Não Seja um Porquê no Seu Trabalho

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A série 13 Reasons Why, baseada no livro “Os 13 Porquês” de Jay Asher, estreou na semana passada agitando a web com uma discussão sobre bullying, misoginia, abuso e, consequentemente, sobre depressão e prevenção ao suicídio. Ambientada em uma escola, a história também aborda a dificuldade de comunicação entre pais e filhos. Hannah Baker, a protagonista da série, comete suicídio deixando como legado sete fitas cassetes apontando os treze motivos de ter tirado a própria vida. Os fatos abordados no seriado também podem ser facilmente projetados em outros ambientes, como o trabalho.

Hannah Baker, protagonista de 13 Reasons Why, da Netflix

Hannah Baker, protagonista de 13 Reasons Why, da Netflix

A escola é a nossa primeira experiência social independente com o mundo exterior. O Ensino Médio crava o último período dessa experiência, o fim de um ciclo que nos lança em queda livre para um novo e desconhecido universo. Nestes últimos anos de escola, onde tudo acontece de forma mais intensa, é comum ter vivenciado momentos de tensão social como intimidação ou violência física e moral. Algo que se mostra tão cotidiano que alguns nem reconhecem o ato como maltrato mas, que no fundo, faz toda a diferença.
Então os anos se passam, o Ensino Médio acaba e vem uma vida inteira de responsabilidades: a necessidade de um emprego, os boletos, a cobrança da continuidade nos estudos, dos relacionamentos, da independência, do sucesso profissional… E a gente se dá conta de que muito do que ficou para trás, na verdade permaneceu conosco, só que com uma cara nova. No trabalho, nós continuamos saindo para o intervalo do almoço com quem temos mais afinidade, as conversas de corredor só ficaram mais complexas e as equipes, tal como numa sala de aula, são compostas por pessoas que gostamos ou não. Assim, não fica difícil de imaginar que porquês semelhantes aos que aconteceram com Hannah Baker possam estar acontecendo também no nosso ambiente de trabalho.
Os atos de bullying no trabalho geralmente estão ligados a uma relação hierárquica, onde o superior pratica o abuso ou faz mal uso do poder, intimidando, ofendendo ou humilhando o trabalhador, normalmente na frente de outras pessoas. Mas, é importante não deixar de fora o impacto da conduta dos colegas com o próximo. A integração total da equipe é importante, indivíduos bem socializados formam um grupo menos hostil. Mas, podem haver discordâncias e antipatias na equipe. São nesses casos que a rivalidade pode agravar-se gerando boatos, deboches e troca de farpas, muitas vezes de forma velada. Esse é o ambiente perfeito para o nascimento do porquê de uma depressão, do stress e de fobias, entre outros. Tanto para um oponente, quanto até para ambos.ii2Cabe ao gestor ser inteirado com sua equipe, saber observar e tomar atitudes imparciais sobre o caso, mediar a situação, buscando um ponto consensual entre as partes para fazer com que situações como esta não prejudiquem todo o time.
É fácil se enxergar como a vítima de atitudes estúpidas, mas é difícil se enxergar como o produtor da estupidez. Isso faz jus àquela frase popular “quem bate não se lembra, mas quem apanha jamais esquece”. E muita gente se vê distante de ser o agressor por ter cometido uma ação insignificante, do próprio ponto de vista. Mas, para o agredido pode fazer toda a diferença. Basicamente, isso é fruto da falta de empatia, da importância que é dada mais a ser ouvido do que ouvir.
Mesmo não se enxergando no papel de agressor ou agredido, é importante ter consciência de que isso existe. Pode haver uma Hannah Baker ao seu lado no trabalho, silenciosamente pedindo ajuda. É imprescindível prestar atenção ao seu redor mas, não apenas observar. Por vezes é necessário tomar atitudes, defender, oferecer ajuda ou apenas ouvir. Ser passivo nessa situação te torna tão responsável quanto o agressor.
O Centro de Valorização da Vida, de prevenção ao suicídio, recebe por mês uma média de 1,2 mil ligações. Em pesquisa do mesmo instituto, 25 brasileiros morrem diariamente vítimas de suicídio; 17% dos brasileiros, em algum momento, já pensaram em dar fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. 90% dos suicídios podem ser prevenidos. Não espere alguém acumular tantos porquês para chegar a esse ponto. Atente-se para não contribuir com um porquê para o próximo.
Depressão não é frescura. Tentativas de suicídio não são futilidades para chamar a atenção. Um ambiente de trabalho harmonioso e aberto contribui para a saúde mental de todos. Vamos todos colaborar com nossas atitudes #NãoSejaUmPorquê no seu trabalho.

