Passei no processo seletivo? A Importância do feedback para o candidato.

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Participar de um processo seletivo mexe com as nossas emoções. Nos vemos diante um misto de esperança, inquietação, alegria, segurança daqui e insegurança dali, dentre tantas outras coisas que se passam a partir do primeiro contato que a empresa faz com o candidato. Mas, diante de todos estes sentimentos, aquele que mais se destaca é o de expectativa. Alimentado desde o início, ele ganha força com a frase dita ao final da entrevista: “vou entrar em contato nos próximos dias para dar uma resposta”. Ainda mais com a baixa oferta de empregos em que vivemos atualmente e todas as outras preocupações geradas pela retração da economia, essa espera se torna mais difícil.
A falta de informação sobre como está correndo o processo seletivo são uma das reclamações mais recorrentes entre os candidatos. E para que não haja essa lacuna, é necessário uma organização precisa do fluxo de informações entre a área de RH e o requisitante da vaga. Para isso, precisamos observar o processo como um todo e suas particularidades. De forma resumida, o processo seletivo acontece da seguinte forma:
– O primeiro passo se dá na obtenção de informações sobre o cargo, através do levantamento do perfil junto ao requisitante,
– O segundo passo consiste na obtenção de informações sobre os candidatos, pela aplicação das técnicas de seleção, tais como: entrevista por competência, aplicação de provas de conhecimento, testes psicométricos, dinâmicas de grupo, entre outras.
– O terceiro passo é fornecer feedback aos candidatos que não foram selecionados, independentemente da fase em que a desaprovação tenha acontecido.
A não continuidade em um processo pode ocorrer por vários motivos: congelamento ou cancelamento da vaga, incompatibilidade do perfil, remanejamento interno, entre outros. Caso o processo demore para ter uma posição concreta por parte do requisitante, é importante posicionar o candidato que permanece no processo e posteriormente, retornar com informações referentes as próximas etapas.
Claro que é sempre mais simpático e justo dar ao candidato esse retorno através de uma ligação, com argumentação coerente para a não aprovação. Entretanto, nem sempre isso é possível. Nos processos onde o volume de vaga é alto, opta-se pela retorno via e-mail. De qualquer forma, no fechamento da vaga, os finalistas devem sempre receber esse retorno, como em ato de reconhecimento e agradecimento pelo interesse e disponibilidade de tempo que tiveram ao participar do processo. Agir com empatia, respeito e comprometimento durante as fases do processo determinará se futuramente o candidato desejará participar novamente de algum processo na mesma empresa.
As empresas que adotam a cultura de realizar um papel social e valorizar as pessoas tendem a fortalecer a sua reputação e idoneidade, ao mesmo tempo que colaboram com o futuro de inúmeros profissionais. Quando identificado que o candidato não possui o hábito de participar de processos, uma orientação no sentido de como realizar sua apresentação pessoal e profissional será de extrema importância para o seu ingresso e recolocação no mercado de trabalho.
Um feedback negativo de forma construtiva possibilita ao candidato aumentar seus conhecimentos, aprimorar suas técnicas, aperfeiçoar suas capacidades, se qualificar ao investir em novos cursos, adquirir maturidade ao reconhecer alguns pontos que pode melhorar, pois são eles que geram aprendizado e possibilidade de crescimento.
Respeitar o outro e colocar-se no seu lugar deve estar acima de tudo em qualquer processo seletivo. Sem dúvida, retorno negativo deve fazer parte disso!

Letícia Carvalho


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