Terceira Idade

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No dia 26/07 comemoramos no Brasil o Dia dos Avós! Essa data foi escolhida em razão da comemoração do dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. O objetivo deste dia é homenagear e agradecer toda a consideração e carinho que os avós dão aos seus netos.

Esse dia nos remete a um assunto delicado e complexo para muitos: a terceira idade. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), é a fase da vida que começa aos 60 anos nos países em desenvolvimento e aos 65 anos nos países desenvolvidos. A terceira idade caracteriza-se por mudanças físicas em todo o organismo do indivíduo, alterando suas funções e trazendo mudanças nos seus comportamentos, percepções, sentimentos, pensamentos e ações.

O envelhecimento ocorre em diferentes dimensões (biológica, social, psicológica, econômica, jurídica) e depende de diversos fatores ocorridos nas fases anteriores da vida, como as experiências vividas na família, na escola ou em outras instituições. Assim, a terceira idade ou velhice não comporta um único conceito, uma vez que a idade cronológica pode não ser idêntica à idade biológica e social do indivíduo.  A época em que uma pessoa é considerada na “terceira idade” pode variar. Mas o que queremos dizer é que é possível, e muito, aproveitar essa etapa de vida.

Aproveitar a Terceira Idade é saber o valor de cada momento que se vive. Entender que tudo tem uma hora, e cada hora tem seu brilho e valor. Envelhecer é redescobrir uma vida nova a cada dia e saber envelhecer com dignidade é uma dádiva, que exige sabedoria!

 

 

Luciana Martino

CARREIRAS INTERROMPIDAS

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As pessoas passam boa parte da sua vida trabalhando, dedicando 8 horas ou mais do seu dia para uma atividade profissional que lhe proporcione o sustento. Muitas vezes acabam não tendo tempo para aproveitar o que a vida oferece, como a família ou os amigos, justamente pela grande quantidade de horas trabalhadas. E no final das contas, grande parte dos trabalhadores aguardam ansiosamente pela sua aposentadoria para, enfim, aproveitar o que resta da vida.

Estamos falando de profissionais que chegam ao final da sua carreira, com anos ininterruptos de trabalho, dedicação e esforço. Mas existem os grupos que optam por interromper suas carreiras por motivos diversos, algumas vezes por opção própria, outras por necessidade. Os principais motivos são:

Nascimento dos filhos: na grande maioria das vezes, são ainda as mulheres que optam por interromper suas carreiras temporária ou definitivamente para cuidar dos seus filhos. Trata-se de uma opção muito pessoal, mas que traz gratificação e prazer;

Cuidar dos pais ou avós: no outro extremo da linha da vida, estão nossos pais e avós, que passam por situações de saúde que muitas vezes requer cuidado e atenção especial. Fazer a opção de parar de trabalhar para assisti-los exige abnegação e um grande reconhecimento por tudo que fizeram por seus filhos/netos;

Dedicação aos estudos: alguns profissionais optam por parar algum tempo para dedicar-se à uma formação acadêmica mais completa e complexa, visando um upgrade em suas carreiras. Essa decisão de grande valia para algumas profissões exige planejamento financeiro e clareza dos objetivos;

Intercâmbio para aprimoramento de idiomas: também tem como objetivo principal o desenvolvimento e valorização da carreira. A vivência no exterior, o conhecimento de outras culturas e a fluência em idiomas trazem um diferencial de carreira bastante interessante. Da mesma forma, é preciso organizar-se financeiramente para isso;

Vivenciar um ano sabático: cada vez mais ouvimos falar de profissionais que optaram por interromper suas carreiras para “mergulhar” em si mesmos. Ano sabático é conhecido como o período de 12 meses em que a pessoa se dedica a algum projeto de vida particular, retirando para isso uma licença de suas funções profissionais. Num mundo em que as pessoas definem o valor pessoal das outras pela escolha profissional é preciso ser muito desconectado das opiniões alheias para encarar sem culpas uma licença física e mental dedicada a você mesmo;

Cuidar da saúde: às vezes a vida decide que você deve dar uma parada e cuidar de você mesmo. Normalmente são momentos difíceis, mas que quando superados trazem um grande fortalecimento e uma vontade imensa de retomar de onde paramos e seguir em frente com determinação.

