Diversidade LGBT no Mercado de Trabalho

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Imagine trabalhar numa equipe onde todos os seus colegas são iguais a você, onde todos têm a mesma opinião sobre tudo, mesmas ideias e mesmos hábitos… Há quem diga que personalidades muito parecidas podem gerar mais atrito do que personalidades diferentes. Um bom diálogo só é motivado por pontos de vista, opiniões e vivências diferentes. No nosso trabalho convivemos com pessoas de posições políticas opostas, com apaixonados por seus times de futebol, com fervorosos fiéis de diversas crenças, entre tantas outras diferenças. Mas, por quê para muita gente ainda é difícil aceitar ter colegas com a orientação sexual diferente? E por quê esta intolerância se agrava ainda mais quando se trata de transexuais?
Lamentavelmente, não há como separar a vida profissional da vida pessoal. O que acontece de um lado influencia diretamente o outro. “Com quem você mora?”, “É casada?”, “Vamos fazer algo fora do trabalho?”, “Você anda meio triste, quer conversar?”. Estar presente de corpo e alma no trabalho é essencial para um resultado positivo no desempenho e no relacionamento. Muitas vezes durante o expediente os assuntos irão esbarrar em momentos como este. É decisão do colega abrir-se ou não.
É muito difícil encontrar um ou uma colega de trabalho transexual, principalmente nas áreas mais tradicionais. Poucos transexuais que hoje estão em idade adulta conseguiram terminar os estudos durante sua juventude. Na época, devido ao bullying, a falta de diálogo e de auxílio, era comum que pessoas nessa situação desistissem dos estudos, ficassem à margem da sociedade e abandonados até mesmo pela família, recorriam a subempregos ou ao único sustento disponível: a prostituição. Hoje, com um pouco mais de abertura conquistada, travestis e transexuais persistem nos estudos. Mas, além da comum grande dificuldade para se colocar no mercado de trabalho, há ainda vários outros obstáculos para concorrentes transgênero.
O profissional de Recrutamento & Seleção, ás vezes esbarra na hesitação por parte de um ou outro empregador quando o candidato perfeito para a vaga é homossexual com a expressão de gênero acentuada (ou seja, um gay que se expressa de forma feminina ou uma lésbica que se expressa de forma masculina). Essa hesitação do contratante se atém muito sobre como será a recepção do indivíduo na empresa ou a relação dessa expressão de gênero com a rotina de trabalho. E nós temos o dever de explicar ao empregador que o comportamento do candidato não interferem na qualidade do trabalho. Afinal, qualquer objeção no perfil pessoal ou técnico já seria apontada nos testes e na entrevista.
O mercado da moda e da beleza, há muito tempo, tem recebido muitos profissionais LGBTs, de uma forma que grandes nomes de referência na área pertencem a esta comunidade. E isso não é resultado apenas do talento, mas também da receptividade deste setor, da chance de empreender e não necessitar passar por olhares e crivos morais para ter seu sustento. Da mesma forma que se relevaram grandes nomes LGBTs na moda e na beleza, em outras áreas se destacam Tim Cook (CEO da Apple), Hellen DeGeneres (apresentadora de TV), Adriana Calcanhoto (cantora) e Peter Thiel (cofundador do PayPal), entre outros. Um talento se destaca por si mesmo, mas sem oportunidades não há chances de sucesso.
Uma pesquisa conduzida pelo portal Planet Romeo aponta que 22 milhões de pessoas em todo o mundo afirmam ter perdido o emprego ou que foram prejudicados no local de trabalho por serem homossexuais ou bissexuais. E de acordo com uma pesquisa conduzida pela ANTRA, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, apenas 10% desse grupo trabalha com registro em carteira.
Como sempre ressaltamos aqui no blog, o emprego tem uma função que vai muito além da troca de trabalho por salário, mas também da interação social, da contribuição do indivíduo como membro da sociedade, da troca de experiências, da empatia e do crescimento pessoal. A integração dos LGBTs no mercado de trabalho tem acontecido a passos lentos, de forma orgânica, acompanhando a medida em que a sociedade os compreende e respeita.
Dia 25 de Março é Dia Nacional do Orgulho LGBT, dia de valorizar a luta dessas pessoas por respeito e reconhecimento. Isso não é sobre tirar os empregos de um grupo para entrega-los a outro grupo porquê são vítimas disso e daquilo, mas, sim de dar oportunidades a todos. É estar aberto para buscar o melhor talento contemplando suas capacidades técnicas e emocionais, sem preconceitos, sem medo do diferente, do desconhecido. Seja transexual, homossexual, mulher, homem, cristão, ateu, negro, branco, corinthiano, gremista, nordestino, refugiado… Afinal, as diferenças tratadas com respeito e diálogo são o combustível que impulsiona a sociedade para o desenvolvimento contínuo.