Reinaldo Araujo

Caso precise de ajuda, ligue gratuitamente para 141
Se preferir conversar por outros meios acesse o site:
www.cvv.org.br


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Diversidade LGBT no Mercado de Trabalho

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Imagine trabalhar numa equipe onde todos os seus colegas são iguais a você, onde todos têm a mesma opinião sobre tudo, mesmas ideias e mesmos hábitos… Há quem diga que personalidades muito parecidas podem gerar mais atrito do que personalidades diferentes. Um bom diálogo só é motivado por pontos de vista, opiniões e vivências diferentes. No nosso trabalho convivemos com pessoas de posições políticas opostas, com apaixonados por seus times de futebol, com fervorosos fiéis de diversas crenças, entre tantas outras diferenças. Mas, por quê para muita gente ainda é difícil aceitar ter colegas com a orientação sexual diferente? E por quê esta intolerância se agrava ainda mais quando se trata de transexuais?
Lamentavelmente, não há como separar a vida profissional da vida pessoal. O que acontece de um lado influencia diretamente o outro. “Com quem você mora?”, “É casada?”, “Vamos fazer algo fora do trabalho?”, “Você anda meio triste, quer conversar?”. Estar presente de corpo e alma no trabalho é essencial para um resultado positivo no desempenho e no relacionamento. Muitas vezes durante o expediente os assuntos irão esbarrar em momentos como este. É decisão do colega abrir-se ou não.
É muito difícil encontrar um ou uma colega de trabalho transexual, principalmente nas áreas mais tradicionais. Poucos transexuais que hoje estão em idade adulta conseguiram terminar os estudos durante sua juventude. Na época, devido ao bullying, a falta de diálogo e de auxílio, era comum que pessoas nessa situação desistissem dos estudos, ficassem à margem da sociedade e abandonados até mesmo pela família, recorriam a subempregos ou ao único sustento disponível: a prostituição. Hoje, com um pouco mais de abertura conquistada, travestis e transexuais persistem nos estudos. Mas, além da comum grande dificuldade para se colocar no mercado de trabalho, há ainda vários outros obstáculos para concorrentes transgênero.
O profissional de Recrutamento & Seleção, ás vezes esbarra na hesitação por parte de um ou outro empregador quando o candidato perfeito para a vaga é homossexual com a expressão de gênero acentuada (ou seja, um gay que se expressa de forma feminina ou uma lésbica que se expressa de forma masculina). Essa hesitação do contratante se atém muito sobre como será a recepção do indivíduo na empresa ou a relação dessa expressão de gênero com a rotina de trabalho. E nós temos o dever de explicar ao empregador que o comportamento do candidato não interferem na qualidade do trabalho. Afinal, qualquer objeção no perfil pessoal ou técnico já seria apontada nos testes e na entrevista.
O mercado da moda e da beleza, há muito tempo, tem recebido muitos profissionais LGBTs, de uma forma que grandes nomes de referência na área pertencem a esta comunidade. E isso não é resultado apenas do talento, mas também da receptividade deste setor, da chance de empreender e não necessitar passar por olhares e crivos morais para ter seu sustento. Da mesma forma que se relevaram grandes nomes LGBTs na moda e na beleza, em outras áreas se destacam Tim Cook (CEO da Apple), Hellen DeGeneres (apresentadora de TV), Adriana Calcanhoto (cantora) e Peter Thiel (cofundador do PayPal), entre outros. Um talento se destaca por si mesmo, mas sem oportunidades não há chances de sucesso.
Uma pesquisa conduzida pelo portal Planet Romeo aponta que 22 milhões de pessoas em todo o mundo afirmam ter perdido o emprego ou que foram prejudicados no local de trabalho por serem homossexuais ou bissexuais. E de acordo com uma pesquisa conduzida pela ANTRA, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, apenas 10% desse grupo trabalha com registro em carteira.
Como sempre ressaltamos aqui no blog, o emprego tem uma função que vai muito além da troca de trabalho por salário, mas também da interação social, da contribuição do indivíduo como membro da sociedade, da troca de experiências, da empatia e do crescimento pessoal. A integração dos LGBTs no mercado de trabalho tem acontecido a passos lentos, de forma orgânica, acompanhando a medida em que a sociedade os compreende e respeita.
Dia 25 de Março é Dia Nacional do Orgulho LGBT, dia de valorizar a luta dessas pessoas por respeito e reconhecimento. Isso não é sobre tirar os empregos de um grupo para entrega-los a outro grupo porquê são vítimas disso e daquilo, mas, sim de dar oportunidades a todos. É estar aberto para buscar o melhor talento contemplando suas capacidades técnicas e emocionais, sem preconceitos, sem medo do diferente, do desconhecido. Seja transexual, homossexual, mulher, homem, cristão, ateu, negro, branco, corinthiano, gremista, nordestino, refugiado… Afinal, as diferenças tratadas com respeito e diálogo são o combustível que impulsiona a sociedade para o desenvolvimento contínuo.