Qualquer que seja o motivo, bom ou ruim, o importante é termos ciência de que nada na vida é definitivo, sempre há tempo para retomarmos. Decisões pessoais dizem respeito apenas a nós mesmos, e devem ser respeitadas! Faça da sua carreira o que você imagina que seja o melhor, interrompa quando o rumo precisar de um desvio ou de ser corrigido. Não espere sua aposentadoria para aproveitar a vida, o tempo para isso é aqui e agora!

 

Luciana Martino

Revolução de 1932-M.M.D.C

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Em 09 de julho comemora-se a deflagração da Revolução Constitucionalista de 1932, considerada a data magna do Estado de São Paulo através da Lei Federal n. 9.093, sancionada pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso (12-09-1995).

Os motivos que iniciaram o movimento datam de dois anos antes, quando a Revolução de 1930 depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse do paulista Júlio Prestes. A entrada do gaúcho Getúlio Vargas à presidência, pôs um fim na chamada política do café com leite e desagradou as elites paulistas, representadas pelo Partido Republicano Paulista, o PRP, que viram não só o poder sobre a política brasileira ser perdido, como presenciaram também o então estado mais rico da federação ser submetido a um situação de submissão.

Uma das primeiras medidas do governo federal ao assumir foi dissolver congresso e os poderes estaduais. Enquanto outros estados ganharam interventores nascidos neles, São Paulo teve que se contentar com militares de outros locais, já que o Partido Democrata, que era a favor da revolução de 30, não conseguiu indicar ninguém para o cargo. Além disso, viram o major Miguel Costa, expulso da Polícia Militar por tentar derrubar o governo em 1924, assumir o comando da corporação.

As pressões sobre Getúlio Vargas começaram. As forças políticas e econômicas de São Paulo exigiam uma nova Assembleia Constituinte, novas eleições e o fim do governo provisório.

Em 1932 a capital era um barril de pólvora.

No estado de São Paulo era grande a insatisfação com o governo provisório de Vargas. Os paulistas esperavam a convocação de eleições, mas dois anos se passaram e o governo provisório se mantinha. Os fazendeiros paulistas, que tinham perdido o poder após a revolução de 1930, eram os mais insatisfeitos e encabeçaram uma forte oposição ao governo Vargas. Houve também grande participação de estudantes universitários, comerciários e profissionais liberais.

Os paulistas exigiam do governo provisório a elaboração de uma nova Constituição e a convocação de eleições para presidentes. Exigiam também, de imediato, a saída do interventor pernambucano João Alberto e a nomeação de um interventor paulista.

Os paulistas também criticavam muito a forma autoritária com que Vargas vinha conduzindo a política do país. Queriam mais democracia e maior participação na vida política do Brasil.

Com Vargas não atendeu as reivindicações dos paulistas, em maio de 1932 começaram uma série de manifestações de rua contrárias ao governo Vargas.

O estopim da Revolução Constitucionalista foi a morte dos estudantes Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade, durante a tentativa de invasão da sede de um jornal favorável ao regime varguista, em 23 de maio de 1932.

A sigla M.M.D.C que remete às iniciais dos nomes pelos quais os estudantes mortos eram conhecidos (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), se transformaram no símbolo do movimento, como mostra o cartaz de convocação de voluntários para a Revolução Constitucionalista, do acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).

Entre os meses de julho e outubro de 1932, as ruas de São Paulo foram o cenário de conflitos entre os revoltosos e as tropas do governo federal. O movimento, que exigia a promulgação de uma nova Constituição, fracassou no dia 1º de outubro de 1932, quando foi assinada a rendição que pôs fim à Revolução. Os principais líderes da revolta tiveram os seus direitos políticos cassados e foram deportados para a Europa.

Um dos monumentos mais emblemáticos de São Paulo faz referência à Revolução de 9 de julho de 1932. Trata-se do Obelisco do Ibirapuera, oficialmente chamado Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32. Lá estão sepultados os corpos de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo e de outros 713 mortos durante o movimento paulista anti-Vargas.

