LIBERDADE AINDA QUE TARDIA!

Standard

“LIBERTAS QUAE SERA TAMEN!”

Numa manhã de sábado, 21 de abril de 1792, Tiradentes percorreu em procissão as ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública e onde fora armado o patíbulo.
Suas últimas palavras antes de ser enforcado, foram: “Cumpri a minha palavra; morro pela liberdade!”.
A Inconfidência Mineira, também conhecida como Conjuração Mineira, foi um movimento de caráter separatista, ocorrido em Minas Gerais no ano de 1789, cujos objetivos eram: a libertação domínio português; implantação da república; liberação de manufaturas e a criação de uma universidade pública na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto).
O nome do líder da Inconfidência Mineira era Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes.
O movimento foi delatado por Joaquim Silvério dos Reis ao governador da província, em troca do perdão de suas dívidas com o governo. Portanto a rebelião não chegou a acontecer.
Tiradentes foi o único que assumiu toda a responsabilidade pela “inconfidência”, inocentando seus companheiros. Presos, todos os inconfidentes aguardaram durante três anos pela finalização do processo.
Tiradentes foi enforcado e esquartejado, sua cabeça foi erguida em um poste em Vila Rica, arrasaram a casa em que morava e declararam infames os seus descendentes. O governo tratou de transformar a condenação e execução numa demonstração de força da coroa portuguesa, fazendo uma verdadeira encenação trágica. A intenção era intimidar a população para que não houvesse outras conspirações, mas ao contrario, a história aponta essa execução violenta como uma das possíveis causas para a preservação da memória de Tiradentes, argumentando que todo esse espetáculo acabou por despertar a ira da população. A história também conta que depois da Proclamação da Republica, 97 anos depois da morte de Tiradentes, ideólogos positivistas construíram na figura de Tiradentes uma personificação da identidade mártir republicano, daí a sua imagem de barba e camisolão, vagamente assemelhada a Jesus Cristo. Tiradentes atuou em várias funções e, como militar, o máximo que poderia s permitir era um discreto bigode.
Tiradentes é considerado atualmente Patrono Cívico do Brasil, sendo a data de sua morte, 21 de abril, feriado nacional. Seu nome consta no Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade, sendo considerado Herói Nacional.

P. Gratz


Você vai gostar de ler também: