A Inclusão de Pessoas com Síndrome de Down no Mercado de Trabalho

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Você se recorda de como o seu primeiro emprego mudou a sua vida? De como ele redefiniu os seus sentidos de responsabilidade, de autoconfiança e de sociabilidade? Entrar no mercado de trabalho nos introduz na vida adulta. Somos postos diante de pessoas de diferentes realidades e isso nos ajuda a moldar nossos próprios hábitos e preferências, que antes eram fundamentalmente determinados pela nossa família, em casa.
Toda esta reviravolta acontece por causa do nosso contato com uma circunstância transformadora: a diversidade. E é partindo deste ponto que introduzimos ao nosso assunto a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Essa integração é uma via de duas mãos, tanto o acolhido quanto aquele que acolhe são transformados por essa condição.
O dia 21 de março comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down e, por este motivo, vamos falar sobre a introdução das pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho. Por tratar-se de uma deficiência intelectual congênita, desde cedo a pessoa com Down recebe um tratamento redobrado em relação aos cuidados e desenvolvimento por parte da família, mais do que natural. E este zelo dura por muito mais tempo dependendo do grau de retardo mental do indivíduo. Respeitando as variáveis de funcionamento intelectual entre o leve e o moderado, chega um momento em que a pessoa precisa construir suas próprias experiências.
Por meio da Lei de Cotas, as pessoas com deficiência têm acesso a vagas que são disponibilizadas pelas empresas que se enquadram nos requisitos do programa. Existem instituições que unem empresas e pessoas com Síndrome de Down trabalhando tanto a adaptação das realidades quanto a conscientização das pessoas que receberão o novo ou nova colega.
De forma geral, as atividades mais comuns realizadas por estes profissionais no mercado de trabalho são aquelas de caráter operacional, que possam ser explicadas de forma simples e repassadas diversas vezes por pessoas que estejam sempre disponíveis para auxiliar. Sempre com tranquilidade e respeitando o tempo de aprendizado e limitações do profissional.
Da mesma forma que as pessoas sem deficiência intelectual, o tempo de trabalho, o aperfeiçoamento de habilidades e o aprendizado são grandes aliados no desenvolvimento pessoal e profissional. Dessa forma, é possível afirmar que as pessoas com Síndrome de Down não estão limitadas a trabalhar apenas em cargos operacionais e, sim, levando em conta seu desenvolvimento e o grau de funcionamento intelectual, não existem limites para o crescimento.
Por este motivo, vamos reservar este momento, na proximidade desta data comemorativa para conscientizar as pessoas em relação a Síndrome de Down. Para que a inclusão seja cada dia mais difusa no trabalho e na sociedade.

Reinaldo Araújo
e com MUITA colaboração da consultora de R&S Jennifer Oliveira


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