O Obelisco, que tem 72 metros de altura, está localizado no Complexo Viário Ayrton Senna no Parque Ibirapuera. O monumento foi feito em mármore e inaugurado em 9 de julho de 1955, com projeto do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili e execução do engenheiro alemão radicado no Brasil Ulrich Edler.

Flávia Avancini

COACH – UMA MISSÃO DE ESCULTOR

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Coach é uma palavra de origem inglesa que significa treinadorinstrutor. Além disso, um coach ou coacher é um profissional que exerce o coaching, ou seja, utiliza-se de uma metodologia que orienta o desenvolvimento pessoal e ou profissional do coachee (pessoa que se submete ao coaching).

A origem do termo coach surgiu, com significado totalmente diferente, na era medieval, com a figura do cocheiro, o homem que conduzia a carruagem. Os cocheiros também eram especialistas em treinar os cavalos, para que estes entendessem o comando das rédeas.

Coach é uma das profissões que mais têm evoluído nos últimos anos; a explosão de carreiras nesse campo ainda está apenas começando.

O coaching para o desenvolvimento profissional constitui-se em um processo conduzido por um profissional qualificado que utiliza metodologias, técnicas e ferramentas de coaching  para o benefício de um indivíduo, quer na sua área pessoal ou profissional. Este tipo de coaching é conhecido como “formal”, nele é selado um contrato; acordado um valor e acontece em sessões presenciais e ou virtuais.

O formato empresarial é um coaching focado nos profissionais que dirigem a empresa e, tem como objetivo desenvolver habilidades e competências comportamentais que possibilitem a direção na construção de uma empresa de maior destaque no seu segmento de atuação.

As corporações têm comprovado na prática que a metodologia supera os diversos modelos de gestão. Este ainda é um grande nicho de atuação para um novo Coach, pois as empresas têm buscado cada vez mais proporcionar todo o suporte para o desenvolvimento de seu capital humano. Essa valorização é fruto da eficácia do Coaching, pois não é apenas o profissional, individualmente, que colhe os benefícios, mas a empresa como um todo.

Tanto no campo profissional quanto no pessoal, o coaching é um processo dinâmico e interativo que pode ser conduzido individualmente ou em grupo, propiciando um ambiente de reflexão, construção, evolução e transformação a partir do autoconhecimento.

Seja um Coach!

Para se tornar um Coach Profissional, a melhor formação existente no Brasil é a Certificação Master Coach. Realizada pelo Instituto Brasileiro de Coaching – IBC, essa especialização garante uma formação no mais alto nível do Coaching.

Os pré-requisitos são a formação profissional das mais variadas áreas do conhecimento humano, a exemplo de médicos, engenheiros e jornalistas, psicólogos, entre muitos outros e, experiência sólida que permita uma atuação como coach consistente e segura no desenvolvimento de outros profissionais.

O pilar principal do Coach é o conhecimento,  capaz de transformar vidas e, contribuir significativamente para a construção de um mundo melhor. Trata-se da interação com processos mentais lógicos e não lógicos, com experiências anteriores, insights, valores, crenças, compromissos e vários outros elementos que fazem parte da mente humana.

 

P. Gratz

Dia do Imigrante

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Dia do Imigrante é comemorado em 25 de junho no Brasil.

O dia 25 de junho foi determinado como o Dia do Imigrante através do Decreto nº 30.128, de 14 de novembro de 1957, emitido pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo no governo Jânio Quadros.

Imigrante é aquele que imigra, ou seja, aquele que entra em um país estrangeiro, com o objetivo de residir ou trabalhar. O imigrante é visto pela perspectiva do país que o acolhe, é o indivíduo que veio do exterior.

No Brasil a imigração teve início em 1530 com a chegada dos colonos portugueses, que vieram para cá com o objetivo de dar início ao plantio de cana-de-açúcar. Durante todo período colonial e monárquico, a imigração portuguesa foi a mais expressiva desde o período da Independência do Brasil.

Principais países de origem dos imigrantes que vieram para o Brasil: Portugal, Itália, Alemanha, Japão, Espanha, Suíça, China, Coréia do Sul, Polônia, Ucrânia, França, Líbano, Israel, Bolívia e Paraguai.

