que podem e que aproveitam cada marchinha, cada samba enredo, cada confete e serpentina. Mas existem também os carnavalescos profissionais. É para esse grupo que vamos voltar nessa atenção nesse momento de crise. São pessoas que pensam no carnaval o ano todo, que terminada a apuração, já estão planejando o desfile do próximo ano. Vivem e respiram carnaval os 365 dias do ano. Você já observou como os desfiles são organizados? Podemos dizer que cada escola de samba é uma empresa em diferentes aspectos e competências. São eles: – Possuem um objetivo claro e definido: vencer. – Todos dão o seu melhor para manter o foco no resultado e no cliente, que os estará avaliando (jurados e público). – Existe por parte dos dirigentes a preocupação com o planejamento, prazos e cronograma. Apresentam uma visão do todo. Devem desfilar no tempo certo, as alas devem estar harmoniosas, o tema claro e bem cantado. – Cada ala funciona como um departamento, onde existe o responsável, que dita o ritmo e a organização. Toda ala tem sua importância no contexto geral e contribui para o sucesso do todo. – Cada elemento deve saber trabalhar em equipe e estar motivado. Todos dão o seu melhor! Para finalizar, pensemos nos empregos indiretos, mesmo que informais que o carnaval gera. São inúmeros vendedores ambulantes servindo bebidas, comidas, guarnecendo os foliões de todas as suas necessidades, são costureiras, marceneiros, eletricistas. Fora as pessoas diretamente envolvidas com o carnaval que fazem dele, sua fonte de renda o ano todo. É ou não uma empresa de sucesso? Cabe lembrar que a maioria dos foliões se dedicam por acreditar na escola e se motivam apenas pelo prazer de desfilar e de pertencer. Não é um sonho para qualquer empregador? Sem dúvida, temos muito o que aprender com essa festa que desafia o tempo e as crises, sem perder o seu brilho e o seu glamour.

Luciana Martino

E aqui na Proativa, na sexta-feira a galera já estava toda em no clima!

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