Reinaldo Araujo


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CIPA: Unidos pela Prevenção de Acidentes

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CIPA é a sigla para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes que visa à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, buscando conciliar o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde de todos.
A presença desta comissão é obrigatória nas empresas brasileiras deste tipo desde 1944, mas sua denominação e conceito surgiram em 1921 como uma opção para que as empresas tivessem pessoas dentro dela engajadas em desenvolver táticas para evitar acidentes internos na operação dos trabalhadores.
As CIPAs devem ser formadas e mantidas de acordo com o artigo 163 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Norma Regulamentadora-5
(NR-5), aprovada pela Portaria nº 08/99
Independente do tipo de risco que a empresa possa oferecer ao trabalhador, ela é obrigada a ter uma comissão de prevenção de acidentes quando atinge o número de trabalhadores determinados pela lei.
Dentro de qualquer organização, a CIPA precisa ser composta por representantes do empregador e da classe trabalhadora. Todos os responsáveis pela comissão devem ser escolhidos por eleições convocadas por um edital que deve permanecer fixado no quadro de avisos da empresa por, pelo menos, 15 dias.
As eleições da CIPA têm voto secreto, e todos os empregados da empresa podem votar. Todo o processo de eleição deve ser levado ao conhecimento do Ministério do Trabalho por meio de cópias das atas de eleição e Posse.
A CIPA quem organiza a SIPAT dentro das empresas.
A SIPAT é uma semana separada pela empresa em que a CIPA desenvolve atividades diferentes para que os funcionários possam aprender mais sobre a prevenção de acidentes dentro da empresa.
O desenvolvimento das ações preventivas por parte da CIPA, consiste, basicamente, em observar e relatar as condições de riscos nos ambientes de trabalho; solicitar medidas para reduzir e eliminar os riscos existentes ou até mesmo neutralizá-los; discutir os acidentes ocorridos, solicitando medidas que previnam acidentes semelhantes e ainda, orientar aos demais trabalhadores quanto à prevenção de futuros acidentes na SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes).
A nova NR-05 dispõe que, compete ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao efetivo desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas de cipeiros constantes do plano de trabalho prevencionista.
Conforme a NR-05, compete aos empregados:
a) Participar da eleição de seus representantes;
b) Colaborar com a gestão da CIPA;
c) Indicar a CIPA, ao SESMT e ao empregador situação de riscos e apresentação sugestões para melhoria das condições de trabalho;
d) Observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto à prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho:
e) Participar das reuniões mensais registradas em atas.