Buscavam melhores oportunidades de trabalho na compra de terras e plantio para sobreviver e vender em pequenas quantidades. Aqueles que tinham profissões (artesãos, sapateiros, alfaiates, etc.) na terra natal abriram pequenos negócios por aqui.

Os suíços, que chegaram em 1819 e se instalaram no Rio de Janeiro (Nova Friburgo), os alemães, que vieram logo depois, em 1824, e foram para o Rio Grande do Sul (Novo Hamburgo, São Leopoldo, Santa Catarina, Blumenau, Joinville e Brusque), os eslavos, originários da Ucrânia e Polônia, habitando o Paraná, os turcos e os árabes, que se concentraram na Amazônia, os italianos de Veneza, Gênova, Calábria, e Lombardia, que em sua maior parte vieram para São Paulo, os japoneses, entre outros.

Os italianos, que vieram em grande quantidade para o Brasil, foram para a cidade de São Paulo trabalhar no comércio ou na indústria. Outro caminho tomado por eles foi o interior do estado de São Paulo, para trabalharem na lavoura de café que estava começando a ganhar fôlego em meados do século XIX.

Os japoneses começaram a chegar ao Brasil em 1908. Grande parte destes imigrantes foi trabalhar na lavoura de café do interior paulista, assim como os italianos.

Muitos imigrantes também vieram para cá, fugindo do perigo provocado pelas duas grandes guerras mundiais que atingiram o continente europeu.

Após a abolição da escravatura no Brasil (1888), muitos fazendeiros não quiseram empregar e pagar salários aos ex-escravos, preferindo assim o imigrante europeu como mão-de-obra. Neste contexto, o governo brasileiro incentivou e chegou a criar campanhas para trazer imigrantes europeus para o Brasil.

O Brasil era visto na Europa e na Ásia (principalmente Japão) como um país de muitas oportunidades. Pessoas que passavam por dificuldades econômicas enxergaram uma ótima chance de prosperarem em nosso país.

Sendo uma descendente italiana aproveito a oportunidade especial para ressaltar meu orgulho e agradecimentos aos meus bisnonos.

Gratidão por enfrentarem o desconhecido pelo futuro melhor às suas famílias e principalmente suas crianças (bambini).

Gratidão pela coragem em enfrentar novas terras em uma era onde a informação ainda era tão restrita e vagarosa.

Gratidão pelas horas de trabalho suadas que construíram tantas histórias.

Gratidão pelo conhecimento e valores sólidos que nos foi transmitido.

Gratidão por terem escolhido o nosso país como local de vossas novas moradas assumindo o compromisso em torná-lo um lugar ainda melhor para viver.

Que este compromisso continue sendo reescrito por cada geração.

 

Flávia Avancini

LIDERANÇA SITUACIONAL

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Vivemos tempos muito difíceis, crise econômica e política e mudanças tecnológicas extremamente rápidas e de complicada adaptação. A missão atual das lideranças é manter o engajamento e produtividade das equipes.

Poderíamos comentar diversos tipos de liderança, porém a que mais chama atenção, considerando este difícil contexto em que vivemos, é sem dúvidas, a Liderança Situacional, pois trata da habilidade de administrar mudanças, solucionar crises internas, manter a qualidade dos serviços prestados e a satisfação dos clientes.

Liderança Situacional é flexível, molda-se às situações que se apresentam, ou seja, o líder tem a capacidade de adaptar-se ao momento, conduzindo de forma efetiva seus colaboradores para que reajam positivamente, deem o seu melhor e alcancem os resultados esperados.

O líder situacional define as metas de sua área, conciliando-as às expectativas do negocio, compartilha e conduz seu time levando em conta as individualidades e talentos de cada um de seus colaboradores (caso o time seja numeroso o líder poderá agrupar colaboradores com características comuns) e desta forma, junto com eles (formato participativo) identifica os aspectos positivos e negativos de cada situação e como minimizar os (-) e potencializar os (+). O líder situacional constrói um ambiente motivador com oportunidades reais de crescimento e de autoconfiança na medida em que a equipe entrega serviços de alta qualidade.