Reinaldo Araujo


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Seja você mesmo!

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Em meio a um mercado de trabalho instável, os profissionais que buscam uma nova oportunidade, na condição de desempregados ou mesmo empregados, na maioria dos casos, estão ansiosos e confusos em relação ao perfil que as empresas estão procurando. Daí o que fazer? Buscam informações com os amigos, nas redes sociais e matérias a respeito na internet. As informações normalmente, são desencontradas e, pior, desenha-se um perfil perfeito, quase um semideus! Alguns candidatos avaliam-se e concluem: “para que eu possa participar de processos de seleção, preciso maquiar meu histórico e meu perfil. É aí que acontece a sequencia de equívocos: uma discreta maquiagem no currículo; um pouco mais de maquiagem nas entrevistas e por final, esconder todos meus defeitos da mesma forma nas dinâmicas de grupo! Consultores de RH que atuam no Recrutamento e Seleção deparam-se com currículos maravilhosos e qual não é a surpresa na entrevista; As datas de admissão e demissão do histórico profissional não conferem com os registros da carteira profissional, não existem certificados de conclusão de cursos, o conhecimento do idioma não é fluente e por aí vai… Durante a entrevista fica claro para os selecionadores experientes, quando as respostas dos candidatos foram pré-elaboradas com o objetivo de construir uma imagem profissional ideal, porém irreal. E o mais desastroso dos enganos é comportar-se na dinâmica de grupo como se estivesse interpretando um personagem que ao invés de envolver-se de forma legítima com a atividade proposta, preocupa-se em mostrar-se interessado, falante, muitas vezes atrapalhando o desempenho do grupo. Portanto, busque acima de tudo a autenticidade. Saiba que pessoas perfeitas não existem, e se existissem o mundo certamente seria um lugar “sem graça”. Todos nós temos pontos fracos a serem desenvolvidos, cabem a nós e às empresas investirem no desenvolvimento do nosso potencial.

As dicas são:

  • Apresente seu currículo com informações verdadeiras;
  • Responda às perguntas do entrevistador com a segurança que só os autênticos possuem;
  • Participe das dinâmicas de grupo com real interesse e colaboração com os objetivos do grupo.
  • Seja você mesmo, sempre!

P. Gratz

Existe vida profissional depois dos 50 anos?

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Sim, existe! Se era essa a resposta que você queria ouvir, temos o prazer de te dizer que o mercado de trabalho, mesmo que timidamente, reconhece hoje o valor da experiência.
É sabido que atualmente, uma pessoa de 50 anos, possui uma vida ativa em todos os sentidos. Não imaginamos mais uma pessoa idosa, prestes a se aposentar, mas sim alguém produtivo, inserido no contexto social, cultural e claro, dotado de um charme único.
É esse profissional que interessa para as empresas. Essas pessoas entram nas organizações munidas de uma bagagem intensa de experiências, conhecimentos e acontecimentos. São histórias vividas que trazem soluções mais rápidas e eficazes.
Entretanto, é preciso ressaltar que existem dois tipos de profissionais com mais de 50 anos. Os que tiveram uma carreira ascendente e que serão aproveitados em cargos de gestão e os que não tiveram essa oportunidade e podem investir, por exemplo, na área comercial.

Steve Jobs foi presidente da Apple até os 56 anos.

Steve Jobs foi presidente da Apple até os 56 anos.

Para os dois casos, ficam aqui dicas importantes:
1. Jamais deixe de se atualizar. Esteja sempre a par dos acontecimentos, sejam eles políticos, culturais ou históricos;
2. Reveja seus conceitos, crenças e valores. Quebre paradigmas! O mundo mudou, evoluiu e você precisa se adaptar a ele;
3. Acompanhe o desenvolvimento frenético da tecnologia;
4. Atualize seus conhecimentos técnicos, seja através de cursos de longa, média ou curta duração;
5. Procure interagir com os mais jovens dentro da organização;
6. Exercite-se, isto certamente lhe dará mais energia;
7. Esteja seguro da sua capacidade e potencial;
8. E acima de tudo, tenha em mente que você sempre terá o que aprender.

Boa sorte em seus desafios!

Luciana Martino

Trabalho voluntário: Ajuda por caridade × Experiência para o mundo profissional

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A Lei do Voluntariado define trabalho voluntário como uma “atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social”.