Flávia Avancini


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Pessoas tóxicas, evite-as!

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Buscamos sempre estar perto de quem nos faz bem e nos dá apoio. Sentimos prazer em desfrutar de ambientes positivos, divertidos e que nos preencham com boas energias, porém cada indivíduo tem as suas particularidades, e existem alguns relacionamentos que nem sempre são saudáveis, que podem drenar as nossas energias.
Este “escoamento” de energias ocorre nos relacionamentos com pessoas que, dificultam o cumprimento de algumas tarefas, deixam dúvidas sobre nós mesmos, exigem mais daquilo que podemos ser, colocam barreiras em nossos sonhos, nos fazem sentir inferiores e podem até nos dar aquela sensação de que estamos desperdiçando tempo.

Capa da Super Interessante - Setembro 2015

Capa da Super Interessante – Setembro 2012

Naturalmente, podemos e vamos nos deparar com estas situações que não são saudáveis pelo convívio com pessoas tóxicas.
Uma pessoa tóxica é aquela que tende a ser altamente negativa.
As pessoas tóxicas falam de como a vida está difícil, de como você não pode fazer isso ou aquilo. As reclamações são constantes seja da economia, governo, trabalho, amigos e todos problemas que enfrentam.

O psicólogo Jack Canfield classifica as pessoas tóxicas como “Energy Vampires“, ou seja, os vampiros de energia. Isso porque tais pessoas sugam toda energia positiva.
Como qualquer tipo de toxina, é preciso limitar sua exposição a essas pessoas ou até mesmo cortar laços para se proteger.
Ansiedade, redução do nível de autoestima, sentimento de ineficácia, irritabilidade, agressividade e falta de concentração são alguns dos efeitos, a curto prazo, de relações tóxicas que desenvolvemos no local de trabalho. O cenário pode agravar-se, à medida que os meses passam, com a perda de confiança na capacidade de trabalho e/ou o desenvolvimento de depressão e doenças relacionadas com o stress profissional como distúrbios do sono ou enxaquecas.
Destacam-se alguns perfis mais recorrentes das pessoas tóxicas:

  1.  Pessoas arrogantes
  2.  Pessoas vítimas
  3.  Pessoas controladoras
  4.  Pessoas invejosas
  5.  Pessoas mentirosas
  6.  Pessoas negativas
  7.  Pessoas gananciosas
  8.  Pessoas que julgam continuamente
  9.  Pessoas fofoqueiras

É importante identificar os relacionamentos que desgastam, analisar os motivos pelos quais estes relacionamentos são difíceis ou complicados de lidar – quais valores ou crenças são conflitantes? O problema está na outra pessoa ou nas reações que você tem com ela?
No ambiente de trabalho estes relacionamentos tóxicos podem desestabilizar qualquer funcionário, minar o clima organizacional, interferir na performance e produtividade colocando em xeque o bem-estar físico e mental das pessoas.
Preservar-se, buscar o equilíbrio e colocar em prática algumas atitudes para neutralizar a toxidade no ambiente de trabalho são fundamentais:

Impor limites:
Evitar que o comentários negativos dos outros afetem o desempenho e o senso de realização. Aprender a reagir menos às opiniões dos outros.

Praticar o autoconhecimento:
Saber claramente os objetivos e buscar caminho para chegar lá, proporciona segurança e iniciativa para concretizar suas ações e intenções.

Concentrar-se em coisas realmente importantes:
Criar uma barreira!!! Escolher as batalhas com sabedoria e conservar as melhores energias para coisas que realmente importam e tem valor.

Deixar a energia positiva aflorar:
Deixar a pessoa tóxica de lado e colocar toda energia na busca pelos objetivos e anseios de forma otimista e determinada.

Deixe a energia do bem lhe encontrar…te envolver…te elevar.