O líder situacional promove o desenvolvimento da maturidade profissional de sua equipe, ou seja, a capacidade de adequação às diferentes situações, o entendimento do seu propósito e de suas responsabilidades Quando o colaborador alcança esse nível, sua produtividade é maior e, ele consegue lidar melhor com mudanças, inovando e apresentando resultados expressivos nos momentos de desafio.

Em tempos de crise emerge o líder situacional com extremo valor no desenvolvimento de talentos e fortalecimento de sua equipe.

P. Gratz

Dia mundial das crianças vítimas de agressões – 04 de Junho

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Em 1982, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 4 de junho como o Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão. Segundo a ONU, existem quatro principais categorias de violência: abusos físicos, sexuais, psicológicos e negligências.

Segundo o Ministério da Saúde, a violência é a segunda principal causa de mortalidade global em nosso país e só fica atrás das mortes por doenças do aparelho circulatório. Os jovens são os mais atingidos. Além deles, a violência atinge ainda, em grau muito elevado, as crianças e as mulheres.

Para esta situação contribuem diversos fatores, entre eles, a má distribuição de renda, a baixa escolaridade, o desemprego.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Trabalho Infantil (PNAD/2001), realizada pelo IBGE, o trabalho infantil é exercido por cerca de 2,2 milhões de crianças brasileiras, entre 5 e 14 anos de idade.

A maioria dessas crianças vem de famílias de baixa renda e trabalha no setor agrícola.

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que nos países em desenvolvimento mais de 250 milhões de crianças de 5 a 14 anos de idade trabalham.

A maioria delas (61%) vive na Ásia – um continente de grande densidade populacional – e em seguida vem a África, com 32%-(Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O perigo está mais próximo do que se imagina. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostram que 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes foram causadas por parentes próximos. Ainda de acordo com o UNICEF, de hora em hora morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos próprios pais.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, 64% das denúncias de agressão à criança tem origem em casa, de acordo com levantamento do SOS Criança (instituição estadual que recebe denúncias de agressão contra a criança e o adolescente).

Os tipos de agressão infantil são diversos. Os mais comuns são a violência física, a psicológica e a sexual.

Os episódios mais rotineiros são afogamento, espancamento, envenenamento, encarceramento, queimadura e abuso sexual.

Entre as causas da violência infantil está também o trauma de quem foi agredido quando criança. Pais que quando crianças foram vítimas de violência doméstica tendem a repetir as agressões em seus filhos.

Combater a agressão infantil é uma árdua missão, considerando que muitas vezes a criança ou o jovem não tem coragem de contar que está sendo agredida por razões associadas ao medo, à vergonha ou à dúvida. Sendo assim, reforça-se a importância dos adultos estarem atentos e vigilantes a quaisquer sinais de mudança de comportamento, tristeza ou abatimento.

Em média, 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica por dia no Brasil. Os dados, apresentados pela Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância (Sipani), representam 12% das 55,6 milhões de crianças menores de 14 anos.

É preciso romper com o pacto de silêncio que encobre as situações de abuso e exploração contra crianças e adolescentes. Não se pode ter medo de denunciar. Essa é a única forma de ajudar nossos meninos e meninas.

Vamos orientar nossas crianças ou jovens que mediante violência sexual ou qualquer outra agressão, contar o que aconteceu para seus pais, responsáveis, professores ou uma pessoa de sua confiança. Eles provavelmente relatarão o fato para as autoridades através do disque denúncia ou de outras formas destacadas abaixo:

Denunciando por telefone

Disk 100
de qualquer telefone no território nacional. Denúncias de violação de direitos de crianças ou adolescentes, especialmente em casos de abuso ou exploração sexual. A denúncia é anônima e o serviço gratuito.

O Disque 100 funciona diariamente das 8h às 22h, inclusive nos fins de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização, de acordo com a competência e as atribuições específicas.

55 61 3212.8400 – para ligação internacional (fora do Brasil).

190 – Polícia Militar

191 – Polícia Rodoviária Federal

181 – Disque Denúncia (para todo o Estado de São Paulo)

(11) 3188-4130 – Se estiver em outro estado e quiser fazer uma denúncia referente ao Estado de São Paulo.