O mundo, em constante evolução, transformou a forma de vermos e analisarmos o trabalho voluntário. Antigamente existia sempre um aspecto de caridade, de boa ação. Pensava-se no voluntário como um ser bondoso, que visava ajudar o outro sem querer nada em troca. Imaginávamos uma pessoa com um tempo disponível do seu dia, que preocupava-se em ajudar o próximo, na maioria das vezes em situação fragilizada, seja por motivo de saúde, econômico ou social.
Hoje entretanto, percebemos que o trabalho voluntário é uma via de mão dupla. O voluntário oferece à sociedade sua contribuição para a construção de um mundo melhor, com dedicação e responsabilidade. Recebe de volta a oportunidade de fazer amigos, de viver novas experiências e conhecer outras realidades. É um trabalho que possibilita o desenvolvimento de habilidades e a prática da cidadania.
Uma a cada quatro pessoas no Brasil realizam trabalho voluntário. O Brasil está entre os 10 países com maior número de voluntários; 11% dos brasileiros são voluntários.
O exemplo recente dos voluntários da Copa do Mundo, nos dá uma visão moderna do trabalho voluntário. Foram mais de 152.000 inscritos, dos quais 15.000 foram aprovados para atuar nas mais diversas frentes. As razões que motivaram essas pessoas a se inscreverem foram a oportunidade de conviver com indivíduos de diversos países, línguas e culturas, a possibilidade de enriquecer e diferenciar seu CV e a chance de conhecer os bastidores de um mundial.
Estes números refletem muito a capacidade do brasileiro de doar-se em prol de uma causa. São pessoas que agem por sua própria iniciativa ou junto a organizações não governamentais, mobilizando-se para fazer a diferença. E são estes voluntários as peças-chave para o desenvolvimento de muitos projetos.
É importante ressaltar que em todo e qualquer trabalho voluntário, existe sempre um sentimento de identificação. O voluntário cede um tempo de sua vida dedicando-se a uma causa na qual acredita e que tem para ele uma importância pessoal. Como consequência seu trabalho traz uma gratificação que, como o próprio nome diz, não tem preço!

L. Martino e P. Gratz

Entrevistamos um voluntário da Copa do Mundo FIFA! O Eduardo Gil atua na recepção e atendimento do torcedor no estádio do Maracanã e compartilhou conosco um pouco dessa experiência:

PROATIVA RH: Qual atividade você exerce como voluntário da Copa?
EDUARDO: trabalho como líder de uma equipe de STS (atendimento ao espectador) e nossas funções vão desde recepcionar o público nos portões de acesso até encaminhá-los aos seus respectivos assentos.

PROATIVA RH: Você pôde escolher qual atividade faria?
EDUARDO: Não, na ficha de inscrição podemos indicar quais o setores de nossa preferência mas a escolha é feita pelos selecionadores.

PROATIVA RH: Como foi o processo seletivo?
EDUARDO: Basicamente uma dinâmica de grupo e dois treinamentos (um on-line e outro presencial).

PROATIVA RH: Como ficou sabendo das vagas?
EDUARDO: Através do site da FIFA.

PROATIVA RH: O que lhe motivou a participar do voluntariado?
EDUARDO: A oportunidade de participar diretamente de um grande evento mundial.

PROATIVA RH: O trabalho que você está exercendo corresponde às suas expectativas?
EDUARDO: Superou totalmente as minhas expectativas.

PROATIVA RH: Você acha que poderia melhorar em algo?
EDUARDO: Acredito que sim, principalmente a comunicação com os estrangeiros.

PROATIVA RH: Durante este momento em que você está vivendo, você testemunhou ou passou por algum fato interessante?
EDUARDO: O caso mais interessante que presenciei até agora aconteceu no jogo Argentina x Bósnia-Herzegovina, quando logo na abertura dos portões me deparei com um casal bósnio no meio dos torcedores argentinos. Preocupado com sua segurança consegui, mesmo sem falar inglês, conduzi-los para perto de alguns policiais militares. A situação inusitada perdurou até que avistei um casal de brasileiros na fila, expliquei a situação e eles, se fingindo passar por amigos dos bósnios os conduziram para dentro do estádio. Um clima bem diferente da confraternização de uma Copa do Mundo, mas parecida com os jogos que assistimos no campeonatos regionais e brasileiro.

Proativa RH lança novo banco de dados

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Banco de candidatos da Proativa RH está disponível para Profissionais PCDs.

Com o intuito de melhorar o relacionamento e a comunicação com o candidato, assim como aperfeiçoar ainda mais os processos seletivos, a Proativa RH está lançando seu banco de candidatos PCD.

Para o candidato, isso significa uma proximidade maior com a Proativa RH e mais chances de encontrar novas oportunidades para sua carreira.

Para a empresa, significa mais segurança, praticidade e assertividade na seleção de profissionais. Os filtros de busca foram baseados nas experiências de nossos recrutadores como forma de encontrar pessoas, contatar candidatos e lançar novas vagas com mais facilidade. Continue reading