Flávia Avancini


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Verão, refresque o clima no seu trabalho

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É claro que estamos no verão e esperamos temperaturas altas e dias quentes, mas vamos combinar que este início de ano tem sido exagerado. Com temperaturas na casa dos 30º graus e sensação térmica na faixa dos 40º, os dias tem sido difíceis de aguentar.

Moramos num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, como diz Jorge Benjor. É claro que se pudéssemos optar, estaríamos usufruindo dessa natureza exuberante, mas o dever nos chama e precisamos estar preparados para trabalhar com dignidade nesses dias tão quentes.

É nesta época que alguns sintomas aparecem e se você conversar com seus colegas de trabalho vai perceber que são comuns a todos. Os mais frequentes são: dor de cabeça, tontura, pressão baixa ou alta e cansaço. É necessário driblar esses sintomas e tentar amenizá-los para que seu dia seja de fato produtivo.

Seguem algumas dicas:

– Tome muita água durante todo o dia. No verão ficamos mais desidratados em função do suor excessivo o que nos causa cansaço e sonolência;

– Opte por uma alimentação mais leve, abuse dos legumes, verduras e frutas. Aproveite a falta de apetite para emagrecer uns quilinhos. Mas como ninguém é de ferro, um sorvetinho cai muito bem;

– Procure ter uma boa noite de sono, recorra ao ventilador e se você tiver o privilégio de ter ar condicionado, melhor ainda;

– Tome banhos gelados ou em temperatura ambiente, isso certamente lhe dará mais energia;

– Use roupas mais leves como vestidos e sandálias para as mulheres e camisas de algodão para os homens. Não esqueça que bom senso é fundamental.

Esperamos que com essas dicas, seus dias sejam melhores!

Para finalizar, temos uma boa notícia: o verão nos deixa com um humor melhor, aproveite para sair, fazer novos amigos e se divertir.

Luciana Martino

Desmistificando a dinâmica de grupo ou pelo menos, tentando

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Fui convocado para participar de uma dinâmica de grupo concorrendo à vaga dos meus sonhos. E agora?
A maioria das pessoas fica apreensiva diante desse acontecimento. A intenção deste texto não é dar dicas de como se comportar nas dinâmicas de grupo. A internet está repleta de informações teóricas que dificilmente são colocadas em prática quando o nervosismo e a ansiedade nos dominam. A não ser que você seja uma pessoa extremamente controlada, esses sentimentos vão aparecer.
Uma coisa que conforta é saber que os demais candidatos estão na mesma situação que você. Portanto, não pense neles como rivais e concorrentes. Procure olhá-los como parceiros, como pessoas que podem te ajudar. Uma equipe boa de trabalho vai despertar o que há de melhor em você. Portanto, interaja com o grupo e claro, faça isso da sua maneira, com o seu estilo próprio.
Bom senso e equilíbrio também são importantes em qualquer situação. Saiba utilizar suas características positivas na medida certa. Não se posicionar impede que você consiga ser avaliado, mas falar demais é invasivo e cansativo. Não pense que ser tímido o prejudicará, mas ser omisso sim. Por esse motivo, mesmo nervoso, posicione-se. Por outro lado, também não imagine que por ser extrovertido sua vaga esteja garantida.
Quando lidamos com seres humanos, nem tudo é exato e previsível. Portanto, não existe receita pronta para essa situação. Então, vamos simplificar? Acima de tudo, seja você mesmo. Não tente aparentar algo que você não possa sustentar depois. Caso você seja aprovado, saberá que foi pelas suas reais características.
Finalizando, encare a dinâmica de grupo como outra etapa qualquer do processo seletivo. Não sofra em demasia! Não queira subestimar seu nervosismo, mas também não o valorize. Tenha em mente que somos todos seres humanos, passíveis de erros e acertos. A única diferença entre você e as pessoas que o estão observando é a posição naquele momento. Na vida um dia se é caça, no outro caçador. O importante é saber que o caçador nessa situação, é seu aliado e está torcendo pelo seu sucesso.

Luciana Martino