Em casos de emergência, e não necessariamente denúncia, é importante que você conheça estes outros números de telefone:

192 – Ambulância
193 – Corpo de Bombeiros
194 – Polícia Federal
197 – Polícia Civil
198 – Polícia Rodoviária Estadual
199 – Defesa Civil
180 – Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher
128 – Serviços de Emergência no âmbito do Mercosul

0800 970 11 70 “Alô vida” – serviço telefônico de escuta e encaminhamento para casos de violência contra crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, e de orientação para famílias interessadas ou envolvidas em processos legais de adoção.

Denuncie por e-mail

disquedenuncia@sedh.gov.br

Procure o Conselho Tutelar

Quase todos os municípios tem um conselho tutelar. Você pode procurar o Conselho Tutelar em sua cidade e efetuar a denúncia.

Zelar pelas nossas crianças não é uma tarefa exclusiva dos pais, mas também dos parentes, da comunidade, dos profissionais de saúde, dos educadores, dos governantes, enfim, da sociedade como um todo.

Flávia Avancini

Muito além dos incêndios-BOMBEIROS

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Em 1856, mais exatamente, no dia 02 de Julho de 1856, o Imperador Dom Pedro 2º, vendo a necessidade de ter homens “especiais” para combater o fogo, assinou o decreto 1.775, que regulamentava o “Serviço de Extinção de Incêndio”. Nascia assim o “embrião” do Corpo de Bombeiros no Brasil.
Com o passar do tempo, o crescimento do Brasil e de sua população e a divisão por Estados, o Corpo de Bombeiros passou a ser uma necessidade e foram criados em todos os Estados do país.

O primeiro serviço contra incêndios era responsável por orientar medidas de socorro, cabendo a equipe técnica a supervisão dos trabalhos de salvamento e extinção do fogo.

Em 1880, a Corporação passou a ter organização militar e, foram concedidos postos e insígnias aos seus componentes. Com o passar dos anos, equipamentos mais sofisticados foram fornecidos e viaturas mecânicas.

A partir de 1954, por decreto presidencial, o dia 02 de Julho passou a ser o Dia do Bombeiro, que ao longo do tempo teve suas funções largamente ampliadas de modo a atender praticamente todas as áreas de proteção à vida.

* Combate a incêndios florestais;

* Salvamento aquático;

* Resgate em altura;

* Resgate em montanha;

* Intervenção em incidentes com produtos perigosos; tais    como: gases, inflamáveis, substâncias tóxicas, etc.;

* Vistorias técnicas das condições de segurança em edificações, estádios, ou qualquer outro local de grande concentração de público;

* Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar.

O atendimento pré-hospitalar é atualmente uma das principais atividades do corpo de bombeiros.

Ele objetiva atender às vítimas de acidentes, procurando dar socorro imediato adequado e condições ideais de transporte aos hospitais; a fim de evitar o agravamento das lesões e melhorar as condições de sobrevivência do acidentado.

O atendimento é voltado exclusivamente ao trauma (as demais emergências médicas são atendidas pelo SAMU, serviço que atende urgências e emergências de quaisquer natureza, sejam clínicas ou traumáticas); tais como: acidentes de trânsito, atropelamentos, ferimentos por arma de fogo ou arma branca, queimaduras, soterramentos, acidentes de trabalho, ou ainda problemas clínicos com risco iminente de vida.

As equipes são formadas por médicos e bombeiros socorristas.

 

Flávia Avancini

As carreiras curtas e o planejamento para o futuro

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A grande maioria dos profissionais tem a renda crescente conforme vão adquirindo graduações e experiências. É assim que acontece com médicos, advogados e professores, para citar alguns. No entanto, existe uma minoria que ganha uma quantia significativa em alguns anos de carreira. Neste grupo destacamos os atletas, modelos, manequins e celebridades, em geral.

A segunda opção de carreira e aposentadoria são duas palavras que parecem não fazer sentido algum quando se está no auge da carreira com altos ganhos e prestígio. Mas é nessa fase que toda pessoa deveria começar a planejar seu futuro.

Cientes de que terão uma aposentadoria precoce (30-40 anos), estes profissionais costumam ter um panorama bastante realista e pragmático da própria situação. Em geral, pensam com frequência sobre as alternativas profissionais e de renda que terão no futuro envolvendo possivelmente com ganhos menores e uma nova estrutura financeira para transição tão precoce.

Raros profissionais se dão conta, mas essa postura previdente, típica de profissionais com carreiras rápidas, tem mais a ensinar à média dos trabalhadores do que parece. Isso porque os ciclos de carreira estão muito mais curtos em todas as profissões. Atualmente, não é incomum encontrar histórias de profissionais que chegam a um posto de alta liderança por volta de 40 anos, e que, quando perdem o emprego, têm imensa dificuldade de se recolocar ou de conseguir outra posição com a mesma remuneração

Poupar e ter uma estratégia de investimentos é atitude obrigatória para os profissionais que atuam em profissões com atuação de curta duração – e também para aqueles que veem a possibilidade de sofrer uma queda na renda.

Os especialistas financeiros indicam reservar mensalmente ao menos 30% do salário.

As carreiras de duração curta são úteis para ilustrar que ter um plano B é importante independentemente do ramo de atuação. Imprevistos existem e podem forçar qualquer um a mudar de rumo, afinal a carreira é um conceito muito mais abrangente que envolve os diferentes papéis que desempenhamos em nossas vida e suas conexões com a família, sociedade e individualidade independente.

Flávia Avancini

Fair Play

Close-up of business team holding their thumbs up
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A ação do jogador do São Paulo F. C., Rodrigo Caio, ao livrar o adversário Jô de um cartão amarelo, assumindo para o árbitro a responsabilidade de ter atingido o goleiro Renan Ribeiro, foi um dos grandes momentos das semifinais do Campeonato Paulista. O chamado fair play é um termo esportivo que abrange, para além da ética, o respeito às regras e ao adversário. Na semana em que ocorreu, a atitude do zagueiro repercutiu com força na mídia e introduziu a ética às rodas de conversa onde normalmente se discutem as táticas e técnicas. A expressão ganhou destaque e fervilharam as opiniões a favor ou contrárias.

Num ambiente como o esporte, que é movimentado pela competitividade, a emoção e a ambição pela vitória são predominantes e necessárias para que sejam cumpridos os objetivos. Mas, esses mesmos fatores de propulsão podem desafiar os limites da ética e do respeito num momento decisivo para o sucesso. Fora dos campos e quadras, no trabalho, driblar regras ou prejudicar pessoas se apresenta como uma chance de facilitar o nosso trabalho ou de atingir alguma meta. Mas, qual é o preço disso? É uma atitude profissional?

No trabalho, podemos relacionar o fair play ao cumprimento das regras e aos valores morais. Os colaboradores e as empresas devem seguir normas. A empresa cumprindo as regras estabelecidas pela sociedade e os trabalhadores agindo conforme as orientações dos empregadores. Além disso, esse espírito esportivo, por englobar a ética e o respeito ao próximo, na realidade do trabalho pode ser entendido como o espírito de equipe.

A prática do fair play no ambiente profissional é capaz de expandir a fronteira dos regulamentos, dos acordos coletivos e das leis, estimulando a manifestação de deferências e valorizando a dimensão humana do trabalho.

O mercado procura e valoriza profissionais com o fair play incorporado em seu conjunto de qualificações, aqueles que buscam ser os melhores, porém, que entendam que ser competitivo não é ser desleal, e tenham como base para o desenvolvimento de suas atividades profissionais os princípios éticos.

A ética é um conceito difícil de ser mensurada porque muitos querem sempre levar vantagem e não entendem que num jogo você também perde,

A liderança, deve atuar como vetor de mudança deste cenário, e estabelecer em sua gestão a capacidade de colocar a ética como alicerce para qualquer ação e desenvolvimento de atividades, obtenção de metas e conquista de resultados expressivos.

Como nas partidas esportivas existem regras claras e outras subentendidas, estabelecidas pela cultura e relação entre as pessoas que formam códigos de éticas implícitos a rotina seja do esporte ou das organizações afinal firmeza de caráter gera ética e moral.

 Flávia Avancini & Reinaldo Araújo